Duque Narrando À noite, cortei o cabelo, dei um trato na barba. Coloquei uma roupa simples, mas arrumada, Duda apareceu linda, com aquele vestido leve que rodava quando ela andava, e me deu a mão. Fomos assim, de mãos dadas, pro culto. Meu coração batia diferente. Era como se eu estivesse indo me encontrar com uma nova versão de mim mesmo. O culto foi uma bênção. Muito louvor, palavra que falava direto comigo, como se Deus tivesse mandado o pastor pregar só pra mim. Durante a ministração, fechei os olhos e orei como nunca tinha orado antes. Falei com Deus de verdade, sem máscara, sem pose. — Senhor, eu não quero mais viver do jeito que eu vivia. Não quero mais sentir ódio, nem rancor. Me limpa disso. Me dá paz, Senhor. Se for pra ter luta, que seja só a da vida, do dia a dia, do traba

