Pantera narrando Mano… o fogo não tinha ido embora, não. Tava era crescendo, baixinho, feito brasa teimosa de fogueira que ninguém apagou direito. E eu ali, com a Ayla colada em mim, sentindo cada suspiro dela bater no meu peito, percebi que a mina tava tentando manter a pose… mas o corpo? O corpo já tinha me entregado há muito tempo. Minha mão tava firme na cintura dela, quente, encaixada ali como se tivesse sido feita pra aquele espaço. Ela fingia que não reparava, mas eu sentia o jeito que respirava mais fundo toda vez que meus dedos apertavam. — Tá na minha cara o quê? — ela me perguntou, a voz fraquinha, rouca, quase perdendo a coragem no meio do caminho. Eu olhei pra ela devagar, daquele jeito que ela não consegue sustentar por muito tempo. Porque eu vejo, tá ligado? Eu enxergo a

