Duque Narrando Depois de quase três meses enjaulado naquele inferno de presídio, finalmente estava voltando pra casa. Duda dirigia sorrindo, com aquela leveza que só ela tem. Coloquei a mão na coxa dela, apertando com firmeza, que saudade da minha mulher, da minha casa, da minha madrinha, da minha vida. O celular dela estava conectado no carro, e do nada o nome do WL apareceu no painel. Ela atendeu, e ele já foi perguntando como tinha sido o julgamento. Duda me olhou com aquele brilho nos olhos e sorriu. Eu respondi: — Deu tudo certo, irmão. WL deu um grito que quase estourou o alto-falante do carro. — Filho da püta, Duque! Tu é maluco, carälho! Não era pra tu ter feito isso, mermão! Mas, que bom que tu tá livre, pörra! Sorri de canto, aquele sorriso de quem sabe que fez o que tinha

