Duda Narrando Esses dias sem o Eduardo têm sido os mais difíceis da minha vida. Eu acordo com o coração apertado e vou dormir com a alma cansada. Tenho feito tudo o que o pastor orientou para conseguir tirar a carretinha de visita. Saio logo cedo, antes mesmo do sol nascer, e só volto no fim do dia, exausta. Não tenho vontade de comer, de conversar, de sorrir. A única coisa que me dá vontade é de deitar e chorar. Hoje não foi diferente. Cheguei da rua, com o corpo moído e a cabeça cheia de pensamentos. Tomei um banho rápido, coloquei uma roupa leve e me deitei. Acabei dormindo sem perceber. Fui acordada com leves batidas na porta. — Duda — a voz da Dona Fran me chamou com carinho. — Filha, acorda, tem visita. A pastora Cirlene está na sala. Me levantei num susto, ajeitei o cabelo com

