Ayla narrando Meu quarto nunca pareceu tão pequeno. A porta tá trancada, a janela fechada, e mesmo assim eu sinto como se tivesse alguém encostado na parede, só esperando eu baixar a guarda. Ridículo. Eu sei que é. Mas desde aquela sensação estranha na escada, meu corpo tá em estado de alerta, como se meu coração fosse uma granada sem pino. Jogo a mochila no chão e me deixo cair na cama, encarando o teto mofado. Pantera tá melhor. Bem melhor. Ele mesmo disse. Não tem por que eu continuar indo lá. É isso que eu repito pra mim mesma. Mas a verdade é que cada vez que eu chego perto dele, é como se alguma coisa dentro de mim gritasse foge… e outra, mais baixa, mais perigosa, sussurrasse fica. Não posso ficar. Eu não posso ser a menina que trata bandido nos becos e se apaixona pelo dono do

