E agora? Vou ficar recebendo esse homem no meu quarto?

1041 Words
Caio em mim que o que menos faço é conversar. Preciso passar segurança para ela. Preciso lhe falar de Hazal. —É por causa de Hazal? Se for, não há o que se preocupar. Eu conversei com ela hoje. Abri o jogo com ela. Disse que estou dançando conforme a música, mas que que não pretendo ter nada sério com ela. Manteremos as aparências por um tempo. E sabe por que eu fiz isso? Por causa de você. Ester me olha ofegante. Eu vou até ela, e a tomo nos braços novamente. Sinto seu arfar perfumado. — Vai me dá uma joelhada novamente? Depois de tudo que eu disse? —Questiono, meus olhos cheios negros de desejo. Ela não responde e eu então colo minha boca na sua, a beijando com paixão e toda a volúpia que meu corpo exige. Ela cede. Allah! Finalmente cede... Quando sinto seus lábios sob os meus tão receptivos, eu gemo de prazer e os mordisco a provocando ainda mais, então coloco minha língua entre a sua boca, dançando no seu interior úmido, me embriagando com seu gosto. Envolvo minha língua na dela e me deixo levar por uma gama de sentimentos e emoções que só ela me provoca. A puxo mais para mim, colando seus s***s ao meu peito e tomo sua boca dando tudo de mim, esquecendo toda a minha razão, enlouquecido por esse beijo. O sangue corre rápido nas minhas veias num pulsar violento, seu cheiro nas minhas narinas me desnorteia, como se não pudesse ter o bastante dela e eu a aperto mais nos braços como se eu quisesse me fundir a ela. Ester geme e envolve seus braços no meu pescoço. Ah como eu sinto prazer com isso. Aos poucos nossos beijos vão se acalmando. Então eu a beijo nos olhos, nas bochechas, por todo o rosto. —Preciso ir. Amanhã venho no mesmo horário no seu quarto. Ela abaixou a cabeça. —Não quero que venha. Allah! Que mulher difícil! Eu me aproximo dela e seguro seu queixo com o polegar e o dedo indicador e a faço olhar para mim. Ester Os olhos de Murat analisam os meus. —Por que Ester? Você não entendeu nada do que eu disse? Hazal sabe o papel dela na minha vida. Nenhum. Eu me angustio com as falas dele. —Eu entendi, mas isso não muda nada. Você ainda continuará sendo o filho que terá que fazer a vontade de seu pai. Ele endurece o olhar. —Por pouco tempo Ester. Até eu conseguir a presidência, preciso fazer o jogo dele. Ai, eu não quero me envolver. Eu sinto que sairei machucada nessa história. Eu o empurro. —Melhor você sair. Seu pai já anda desconfiado. E pode te procurar no seu quarto. Ele dá um passo na minha direção e segura minhas mãos juntas me encarando sério. —Vamos combinar uma coisa? Amanhã eu venho, mas não te toco, apenas conversarmos. Você me fala um pouco de sua vida e eu falo da minha. Vamos aproveitar o pouco tempo que temos para nos conhecer melhor. Mas que droga! Esse homem não desiste. Pior que ele me confunde. —Tudo bem. Murat então fica carrancudo e blasfema em turco, respira pesadamente e aperta os lábios como se lembrasse de algo. —Mas que droga. Eu me lembrei que vou viajar amanhã e não sei quanto tempo vou ficar fora. Vai depender da evolução dos negócios. —Murat, vai. É melhor você ir. Ele me puxa para ele. —Eu vou. Então quando eu voltar de viagem conversamos. Prometo que meu maior objetivo será você me conhecer melhor e eu a você. Eu o encaro com descrédito, mas digo: —Tudo bem. Ele sorri. —Se eu pudesse passaria a noite com você, cabelos de fogo. —Ele diz e beija minhas mãos. Eu estou irritada com tudo isso, então o provoco: —Você nem parece que tem trinta e seis anos. É como se eu tivesse dado um golpe certeiro no seu estômago. Ele se aproxima de mim. Eu sinto arrepios correndo pela minha espinha quando ele me olha com o olhar gelado, tão gelado como o olhar que o pai dele direcionou a mim. —Não sou manipulável como pensa. Sou um homem que luta com unhas e dentes pelo que acredita, pelos seus ideais. Que sabe jogar para ganhar e não perder. Vou relevar o que disse porque você não me conhece direito. E outra coisa, eu dei meu sangue para a nossa empresa crescer, sem férias, trazendo trabalho para casa nos feriados, tudo isso para que meu primo, um bosta, ficar com a presidência? Um Bok! (Um merda!). Isso não vai acontecer porque eu não vou deixar. Murat me olha por um tempo então sai do meu quarto. Respirando fundo eu sento-me na cama. Sim, eu senti suas emoções conforme ele falava. Senti sua ira, sua determinação e principalmente o quanto ele se ofendeu com as minhas palavras. Isso cortou as minhas entranhas. Por isso estou aqui, tão abalada e agora entendendo muita coisa. Claro que uma pessoa ambiciosa como Murat, dominador e com espírito de liderança não vai querer ser capacho de ninguém. Pelo que ele disse, a única pessoa que ele se sujeita é o seu pai e agora eu sei que ele o ameaça com seu primo. Um golpe baixo para manter Murat na linha, o levar com rédeas curtas. Deus! Que família eu fui me meter! Passo a mão nos olhos, ainda posso sentir o cheiro dele, seu perfume maravilhoso que ficou no quarto. E agora? Vou ficar recebendo esse homem no meu quarto? E nos conhecer? Ele pensa assim mesmo? Ou isso é muita lábia para eu abrir minhas pernas novamente? Um homem como Murat, cheio de mulheres ao redor dele, que fazem qualquer coisa para conquistá-lo e ele olhar para mim? Ele é do tipo de homem que você encontraria em uma festa cercado por mulheres, mas não preso a mim, como sua única mulher. Isso que deve enervar seu pai. Ele deve sair com várias mulheres e por isso não quer se ligar as mulheres que seu pai tenta introduzir como apropriadas para ele, dentro de sua cultura e de seus padrões.
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