Ninguém seria capaz de te machucar com o meu sobrenome.

1410 Words
enquanto olhava para frente dentro do quarto paralisado com o beijo que me foi tomado, procurei me distrair com os móveis do quarto parcialmente escuro. tudo nele parecia indentico a quando eu era criança. e a cada passo eu me sentia teletransportado para uma época em que a voz de jackie não passava de um sussuro de uma criança que eu visava feito herói. engraçado... ri anasalado. agora ele me beija a força sem liga para os meus sentimentos e me prende dentro de um quarto com suas paredes erguidas de mentiras e contos de fada. Mas... não pude negar. Aquele conto de fadas me atraia de um modo quase, eu repito, quase, eufórico. A nostalgia preenchia meu peito tanto quanto o ar manobrava em meu pulmão. Os carrinhos infeleirados próxima da cama coberta por um design um tanto infatil. mas não é como se fosse repulsivo. o chão me surpreendendo, acariciando-me com um imenso tapete felpudo preto destacando as paredes assim como as cortinas que uma vez ou outra, balançava. o ar puro lentamente aproximando-se de minha face, por um instante, um mísero instante, fez de mim uma pessoa tranquila Porém, quando né um relance encarei as grades erguidas na janela , o beijo me torturou de novo, e de novo. O que Jackie quer de mim ? Uma batida fria seguida da invasão, me fez erguer o olhar diretamente para entidade que furtava meus pensamentos. Ele me encarou em silêncio. seu tampa olho destacando-se em um olhar cru e mortífero, os braços cruzados atrás de um modo atemporal e vigilante... tudo, absolutamente tudo nele, me fez virar o rosto. eu não conseguia encará-lo. Jackie desperta algo estranho em mim. algo...doentio. – Você nunca será capaz de encarar as consequências de seu ato, não é mesmo? – a Pergunta em sua voz fria, me fizera perguntar : " Por que ? por que sempre insiste nesse assunto ?" — Eu não desvio meu olhar por covardia. — então seria por ? levantei minha cabeça lentamente, de novo me cedendo a ele. Jackie me hipnotizava de uma maneira mórbida, c***l. sempre foi assim. minhas bochechas esquentaram — por que depois de um tempo, você passou a me encarar com um olhar...cheio de algo... eu, — pigarriei notando a face de Jackie endurecer. o que eu disse de errado ? — Foi suas mãos que fizeram isso comigo. engoli a seco ao notar que ele interpretou tudo errado. — Eu não...— Jackie me calou com passadas rápidas. diante de mim, com aquela postura perigosa, não pude deixar de suspirar, apavorado. Meu coração estava há uma batida de explodir. Ele soltou a baforada quente rente ao meu rosto. naquele instante, notei que possuíamos o mesmo tamanho. O que me deixará mais apavorado já que eu e ele estavamos com o rosto exposto um ao outro. Tão pertos, que jurei sentir seus lábios e dentes, me t********o vagarosamente. — Olha para mim! — aquela ordem escultural e fria, tão congelante, não deixou outro espaço a não ser obedecê-lo com medo. — A partir de agora e em diante, quero que me encare no rosto ao falar. A voz dele era antinatural. ele é antinatural e assustador. vi seus olhos percorrer nos meus feito uma piscina de água cristalinas pairando em meus lábios. Chamas, foi isso que vi naquele lago de sangue. Jackie sentia algo mórbido por mim e tava mais do claro, que já não conseguia esconder. — vai me dar ordens ? sempre ? — indaguei em um sussuro Como se desdenhando do meu pavor, Jackie somente respondeu : — Você é meu para fazer o que bem desejar. Eu não podia respirar muito bem. — eu não sou uma posse. — respondo mais baixo que pensei. mas o suficiente para Jackie arquear as costas em uma risada prolongado e intorpecente. Depois de um minuto, quando parou com um sorriso erguido em sua face : — Nunca me faça comprovar o contrário. — Eu repito : Ele é assustador ! — eu não vou ser bonzinho, Adam. — continuou encarando meus olhos com uma paz indescritível presa no olhar. — eu faria isso de um modo que nunca possa esquecer eu senti meus ossos gelar por dentro e meu olhar oscilar, eu não conseguiria me manter firme diante dele. Jackie é insano e eu não consigo lidar com ele. Eu realmente, não consigo. isso me deixa, tão, mais tão malditamente assustado. eu podia sentir o prazer que ele tinha ao notar os estragos que fazia em mim. Você não é o Jackie que eu conheci. não mesmo! Aquele quarto, as memórias, não significa nada. o ar dos meus pulmões só voltou quando uma batida gentil, sonou na porta. A pessoa do outro lado abriu a porta com delicadeza, revelando sua identidade de senhora de mais o menos 50 anos. — Senhor. — A voz dela, assim como tudo nela. seus gestos, um sorriso tranquilizador, absolutamente, tudo, emanava uma luz rodeada de paz e esperança. aquela senhora, espantou toda escuridão do local. Eu fiquei parcialmente, em paz. Jackie, para minha surpresa, também demonstrou tranquilidade através de um sorriso reconfortante. eu não podia acreditar em meus olhos. Aquilo sim, é de arrepiar a espinha. — Dona Berta. — comprimentou serenamente. — como posso ajudar ? — Meu garoto, me desculpe atrapalhar o momento de vocês. — a mulher parecia muito gentil. Pensei que nunca mais fosse vê aquele tipo de gentileza... sentir meus olhos banhar-se em simpatia. — Mas é que o jovem Mestre Lopez, deve está com fome. — Quando escultei o sobrenome que a senhora pronunciou, fiquei assustado de novo. Lopez é o sobrenome da imponente família de Jackie. A família biológica... Uma família composta de mafiosos, assim como Jackie. A algumas gerações atrás, a família Lopez eram somente membros da aristocracia que estavam próximos de falir. Seus negócios, sendo sabotados por segundos e terceiros deixou uma viúva sem saber o que fazer. Andressa Lopez era a viúva de Ernandez Lopez, o homem que participou da guerra pensando que fosse da uma condição melhor a sua família, mais acabou sendo encurralado e morto, deixando sua linda esposa e filhos para trás. Andressa só tinha como renda, a plantação de café passada de gerações e gerações, e logo dela para seus filhos. O problema é que a praga propagou-se por todos os cantos. não havia como salvar a plantação de café. a mulher cada vez mais distante de sua figura gentil, com três filhos famintos. foi de viúva para uma atersanal não funcionou... então Andressa dando tudo de si para proteger seus filhos de um futuro c***l, pela primeira vez encarou o arsenal de armas da família. Ela começou com pequenos roubos e depois para grandes esquemas. assim Andressa conquistou pessoas leais e ambiciosas, pessoas no último estado de decadência. pessoas sem nada a perder. Andressa e seus membros leais passou a participar de festas aristocratas de grande escalão, ela os furtava ou os fazia pagar por segurança. logo possuía um cartel. mas não foi isso que tornou a família Lopez mórbida e insuperável. Um dia, Andressa Lopez enriqueceu um p***e alquimista, que lhe deu em troca a receita de uma potente d***a. no início, parecia uma piada. mas com o tempo, Lopez percebeu que aquela coisa era viciante e fazia as pessoas dar a vida. A d***a andou pela aristocracia até rastejar para os pobres seguidos dos moribundos. Andressa Lopez melhorou a d***a e juntou com seu poder de persuasão e a capacidade de m***r. assim, Andressa Lopez gerou gerações de monstros. Que logo se tornou uma das máfias mais grandiosas de todas. e Jackie é um dos poucos herdeiros desses monstros. ele é o chefe da máfia atual e possuin somente 23 anos. Eu esperei Jackie acenar com a cabeça pedindo que a gentil senhora, esperace lá fora. Quando se virou para mim, não pude evitar perguntar : — Você colocou seu sobrenome em mim ? — minha voz, trêmula, fez com que Jackie estreitasse o olhar. Ele virou-se de costas para mim. por uns segundos, pensei que não fosse responder.. suspirei já desistindo, mas Jackie, ainda de costas, deu de ombros — Eu sou seu marido, assim como você é o meu. — ele começou andar..— E ninguém seria capaz de te machucar possuindo o meu sobrenome. Droga. Eu...Merda! senti que meu coração continuava batendo. mas tenho certeza que é por um milagre. ou, menos surpreendente, uma maldição
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