Entre o medo e o dever

1026 Words

Ayla narrando Acordei depois de uma noite que m*l pode ser chamada de sono. O rosto do Pantera, o estampido do tiro, o corpo caindo no chão… tudo reaparecia cada vez que eu fechava os olhos. Eu ainda sentia o gosto amargo do medo na boca, aquele frio que começa no estômago e sobe até a nuca. Eu tava sentada na beira da cama, tentando convencer minhas mãos a pararem de tremer, quando o celular vibrou. Número do posto de saúde. Meu coração já pulou errado. — Alô? — minha voz saiu fraca, fina. — Ayla? Graças a Deus atendeu, menina. — era a enfermeira chefe, Sílvia. A voz dela sempre firme, sempre urgente. — Precisamos de você agora. Teve confronto pesado no Morro da Serra. A tropa entrou rasgando tudo. Tá chegando chamado de feridos a todo instante e a equipe de lá tá sem suporte. Feche

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD