Duda Narrando O despertador nem chegou a tocar. Abri os olhos antes dele e fiquei alguns segundos encarando o teto, respirando fundo. O coração batia acelerado, uma mistura de ansiedade com emoção. Hoje é o dia. Eu vou ver o meu amor. Levantei devagar, sem fazer barulho. Vesti a roupa que havia deixado separada na noite anterior, arrumei o cabelo num coque simples e coloquei uma rasteirinha. Enquanto passava um hidratante no rosto, olhei no espelho e murmurei baixinho: — Vai dar tudo certo, Duda, você é forte. Deus tá contigo. Abri a porta do quarto e fui direto pra cozinha. Quando cheguei lá, me deparei com Dona Fran já de pé, colocando as marmitas e garrafinhas na sacola térmica com todo o cuidado do mundo. — A senhora já tá de pé? — perguntei surpresa. Ela me olhou com ternura e

