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DEZ MAFIOSOS E UMA MULHER

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Blurb

Ela precisava de proteção.

Não de seguranças comuns. Não de homens que fugiriam diante do primeiro perigo.

Ela queria os piores homens que o mundo conhecia.

Por isso, tomou uma decisão completamente insana: tirou dez dos mafiosos mais perigosos da prisão e fez um acordo com eles.

A missão era simples.

Proteger a vida dela.

Nada de sentimentos.

Nada de envolvimento.

Nada de amor.

Ou pelo menos era isso que ela imaginava.

Porque aqueles dez homens eram conhecidos por não terem piedade de ninguém. Eram temidos, respeitados e capazes de destruir qualquer pessoa que ousasse atravessar o caminho deles.

Mas ela não tinha medo.

A ruiva de olhos verdes e rosto salpicado de sardas conseguiu fazer o impossível: desafiar cada um deles.

O que deveria ser apenas um acordo começou a se transformar em algo que nenhum dos onze estava preparado para enfrentar.

Primeiro veio a proteção.

Depois, o ciúme.

A possessividade.

Os cuidados.

Os momentos roubados.

E, quando perceberam...

os dez estavam apaixonados por ela.

E ela também já havia entregado o coração aos dez.

Só que amar dez mafiosos significa ganhar dez vezes mais proteção...

E também dez vezes mais inimigos.

Entre perseguições, traições, perigos, segredos e uma família que surgiria de onde ninguém imaginava, eles descobrirão que algumas escolhas podem mudar uma vida inteira.

Ela os tirou da prisão para salvar a própria vida.

Mas acabou libertando dez homens que jamais deixariam de ser dela.

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- O início
Meu nome é Penélope Alves. Eu tinha 26 anos quando minha vida acabou. Ou pelo menos foi isso que eu pensei durante os meses em que fiquei presa em um subsolo escuro, sem janelas, sem esperança e sem saber se veria a luz do dia novamente. Quatro homens destruíram tudo que eu conhecia. Eles me mantiveram presa, me torturaram e fizeram da minha vida um pesadelo. O pior de tudo era saber que dois deles usavam uma farda. Homens que deveriam proteger pessoas eram os mesmos que me destruíam. Eu sobrevivi porque me recusei a morrer. Quando finalmente consegui fugir, eu deixei Penélope Alves para trás. Ela morreu naquele lugar. Troquei meu nome para Sara Santos. Cortei minhas raízes, mudei de país, mudei meu jeito de falar, minha aparência e minha história. Meu cabelo antes vermelho passou a ser preto. Minhas roupas mudaram. Minha identidade desapareceu. Eu virei outra mulher. Uma mulher que ninguém conseguiria encontrar. Durante anos eu acreditei que estava segura. Até o dia em que a primeira ameaça chegou. Uma mensagem simples. "Achou mesmo que podia fugir de nós?" Meu sangue congelou. Eles tinham me encontrado. Eu podia fugir novamente. Ou podia fazer algo diferente. Pela primeira vez na minha vida, eu escolheria os monstros que ficariam ao meu lado. Foi assim que eu cheguei ao presídio mais perigoso daquele país. O lugar onde os homens que ninguém queria enfrentar eram mantidos. O diretor olhou para mim como se eu fosse louca. — Você tem certeza do que está pedindo? Eu ergui o olhar. — Tenho. Ele colocou o documento sobre a mesa. — Você quer acesso à ala dos presos mais perigosos? — Sim. — Aqueles homens são assassinos, chefes de organizações criminosas, mafiosos. Alguns deles não obedecem ninguém. Eu sorri sem humor. — Eu não vim pedir que eles me obedeçam. Ele franziu a testa. — Então o que você quer? Peguei a caneta e assinei. — Quero contratar dez mafiosos. O silêncio tomou a sala. O diretor ainda tentou fazer com que ela mudasse de ideia. — Senhorita Sara… pense bem. Amanhã você pode voltar. Pode conversar com seus advogados, sua família… Ela permaneceu sentada, sem demonstrar medo. — Não. A resposta foi simples. Firme. — Eu já pensei em tudo. Estou disposta a pagar o valor necessário para tirá-los daqui. O diretor soltou o ar lentamente, como se ainda estivesse tentando entender aquela mulher. — A senhora sabe que não está falando de homens comuns, certo? Sara cruzou as mãos sobre a mesa. — Eu sei. — Libertar dez homens como eles custaria uma fortuna inimaginável. — Quanto? O diretor ficou alguns segundos em silêncio antes de responder. — Meio trilhão. Pela primeira vez, ele esperou ver alguma reação no rosto dela. Choque. Medo. Arrependimento. Mas Sara apenas piscou lentamente. — Meio trilhão? — Sim. Ela se levantou. — Perfeito. O diretor arregalou os olhos. — Senhorita Sara, tem certeza do que está fazendo? Ela encarou a porta da sala. — Tenho. A voz dela saiu baixa, mas carregada de determinação. — Leve-me até eles. O diretor ficou parado. — A senhora quer mesmo entrar naquela sala? — Quero. — Sozinha? — Sim. Ele hesitou. — Eles não são homens fáceis de lidar. Sara olhou para ele. — Eu também não sou mais a mesma mulher que era antes. Poucos minutos depois, o diretor chamou os guardas. O corredor daquela ala era diferente. Mais silencioso. Mais pesado. Cada passo parecia carregar uma ameaça. Os guardas caminhavam tensos enquanto levavam Sara até a sala onde estavam os dez presos mais perigosos daquele presídio. Homens que até os próprios agentes evitavam encarar por muito tempo. A porta de metal foi aberta. E então ela viu. Dez homens. Dez histórias que fizeram o mundo inteiro temer seus nomes. Eles estavam usando os macacões laranjas do presídio, mas aquilo não diminuía a presença deles. Pareciam feras presas esperando o momento certo para atacar. O primeiro era Dante Moretti. O líder. Um homem conhecido por controlar uma das maiores organizações criminosas da Europa. Cabelos pretos curtos, olhos frios, uma cicatriz atravessando a sobrancelha e tatuagens subindo pelo pescoço até desaparecerem atrás da roupa. Diziam que ele nunca levantava a voz porque não precisava. O medo fazia o trabalho por ele. Ao lado dele estava Vittorio Romano. Ex-chefe de segurança de uma família mafiosa italiana. Alto, ombros largos, cabeça raspada e mãos completamente tatuadas. Conhecido por nunca perder uma luta e por ter sobrevivido a dezenas de emboscadas. Depois vinha Alejandro Vargas. O homem das negociações. Ou melhor, das ameaças. Cabelos escuros penteados para trás, uma tatuagem marcando parte do rosto e um olhar que parecia enxergar todas as fraquezas de uma pessoa em segundos. Klaus Richter estava sentado no canto. Alemão. Frio. Calculista. Cabelos loiros bem curtos, mandíbula marcada e uma tatuagem na nuca. Era conhecido como o homem que resolvia problemas impossíveis. Enzo Bellini tinha os braços cruzados. Cabelos cacheados até os ombros, barba bem marcada e inúmeras tatuagens nos braços. Seu nome era ligado a contrabando, guerras entre famílias e operações que ninguém conseguia provar. Rafael Montenegro parecia uma estátua. O maior deles. Mais de dois metros de altura, corpo construído pelo treinamento pesado, pescoço largo e uma expressão que fazia qualquer pessoa recuar. Leon Volkov era o mais silencioso. Cabelos claros, corte militar, olhos gelados e uma marca de corte próxima ao olho. Um homem conhecido por desaparecer e reaparecer quando ninguém esperava. Marco Salvatore tinha tranças no topo da cabeça e as laterais raspadas. Suas mãos eram cobertas de tatuagens e ele carregava uma fama de ser imprevisível. Ninguém sabia o que ele faria. Nem seus próprios aliados. Nikolai Orlov estava encostado na parede. Careca, rosto cheio de marcas de batalha, tatuagens no peito e nos braços. Um homem que passou anos comandando homens e territórios. E por último... Gael Navarro. O mais jovem entre eles. Mas talvez o mais perigoso. Cabelos escuros, cacheados até os ombros, olhos intensos e uma tatuagem subindo pela lateral do pescoço. Diziam que ele era o tipo de homem que sorria antes de destruir alguém. A sala ficou em silêncio quando Sara entrou. Os dez olharam para ela. Uma mulher sozinha. Sem medo. O diretor fechou a porta do lado de fora. E pela primeira vez em anos, aqueles homens não sabiam quem estava diante deles. Dante inclinou levemente a cabeça. — Você sabe onde está? Sara caminhou até o centro da sala. — Sei. Ele observou cada detalhe dela. — Então sabe quem somos? Ela segurou o olhar dele. — Sei exatamente quem vocês são. Um sorriso pequeno apareceu no rosto de Alejandro. — Então por que uma mulher como você entrou aqui? Sara permaneceu em silêncio. Ela não contaria a verdade. Não ainda. Eles não saberiam que ela não estava procurando criminosos. Estava procurando armas. E aqueles dez homens seriam a proteção dela contra o passado que voltou para destruí-la.

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