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Contrato de Luxo

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Blurb

Isadora Ribeiro deixou o Brasil com o coração cheio de esperança e os bolsos quase vazios. Lutando para sobreviver em Los Angeles, ela não esperava que sua vida mudaria ao aceitar uma proposta indecente — mas legalmente irresistível. Um contrato. Um casamento. E um bilionário com olhos de aço e alma em ruínas.Ethan Blackwood, CEO de um império tecnológico e herdeiro de uma fortuna incalculável, precisa de uma esposa. Não por amor, mas por conveniência — e controle. O problema? A única mulher que aceita suas regras é a única que começa a quebrá-las. Uma estrangeira de sangue quente, olhar desafiador e curvas que inflamam seus instintos.O contrato é claro: nada de sentimentos. Apenas presença, aparência… e noites ocasionais se necessário. Mas quando o desejo ultrapassa os limites da lógica, e os toques fingidos se tornam reais, Ethan percebe que Isadora pode ser o único erro que ele deseja cometer.Entre cláusulas, luxúria e segredos, um casamento forjado no papel pode incendiar corações — e destruir tudo ao redor.

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O contrato
A chuva fina castigava os vidros da cafeteria em Westwood, mas Isadora Ribeiro m*l percebia o som abafado das gotas. Sentada em uma cadeira de metal frio, com um café morno entre os dedos e o olhar perdido na calçada molhada, ela revisava, mais uma vez, os anúncios de emprego no celular rachado. Nenhuma novidade. Nenhuma esperança. "Au pair. Precisa falar francês fluente." "Recepcionista bilíngue. Experiência prévia." "Bartender. Vaga preenchida." Ela suspirou. Seu visto era válido, mas o dinheiro não. Os b***s esporádicos — como hostess de um restaurante ou ajudante de eventos — já não cobriam nem metade do aluguel do minúsculo apartamento que dividia com duas outras brasileiras em Koreatown. Foi então que o nome apareceu pela primeira vez: Ethan Blackwood. O e-mail chegou com um título curioso: “Proposta Profissional Discreta”. Isadora quase deletou. Parecia spam. Mas a curiosidade venceu o cansaço, e ao clicar, seus olhos se arregalaram. O texto era breve, formal… e surreal. Prezada Sra. Ribeiro, Seu perfil foi indicado com discrição para uma oportunidade única. Um empresário de alto perfil em Los Angeles busca uma parceira contratual para fins pessoais e profissionais. Requisitos: descrição, fluência em inglês, disponibilidade imediata e aceitação de cláusulas confidenciais. Caso haja interesse, confirme presença para uma reunião particular em Calabasas. Transporte será providenciado. Assinado: Miriam Cole, assistente executiva. Era golpe. Tinha que ser. Mas e se não fosse? Naquela noite, Isadora m*l dormiu. Pesquisou o nome. Ethan Blackwood, 34 anos. Fundador e CEO da Blackwood Technologies, uma empresa bilionária com contratos com o governo americano, empresas de segurança cibernética e parcerias com gigantes do Vale do Silício. Rico. Solteiro. Reservado. Nenhuma rede social, raras aparições públicas. Um fantasma com dinheiro demais. Ela confirmou presença. O carro preto que a buscou na manhã seguinte era luxuoso, discreto e silencioso. O motorista — um homem de terno cinza e óculos escuros — não fez perguntas. Apenas entregou um envelope lacrado. Assine a cláusula de sigilo antes de entrar na propriedade. Com a caneta tremendo nos dedos, ela assinou. Calabasas era um mundo à parte. Colinas douradas, mansões escondidas entre portões automáticos e seguranças discretos. Ao passar pela entrada da propriedade, Isadora sentiu que estava cruzando um limite invisível entre a vida real e um universo de filme. A casa — ou palácio moderno — era toda em vidro e concreto, com linhas retas e jardins milimetricamente podados. Lá dentro, um silêncio ensurdecedor reinava. — Sra. Ribeiro? — uma voz feminina ecoou. Uma mulher elegante, de cabelo platinado e tailleur preto, se aproximou com um tablet em mãos. — Eu sou Miriam Cole. Obrigada por vir. O Sr. Blackwood a receberá agora. Isadora assentiu, engolindo seco. Subiu uma escada de mármore branco, cruzou um corredor com quadros que pareciam valer mais do que sua vida inteira, até chegar a uma porta dupla de madeira escura. Miriam bateu levemente duas vezes. — Pode entrar. A voz era grave, controlada. Fria. Quando Isadora entrou, viu Ethan Blackwood pela primeira vez. Ele estava em pé, de costas para ela, observando a paisagem pela parede de vidro que dava vista para as montanhas e a piscina infinita. Usava uma camisa preta de botão, mangas dobradas, braços fortes e bem definidos. Seu cabelo escuro estava perfeitamente penteado, e sua postura era a de um homem acostumado a dominar salas — e pessoas. Ele se virou devagar. E os olhos dele — cinza como aço, atentos como um predador — a fitaram de cima a baixo. — Isadora Ribeiro. Brasileira. Vinte e seis anos. Bacharel em jornalismo. Fluente em inglês e espanhol. Nenhum vínculo familiar nos EUA. Histórico limpo. — Ele recitou como se lesse um dossiê. — Boa escolha, Miriam. A assistente fez um leve aceno e deixou a sala, fechando a porta atrás de si. Agora era só ela… e ele. — Eu... obrigada por me receber, senhor Blackwood — disse ela, tentando manter a compostura. — Ethan. — Ele se aproximou, passos precisos, mãos nos bolsos. — E você não está aqui para um emprego comum, Isadora. Está aqui para discutir… um contrato de casamento. Ela piscou. Não conseguia disfarçar o choque. — Com todo o respeito… isso é real? — Tudo em minha vida é real. Inclusive este contrato. — Ele sentou-se em uma poltrona de couro, indicando o assento à frente. — Mas não espero que aceite agora. Primeiro, vai ouvir os termos. Depois, decide se sua integridade é negociável. Isadora sentou-se lentamente. Seu coração martelava no peito. — Por quê? — ela sussurrou. — Por que alguém como você precisa de uma esposa contratada? Ethan sorriu — um sorriso breve, frio, controlado. — Porque meu dinheiro atrai as mulheres erradas… e meu passado afasta as certas. Isadora não respondeu de imediato. As palavras dele pairavam no ar, carregadas de peso e mistério. Ethan a observava com atenção clínica, como se cada reação dela fosse um dado a ser analisado, computado, julgado. Ele não era apenas um CEO. Era um estrategista — o tipo de homem que nunca dava um passo sem saber onde ia pisar. — O que você precisa saber agora — ele continuou, com a voz baixa e firme — é que este casamento não tem espaço para amor, ciúmes ou expectativas românticas. Não quero ser amado. Não quero ser desejado. Quero que cumpra um papel: esposa contratual, por tempo determinado. Isadora franziu a testa. — Por quê? Pressão da imprensa? Algum escândalo a evitar? Ele inclinou levemente a cabeça. Aquela mulher era mais esperta do que esperava. — Em partes. Meu conselho executivo está pressionando por estabilidade de imagem. Alguns acordos internacionais exigem uma figura conjugal ao meu lado. Além disso... — Ele fez uma pausa. — Há uma cláusula testamentária. Do meu pai. Condicionando minha posição majoritária à “estabilidade familiar” nos próximos doze meses. Isadora tragou em seco. Era dinheiro. Muito dinheiro. Mas também poder. E orgulho. A proposta fazia sentido… num nível doentio e completamente realista. — Você quer um casamento falso, para manter sua empresa sob controle. — Correto. — Ele cruzou uma perna sobre a outra. — Em troca, ofereço estabilidade financeira completa durante o tempo estipulado no contrato. Moradia, despesas, um cartão de crédito sem limites para uso pessoal — desde que dentro dos parâmetros estabelecidos. Ao final do contrato, receberá um bônus de dois milhões de dólares. Limpos. Ela arqueou as sobrancelhas. O número bateu nela como um soco. — E… sexo? — perguntou, de forma direta, sem rodeios. Os olhos de Ethan brilharam por um instante. Talvez por respeito, talvez por desafio. — Opcional. Mas não proibido. — Ele se inclinou para a frente, os olhos cravados nos dela. — Se acontecer, será consensual. Nenhum de nós é obrigado a tocar o outro. Mas, se houver desejo... não pretendo fingir que não quero. O coração dela acelerou. O calor subiu pelas coxas. — E você quer? O silêncio caiu como um véu. Ethan sorriu, lento e perigoso. — Ainda estou decidindo. Ela deveria levantar e ir embora. Qualquer mulher racional o faria. Mas havia algo na presença dele — não apenas o dinheiro, não apenas a proposta, mas o controle. A voz. A tensão não dita. Era como estar diante de um lobo que, por algum motivo, ainda não havia atacado. E ela queria saber por quê. — E se eu recusar? — ela perguntou, quase num sussurro. — Você volta para seu apartamento de dois cômodos e espera a próxima oferta de trabalho que nunca virá. — A resposta dele foi cirúrgica, sem maldade, mas cheia de verdade. — Ou aceita, e começa uma nova vida agora. Rápido, sem volta. E cheia de limites. — E liberdade? — A que você quiser ter… dentro dos termos que eu permitir. Isadora o encarou por alguns segundos. Depois baixou os olhos para o envelope que ele empurrou pela mesa. Dentro, estava o contrato. Um calhamaço com mais de cinquenta páginas. Ela o pegou. Sentiu o peso real e simbólico entre as mãos. — Posso ler com calma? — Você tem 24 horas. A mesma limusine virá buscá-la amanhã, neste mesmo horário. Com uma resposta. — E se eu disser sim? Ethan se levantou. Deu a volta até ficar atrás dela, tão perto que ela sentiu o calor do corpo dele irradiar pela pele do seu pescoço. Sua respiração era constante, controlada — como tudo nele. — Se disser sim… — ele murmurou, baixo, grave — sua vida deixa de ser sua. E passa a ser… nossa. Ela virou o rosto. Os olhos deles se encontraram. Ele era lindo de um jeito c***l. Frio como aço. Perigoso como uma faca recém-afiada. E naquele instante, Isadora teve certeza de duas coisas. Primeira: Ethan Blackwood não era um homem qualquer. Segunda: se aceitasse aquele contrato… não haveria retorno.

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