Enfrentando um demônio

2825 Words
Midori estava lutando contra Yashiro, um demônio filiado ao Olho n***o. Estavam ambos na Amazônia e o real motivo de nosso herói era evitar que Iracema fosse pêga pelo demônio, para que o mesmo tenha a posse do Cristal do Fogo. No entanto, Yashiro estava com outras intenções em querer lutar com Midori. Soube que ele era um dos melhores lutadores do Japão e por que não do mundo. Nunca perdeu uma luta e estaria disposto em deixar anexada a sua marca, onde fará ele perder esta luta que ambos estavam presenciando no momento. Uma brisa ressurgia e balançava os cabelos de Midori, assim como a brincar com a quente barba de Yashiro. Ambos mantinham contato visual, estando prontos para se enfrentarem. Um estava de olho no outro para saber o que iriam fazer. Midori faz a sua posição do louvo-a-deus, mas não iria conjurar seu ataque especial, apenas se mantinha em guarda, estando com as pernas separadas, onde a direta estava flexionada para frente e de trás segurava o peso do resto de seu corpo. Olhos bem atentos, como de uma águia que estava caçando por sua presa, a mão esquerda também recuada, inclinada para baixo, da mesma forma com a direita, mas esta assumia toda a frente de seu corpo. Yashiro não tinha uma posição de luta. Não era de seu costume essas coisas, apenas mantinha a posição de militar, estando com o peito para frente, as pernas separadas na altura dos ombros e os punhos cerrados, além de sua cauda se mexer para lá e para cá. Ficavam mais alguns minutos se encarando, quando Midori decide atacar. Ele parte para cima usando sua velocidade surpreendente. Yashiro não conseguiu acompanhá-lo, tanto que se surpreendeu. Midori aparece na frente dele e ia aplicar um soco. O demônio é atingido pelo peito e depois o rapaz pula girando seu corpo aplicando um chute em seu rosto. Este cai no chão, mas depois se levanta com a boca sangrando. Midori volta a assumir a sua posição de antes e o vento mexia com os seus cabelos de novo. Yashiro sorria para ele e limpava a região de sangue com a mão. — Impressionante. — Disse o demônio. — Mas isso não foi nada. — Quer apanhar mais? — Indaga Midori, cerrando os dentes. Desta vez, ele pula não muito alto e sumia. Yashiro nada fazia, apenas mantinha aquele sorriso, mas com os dentes inibidos e fechava os olhos. Parecia estar esperando por algum ataque de seu adversário e aconteceu. Midori o ataca pelas costas, girando seu corpo e o chitando. Sumia e aparecia de novo na sua frente e aplica um forte soco em sua barriga, o fazendo cuspir sangue. Sumia novamente e por último, aparecia no ar. Pegava pelos chifres de Yashiro e dava um golpe de karatê, o fazendo cair com todo o corpo no chão. Midori não estava cansado, bem pelo contrário. Mantinha uma energia formidável. Nunca cansava, a não ser desse tudo de si. Neste caso, como nem sequer chegou a usar todo o seu poder, estava muito menos cansado. Yashiro se levantava de novo como se não tivesse levado nenhum golpe fatal. Voltava a sorrir e novamente mantinha aquele sorriso. — "Mas que d***a. O que esse sujeito é?"— Pensava Midori. — "Ele não sentiu nada nos meus últimos golpes. O que está havendo aqui?" — Já acabou? Pois eu quero lutar também. — Disse Yashiro, confiante. Falava em um tom como se estivesse confiante na vitória e seguro de que não iria vacilar. Ele aumentava a sua energia e assumia uma aura vermelha. Esticava seus braços, unindo suas mãos e lançava um golpe. Um raio de fogo intenso. Midori lembrava que não sentia efeito em poderes de fogo, mas de alguma forma acabou sentindo o impacto do ataque de Yashiro. Este afirmou que era porque ele dominava o fogo do inferno e não dos humanos. Desta vez não seria diferente. Só teria que se adaptar à técnica do demônio O rapaz se protegia com os braços e era atingido. — Hahahahaha ridículo! — Disse Yashiro. — Você ainda tem essa mania de se defender dos meus ataques? Midori fora lançado contra uma árvore, a quebrando. Sentia um impacto muito forte, além de dor nas costas. — Meu Deus, como pode isso? Eu me defendi do ataque dele, mas não consegui me adaptar? Por quê? — Indaga o rapaz, não entendendo nada do que estava acontecendo. Yashiro corria na direção de seu adversário com punhos de fogo. Midori o observava e liberava o seu poder. Desta vez, iria dar o seu melhor para detê-lo. Partiam para cima um do outro e a partir dali, trocavam socos e chutes. Alguns animais que estavam por perto, viram a luta e decidiram sair. Pareciam reconhecer quem era humano e quem era demônio e por causa deste, decidiram correr ou voar para não serem pêgos por aquelas possíveis chamas. Midori o soca pelo rosto e o chuta, mas Yashiro contra ataca com um soco que iria dar no rosto do rapaz. No entanto, ele para e lança um raio de fogo. Midori fora pêgo de surpresa e cai no chão. Ele se levanta estando com o rosto machucado e dizia: — Cansei disso. Vou usar todo o meu poder agora. Yashiro pareceu ter gostado do que ouviu, como se realmente quisesse que o seu adversário fizesse isso. Ele sorri e fala: — Aumente o seu nível que irei esperar. Midori se sentiu humilhado naquele momento. Como podia estar sendo pressionado e ainda humilhado por alguém como Yashiro? Não admitia tais atos e queria dar uma lição nele. O rapaz aumenta o seu poder e um brilho verde aparecia. Yashiro estava com uma expressão feliz e ao mesmo tempo certa da vitória, estando com os braços cruzados. Via Midori cercado por uma aura verde e com os cabelos e o casaco balançando. Seus olhos brilhavam em verde e dizia: — Desta vez eu vou acabar com você. — Vai? Então venha. — Responde Yashiro. Midori surpreendia de novo com a sua velocidade. Era fato que Yashiro não conseguia acompanhá-lo por ser rápido, mas se fosse atingido por um ataque dele, conseguiria resistir. Midori o atinge em várias regiões. No rosto, na barriga, nas costas e no peito. Quando fora atingido neste por um chute forte, Yashiro era lançado contra algumas árvores e as quebrava, por conta do impacto que levara. Midori apenas o olhava, esperando que ele talvez, ou não, fosse resistir a esse último ataque. Um poder em chamas se manifestava e várias bolas de fogo iam na direção de Midori. Não teve escolha a não ser se defender. Ainda tinha esperanças de ser imune aos ataques dele. O rapaz conseguia se defender e parecia aos poucos estar se adaptando. Parecia que as bolas não surtiriam mais efeito nele, porém a situação muda quando um raio de fogo era lançado por último. Midori pulava bem alto e ouvia um grito vindo dele. — JIGOKU NO AKUMA! (Do japonês, Demônio do Inferno) Um raio de fogo formando uma onda era lançado na direção de nosso herói. Este se vê surpreso e nem ele sabia o que fazer. Teve uma ideia. O ataque não era muito grande, mas poderia causar várias queimadas na floresta. Midori girava rapidamente em torno de si, formando um tornado verde e repelia o ataque de Yashiro. As matas, que estavam sendo queimadas, tiveram as chamas extinguidas e assim, Midori consegue evitar o pior na floresta. Ele parava de girar e ficava tonto. — Parece que consegui criar uma nova manobra. — Dizia e em seguida, vomitava. Cobrou tanto de si que não deixou de pôr para fora o que comeu. ------------------------------------------------ Enquanto isso, Iracema corria ainda até à sua tribo. Estava com medo de que Midori morresse. Queria ajudá-lo de alguma forma, mas o que podia fazer? Só iria atrapalhá-lo. Sentiu que Yashiro era muito forte para ela e que nada poderia fazer. Não havia alguém mais indicado do que Midori mesmo para lutar com ele. Enquanto corria, perdida em seus pensamentos, estando com o Cristal do Fogo brilhando em suas mãos, alguém gritava para ela. Iracema parou de correr, ofegante. Olhava para o lado e para o outro e tentava identificar quem teria a chamado. Um monge aparecia na frente dela, a surpreendendo. — Não se assuste. — Dizia. — Eu sou Hu. Amigo de Midori. Vim aqui porque você apareceu em meu sonho. A índia corava e ouvia as últimas palavras do monge. — Corria exatamente carregando o Cristal do Fogo na sua mão e fugindo desesperada do pior. A índia fazia uma pausa e dizia: — V-você é... Amigo de Midori Watanabi? Hu assentia que sim. — Por favor, ajude ele. Está lutando contra um demônio. Hu cerra os olhos e começava a pensar: — "Exatamente como foi no meu sonho. Via Midori lutar contra Yashiro Takahashi e uma índia saía de onde ele estava com o Cristal do Fogo na mão. Preciso fazer realmente alguma coisa. Midori não vai vencer a luta." — Por favor, vá até ele.— Disse Iracema. Era notável que ela confiasse cegamente em Hu. Poderia ser um inimigo ou algo do tipo, mas pelo visto, estava tão preocupada com Midori que qualquer um que aparecesse, ela pediria ajuda. Teria ela se apaixonado pelo lutador verde? — Vamos lá.— Responde Hu.— Você deve vir junto para cuidar de Midori, caso fique ferido. Iracema balançava a cabeça confirmando e assim, os dois iam correndo. Hu poderia teleportá-los até o lugar desejado, mas estava cansado. Usar teleporte exigia muito esforço, já que era um deslocamento muito rápido de seu corpo para outro lugar, talvez longe. Como estava na Antártida, sentiu esse cansaço muito rápido. ------------------------------------------------- Na luta entre Midori e Yashiro, o demônio pulava bem alto e chegava um pouco mais próximo de onde estavam lutando. Via Midori ofegante e ainda se recuperando do golpe que dera. Ele sorri e fala: — O quê? Você já cansou? Inacreditável. O rapaz olha para Yashiro com raiva e aumentava o seu poder. — Eu não estou cansado.— Dizia. Em seguida, ele partia para cima. Yashiro deixou de levar os golpes. Estava com mais vontade de lutar e assim fez. Trocavam socos e chutes sem parar, até que desta vez, Yashiro lhe atinge, dando uma joelhada no estômago de Midori, o fazendo cuspir sangue. Em seguida, ele pega sua cabeça e o lança para o alto. Lançava vários raios de fogo e ia atingindo o rapaz, que era atingido por estes ataques. Porém, Midori não se dava por vencido. Conseguiu se virar no ar e rebatia os ataques, porém quando começara a fazer isso com mais frequência, Yashiro lança um raio de fogo que o atinge. O rapaz cai no chão com dores no corpo e se levantava com um pouco de dificuldade, mas o seu poder não diminuía. Yashiro ia caminhando até ele, fazendo com que chamas saíssem debaixo da terra. Carregava um sorriso consigo e dizia: — É o seu fim, Midori Watanabi. O rapaz sorri e fala: — Ainda não. Se mexia com dificuldades e o seu poder aumentava mais. Yashiro notava e tentava entender como ele ainda tinha tanto poder para continuar a lutar? Era algo que ele não conseguia entender. — AKARUI KAMAKIRE!!! Midori atinge Yashiro em vários ângulos, dando um soco para cima e voltava a atacá-lo em vários ângulos. Chutava para mais um lado e voltava a realizar o processo. Por último, concentra todo o seu poder em seu punho e o soca pelo rosto, fazendo com que ele caísse no chão, causando uma cratera, derrubando todas as árvores que estavam por perto. Midori para no chão em pé e estava um pouco cansado. Estava ofegante e olhava para o corpo de Yashiro esticado no chão, com alguns ferimentos leves. No entanto, o demônio abre seus olhos e se levantava como se nada tivesse acontecido. Midori estava surpreso. Como poderia ter acontecido isso? Usou todo o seu potencial para derrubá-lo e ele ainda se mantinha de pé. Estando com um sorriso à mostra, Yashiro dizia: — Só isso? Pensava que o Akarui Kamakire seria mais forte. Midori estava trêmulo. Até ele chegou a perceber isso. Mas como? Não era de seu costume ficar assim, com medo de seu adversário. Era isso que sentia? Medo? — Desculpem os brasileiros, mas usarei o potencial da minha técnica.— Dizia Yashiro aumentando o seu poder, que era assombroso. — Mas o que é isso?— Hu sentiu de longe tal poder e começou a se sentir fraco. Iracema se preocupa com o monge e verificava de ele estava bem, logo quando este se ajoelha sentindo dores pelo corpo. Que poder era aquele que chegava a fazer o seu adversário sentir dores. Yashiro concentrava chamas em suas mãos e olhava para Midori, que estava aterrorizado. Seu poder chegou até mesmo a sair de seu corpo, fazendo com que o vilão abrisse um sorriso. — ESTE É O SEU FIM, MIDORI WATANABI! — Gritava. — JIGOKU NO AKUMA! Raios de fogo saíam de todo o lugar e iam na direção de Midori que se sentiu na obrigação de fazer algo, senão morreria. Já era tarde demais. Foi atingido em todos os ângulos e podia ser ouvido seu grito de dor e agonia. Hu e Iracema, que não estavam muito longe, ouviram isso. Nesse momento, ficaram preocupados. O que teria acontecido com o rapaz? Na luta, Midori estava desmaiado, com as roupas queimadas. Yashiro sorri e o seu poder baixava. — Foi uma bela luta, mas eu me impressiono que ainda esteja vivo, Midori Watanabi. — Disse o demônio. — Vou pegar sua cabeça como um troféu. No entanto, uma mão de demônio o parava, segurando o seu punho. Yashiro olhava para o lado e uma sombra estava fazendo isso. — Não precisa matá-lo. Nossa prioridade é o Cristal do Fogo. — Chefe. Uma índia fugiu com ele. — Eu sei disso... E posso sentir... Que ela está voltando com aquele monge que derrotou Akane. — Eu adoraria enfrentar o monge. — Seria bom, mas como estamos na Amazônia, todos os países do mundo iam se voltar contra nós. Seria um problema se isso acontecesse. — Entendo. — Olhava para Midori. — Pelo menos, vamos levar esse rapaz conosco. — Sim. Se falharmos em pegar os Cristais do Poder, poderíamos usar o poder dos Cinco Mais. Midori Watanabi, o Lutador Verde, Beth Ukemi, a Lutadora Borboleta, El Hombre, o Castelhano dos Punhos Amarelos, Eichiro, o Guardião do Martelo dos Deuses e Akemi, a Filha Sol. Seria interessante, já que eles são poderosos. Yashiro sorri. Ele pega Midori e aquele que poderia ser o líder do Olho n***o, sumia junto com os outros dois. Hu e Iracema chegaram em seguida. A índia estava assustada. A região da mata fora queimada e Midori não estava ali. De repente, ela se ajoelha e começa a chorar. Parecia que tinha perdido um parente e começou a murmurar rezas para que Midori ficasse bem. Hu sentiu a melancolia vindo da índia e a olhava com uma expressão séria, ao mesmo tempo que estava triste. — Midori... — Disse Hu. — Parece que raptaram você. Eu consigo sentir os vestígios de seu poder aqui e você não morreu ainda. Tenho certeza que fora raptado pelo Olho n***o. Sinto vestígios de Yashiro e de outro integrante que estava por perto. Iracema olhava para Hu, com os olhos cheios de lágrimas e dizia: — Por favor, Hu. Salve Midori Watanabi. Por favor. Não quero que ele sofra. Salve ele por favor. — Voltava a chorar. Hu a abraça e fala: — Está tudo bem. Ele é o meu amigo. Irei salvá-lo. Nesse momento, o monge pensava em Kumiko e em Renn, que estavam em busca dos outros cristais. — Preciso meditar. — Disse o monge e se sentava em uma pedra. Iracema apenas o observava sem entender. Ouvia a mesma voz do monge dizer: — Não se preocupe, Iracema. Irei salvar Midori. Peço que aguarde por ele, que sei que virá ainda para lhe visitar. Usarei da meditação para aumentar os meus poderes e voltar de onde venho. Iracema fecha osolhos ainda chorando. Parecia estar rezando e de repente, uma aura lhe cerca Hu, depois de alguns segundos. O monge estava pronto para voltar para o Japão. — Até mais, Iracema. O monge sumia e Iracema abria os olhos, dizendo: — Obrigada, Hu. Confiarei em suas palavras. Ela checa seu bolso e o Cristal do Fogo não estava com ela. O monge teria pêgo, de fato. Não podia ter perdido porque era difícil de cair do seu bolso alguma coisa, por isso, deduzia que o monge estava com o Cristal do Fogo agora. Mas quando teria pêgo fora um mistério para ela. Midori fora sequestrado. O que nossos heróis irão fazer, agora que tinham o Cristal do Ar e do Fogo empossados?
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