Homem Misterioso narrando Eu voltei pra essa cidade sem fazer barulho. Cidade pequena demais pra esquecer. Grande demais pra perdoar. Do alto do prédio abandonado, eu enxergo o Morro do Cruzeiro como se fosse um tabuleiro. Cada luz acesa é uma peça. Cada viela, um caminho que eu já percorri antes… quando ainda não existia Pantera mandando em nada. Ou melhor: quando ele ainda não era Pantera. Meu nome não importa agora. O que importa é o que eu sei. E eu sei demais. Pantera acha que venceu a vida na base da bala e do medo. Acha que construiu um império sozinho, com o sangue dos outros. Mas todo rei tem uma rachadura. E a rachadura dele tem nome, sobrenome… e um passado que ele não imagina que eu conheço. Ayla. Engraçado como o mundo dá voltas cruéis. Ela andando de mão dada com ele pel

