Kássia A ida até o Santa Marta foi silenciosa, mas não era um silêncio comum, era carregado, pesado, cheio de pensamento não dito, cada uma de nós presa dentro da própria cabeça, tentando prever o que ia encontrar, tentando se preparar pra um cenário que podia fugir completamente do controle a qualquer momento, e enquanto o carro cortava as ruas, eu mantinha o olhar fixo à frente, mas por dentro eu já estava montando cada possível reação, cada palavra, cada expressão que eu ia precisar usar assim que chegasse. Karine estava quieta ao meu lado, diferente de antes, mais contida, mais fria, e aquilo não era fraqueza, era adaptação, ela estava aprendendo rápido demais diante do caos, e isso me preocupava tanto quanto me orgulhava, porque gente que aprende rápido também muda rápido. Quando o

