Magrin narrando Mano… já era quase hora do baile começar e eu tava lá na contenção de novo, encostado na muretinha, tirando poeira da Glock só pra passar o tempo. O morro tava com aquele clima de sábado: molecada correndo, fumaça subindo de churrasquinho, moto passando toda hora. Só que minha cabeça tava noutro lugar. Desde mais cedo eu tava de olho numa fita: a Mari subindo o morro. E eu não sei por quê, mas aquela mina deixa minha mente meio travada. — Ei, Magrin — chamou o Pretin, vindo da escada. — Pantera perguntou se tu viu a Ayla hoje. — Ainda não. — continuei mexendo na arma, como se eu não tivesse ligado. — Mas ele já tá na fofoquinha, né? — Tá nada, tá é bolado — Pretin riu. — Tá parecendo corno sem ser. Eu gargalhei. — Pantera é maluco. Cê sabe. — Sei — ele deu de ombro

