Larissa Narrando
Nunca me importei com comentários de pessoas que não acrescentamnada à minha vida. Eu quero é curtir, beber, sair e ficar com quem eu quiser. Inclusive, os dois seguranças da casa do MB.
Aqui nessa casa Viviane só tem as roupas e o dinheiro que conseguiu guardar. Conhecendo o MB como conheço, sei que, se eles se separarem, ele é capaz de mandar ela embora dessa casa e, se brincar, até do morro. Eu sei que ela está com ele pelo dinheiro, mas, sinceramente, eu não conseguiria viver assim. Não nasci para me submeter ao que ela passa, nem fudendo.
Depois que o MB desceu com a Viviane, tiro o biquíni de fita, visto minha roupa, desço as escadas e saio de casa. Os dois seguranças continuam parados na porta, e, só de olhar para eles, já sinto aquele minha bucet@ molha
Larissa_ Boa tarde, meninos. Quero fazer uma proposta para vocês — falo, com um sorriso malicioso.
Nininho me olha sério.
Nininho_ Qual proposta, Larissa?_ pergunta com uma certa curiosidade
Larissa_ Que tal vocês dois aceitarem uma uma noite de muito prazer? — pergunto, provocando.
Ele ergue uma sobrancelha.
Nininho_ E você vai aguentar?_ pergunta sarcástico
Mordo o lábio e sorrio.
Larissa_ vocês só vão descobrir na hora_ respondo imaginando esses dois me fudendo
Marquinho solta uma risada baixa.
Marquinho_ por mim, eu topo_ falar tranquilo
Nininho cruza os braços, mantendo aquela expressão séria.
Nininho_ Então está combinado_ falar me analisando
Sorrio, satisfeita. Eu já estava querendo provar esses dois há algum tempo. Só faltava coragem para transformar a vontade em convite.
Larissa_ Que horas vocês saem daqui?_ pergunto ansiosa
Marquinho_ Dez da noite — Marquinho responde.
Larissa_ Então estarei esperando vocês no meu barraco. Prometo que essa noite vai ser inesquecível_ falo piscando para os dois.
Já faz um tempão que eu penso nesses dois. Agora que finalmente criei coragem para falar, não vou voltar atrás, quero ir até o fim e ver realmente se eles são gostosos.
Quando estou subindo o morro, encontro dona Lívia, mãe da Viviane. Nada contra ela, mas essa velha tem cheiro de problema, não sei como a Viviane deixa a irmã com essa mãe dela.
Livia_ Oi, Lari. E aí, como está minha filha? — ela pergunta, sorrindo de lado.
Larissa_ Oi, dona Lívia. Eu estou bem. E a senhora, como está? Está indo para onde com essa pressa toda? — pergunto, percebendo o jeito nervoso dela.
Livia_ Vou ali na farmácia, minha filha. O Roberto está com uma dor de cabeça, então vou comprar um remédio para ele_ fala nervosa
Ela tenta sorrir, mas não consegue esconder completamente a tensão.
Larissa_ Certo, dona Lívia. Não vou tomar seu tempo. Pode ir, que eu também estou indo para casa_ falo me despedindo dela
Lívia_ Certo, minha filha_ falar ainda nervosa
Ela segue descendo o morro, e eu fico observando por alguns segundos.
Tem alguma coisa estranha nisso.
Dona Lívia parecia nervosa demais para alguém que estava apenas indo comprar um remédio. Depois vou conversar com a Viviane sobre isso. Ela pode ter seus defeitos, mas eu sei que ama a mãe e a irmã. Se fosse preciso, seria capaz de fazer qualquer coisa por elas.
Continuo meu caminho.
Passo por alguns vizinhos, converso, dou risada e, como sempre, alguém me chama de maluca. Na verdade, já estou acostumada.
"Larissa, sua doida!"
Eu até gosto disso. Gosto de chegar em um lugar e levar alegria comigo. Às vezes me chamam de vagabunda, mas ninguém é perfeito, então não perco meu tempo me preocupando com o que falam.
Depois de algum tempo, finalmente chego em casa.
Tiro a roupa, me jogo no sofá e fecho os olhos.
Acabo pegando no sono sem perceber.
Preciso descansar.
Afinal, quando a noite chegar, finalmente vou viver uma noite que já estava imaginando há muito tempo.
Só espero que aqueles dois não me decepcione, por que não passei tanto tempo sonhando com aqueles homens para agora eles ser r**m de cama, ai eu tenho certeza que é o fim da vagabund@.