Ayla narrando Quando Pantera saiu do posto, eu fiquei alguns minutos parada ali, encostada no balcão, tentando entender que tipo de terremoto tinha acabado de passar por mim. Meu coração ainda tava batendo rápido demais, como se estivesse tentando fugir do meu próprio peito. Minhas mãos… suadas. Meu rosto… quente. E minha cabeça… um caos. Respirei fundo, puxei o jaleco pra frente e tentei me recompor, mas parecia que a presença dele tinha ficado impregnada no ar. Forte, pesada, dominante. Como se aquele corredor estreito não tivesse espaço suficiente pra conter o impacto que ele causa. Quando voltei pra sala de curativos, enfermeira dona Rosinha me olhou com aquela cara de quem já sabe da fofoca antes mesmo dela acontecer. — Ayla… tá tudo bem? — perguntou, arquivando umas fichas. — Tá

