Pantera Narrando Mano… quando o Magrin chegou falando no meu ouvido o que tavam dizendo da Ayla lá no postinho, senti meu sangue ferver igual óleo na frigideira. — Patrão… tão falando merda pesada dela lá embaixo. — Como assim? — rosnei. — Tão botando teu nome no meio. Dizendo que ela só tá no trampo porque é protegida de bandido. Bateu uma onda quente no meu peito. Daquelas que não dá pra segurar. Eu lembro direitinho: subi da laje tão rápido que até a chinela bateu no cimento. A mente virou um turbilhão só. Mexer comigo, suave. Mas mexer com a Ayla… aí vira guerra. Desci o beco ignorando todo mundo me dando bom dia. Eu tava cego. As ideia embolando na mente, tudo misturando: o beijo de ontem, ela me mandando mensagem pra conversar, ela pedindo distância… e agora isso. — Falando

