VT
Não sei porque, mas eu fico com pena da mina, ela não tá acostumada com os confronto, e mesmo quem já tá acostumado fica cheio de medo*, imagina ela.
- Se liga, eu vo ficar aqui até tu se acalmar jae?_ falo segurando o rosto dela, tentando acalmar a respiração alta que ela está fazendo agora.
Não vou conseguir deixar essa mina sozinha aqui não, ainda mais desesperada desse jeito, certeza que ela vai chamar atenção de alguém, e vai acabar tomando tiro. E os filha da p**a* ainda vai levar meus bagulho aqui de dentro.
Ela pisca os olhos balançando a cabeça, e se encolhe sentando no chão no canto da parede ainda assustada pra c*****o*. Eu sento do lado dela e tento puxar assunto pra distrair a mina, se não a ela vai ter um ataque aqui dentro dessa p***a*.
- Fala ai, qual teu nome?_ pergunto fingindo curiosidade, ainda escutando os barulhos de tiro e gritaria lá fora.
- Manuelly._ ela responde rápido, encolhida e se assustando com os barulho do confronto.
- Eu nunca te vi por aqui antes, tu é amiga da minha irmã?_ meto o 7 pra ver qual foi a dela.
- Eu moro aqui só faz 2 semanas, conheci a Sara hoje na sorveteria que eu trabalho._ ela responde ainda um pouco nervosa e com lágrimas nos olhos.
- To ligado. Tu veio pra cá por que?_ continuo perguntando encarando ela. Pode ser até pra distrair, mas também porque quero saber.
- Briguei com meu pai e resolvi sair de casa, mas também não dava pra fica lá por perto de casa, aí minha amiga me chamou pra vim morar aqui com ela, e eu aceitei o convite._ diz ela parecendo está um pouco mais calma agora.
- Pode pá._ falo encarando ela.
Ficamos calados por um tempo só escutando os sons do confronto que agora parece ter ficada um pouco mais distantes de nós, mas o que continua alto mermo é a nossa respiração forte.
...
O tempo vai passando, e a novinha acaba deitando a cabeça no meu ombro, e pega no sono um tempo depois. c*****o*, como essa p***a* consegue dormi com o tiro comendo lá fora desse jeito? Só pode ser maluca essa mina, namoralzinha mermo.
Relaxo as costas na parede, coloco ela deitada do meu colo e fico alisando o rosto dela.
E gata mermo essa mina, na moral.
...
Os tiros cessam depois de algumas horas.
Olho pro relógio, e agora são 4:15 da madruga. Eu penso em acordar a mina, mas resolvo ligar meu radinho primeiro pra saber como está as coisas lá fora.
- Qual foi rapaziada, o chefe sumiu c*****o*._ o doidão grita no radinho na hora que eu ligo ele. A mina se assusta, e abre os olhos olhando em volta nervosa.
Eu seguro no braço dela acalmando ela, e ela me olha ainda assustada sem entender nada, mas logo percebe que o som vem do meu radinho na minha mão.
- Atividade c*****o*, quero uma tropa pra procurar o patrão em um minuto aqui na boca p***a*._ reconheço a voz do Bruninho acionando geral a minha procura.
- To aqui mano, tô em uma das trocas._ eu respondo pra eles ficarem mais suaves.
- Coe viado*, faz isso mais não p***a*._ Bruninho fala aliviado quando escuta minha voz.
- Foi m*l irmão, não dava pra se comunicar não pô, tava cercado aqui nessa p***a*, depois te explico._ eu dou o papo vendo a novinha me observando séria, sem desviar o olhar do dela.
- Suave então irmão, tá ferido?_ insiste ele preocupado.
- Não mano to mec, meia hora to piando na boca, quero os relatórios e os proceder desse k.o todo aí._ falo sem tirar os olhos da mina.
- Jae chefe, é nós._ diz ele, eu desligo o rádio, e ela ainda está me encarando.
- Desculpa ter feito você fica aqui comigo._ ela fala me piscando os olhos, e colocando uma mexa do cabelo pra trás da orelha.
- Tá suave mina, agora já tá tudo tranquilo lá fora, a vitória é nossa._ falo e ela dá um sorrisinho de lado meio triste_ bora lá, vou te leva pra tua goma._ ela suspira aliviada e olha dentro dos meus olhos mais uma vez.
- Obrigada pelo que fez por mim hoje._ diz ela toda envergonhada.
- Depois tu me recompensa, bora._ pego na mão dela e saímos da toca.
...
De cara já vejo vários corpos pelo chão do beco. Copo dos cria, dos alemão, e até de morador inocente. A mina estremece toda colocando a mão na boca, quando ver os corpo espalhado nas rua.
A coisa foi feia* mano!
Chego na porta do baile, pego minha moto, mando o bife subir na garupa, e partimos pra casa dela.
- Como você sabe que eu moro aqui?_ ela pergunta assim que estaciono no portão dela, e na hora eu me lembro que ela não falou onde morava pra mim, eu vi essa p***a na ficha dela.
- Tu me falou ontem pô._ meto um migué.
Caralho*, me fudi*.
- Não falei não._ ela me olha pelo retrovisor com cara de duvida. Nem ela sabe se falou ou não.
- Falou sim mina, tu que não lembra, tava toda esquemática chorando pra c*****o*._ tento entrar na mente dela, ela se convence e descendo da moto.
- Obrigada, e cuidado aí, com as coisas que você precisa resolver._ diz ela me olhando meio de lado.
- Relaxa mina, aqui é favela na veia pô.- falo sorrindo pra ela.- aí, não conta pra ninguém onde fica a toca não, falo?_ ela concorda, e do nada aparece uma mina doida gritando na rua em direção a ela.
- Manu, Manu. Aí meu Deus graças a Deus. Desculpa te larga lá sozinha, eu fiquei tão, tão preocupada com você._ ela abraça a mina com força, chorando desesperada.
- Calma Rayssa, está tudo bem._ a mina retribui o abraço da amiga.
- Prometo nunca mais te deixar sozinha amiga, eu prometo._ a doidona chora abraçando a novinha.
- Tá entregue._ eu sorrio vendo a cena das duas agarradas. dou uma última olhada pra novinha, e ela também me olha de volta. Depois eu arranco com a moto voado para boca.
Chego lá e começo a ter noção do estrago completo. Os ADA não manda recado não parceiro, quando eles vem, vem pra fazer estrago mermo tá ligado? Sorte que nos tá sempre preparado, armado até os dentes, e quando eles sobem, eles não conseguem nada além de sangue aqui.
Mando uns vapor limpa as ruas, e ensacar os bagulhos da família dos guerreiros que morreram hoje. p***a*, só moleque bom que deixou nos nesse confronto aí, mas com certeza vai ser vingado. Mano ML foi um deles, parceirão de maior tempão mermo. Bagulho de favela é f**a*, ou tu caça, ou tu é caçado parceiro.