Não consigo ficar sozinha, não consigo ouvir minha consciência martelando na minha cabeça todo o m*l que eu fiz àquele homem que está do outro lado desta porta chorando dolorosamente. Seu choro está me corroendo por dentro. Procuro por Álvaro, ele está sentado no sofá da sala, com a cabeça entre as mãos, soluçando alto, se tremendo inteiro. Caminho devagar, jogo-me aos seus pés e rezo mentalmente para que ele não me enforque, mas que seja capaz de controlar a raiva e consiga me ouvir. Eu preciso que ele me ouça. Preciso do seu perdão. — Eu não procurei por isso, Al. Aconteceu! – Digo baixinho. — Mas você poderia ter impedido que acontecesse... Você tem o livre arbítrio. – ele levanta a cabeça e olha-me — Ou ele te forçou a algo? Afasto-me dele e sento no chão, encostada na parede. —

