Quando peguei em meu colo pela primeira vez, possuía 5 anos de idade. fui uma criança espoleta fascinada pelos murmúrios daquele bebê. Eu queria o proteger. E pode até ser errado em expressar em voz alta... entretanto, mesmo criança, eu sabia, já possuía uma intensa obsessão quando se tratava de Adam hiden.
Ele tinha a maldita tendência de resetar minha consciência. Foi assim que eu perdi meu primeiro beijo. e embora você já esteja me julgando, quero que saiba que naquela época, foi apenas bitocas inocentes, sem segundas intenções. Eu realmente fui possessivo, mas como seu tio, eu jamais machuria Adam de outra forma. Jamais.
Porém, o jeito como me vestia e agia, remetia ao conforto de Adam. eu queria que ele me amasse... queria que meu nome soasse doce na boca dele.
mas, por muito tempo, escondi um segredo fatal de meu amado sobrinho. segredo esse que consumiria nossos futuro.
Eu nasci com uma mutação genética assinada em minhas íris, muitos diziam ser os globos vermelhos. Não importa, de qualquer modo meus olhos eram vermelhos, intenso, puro carmesin. E continuaria assim. Eu parecia um monstro com eles. me sentia um monstro. Então como? como eu poderia me aproximar de Adam com aqueles olhos ? eu mesmo mim rejeitava por eles... imagina Adam, o que ele sentiria ?
foi ai que eu tomei uma decisão. Adam jamais veria aquele lado meu!
Até funcionou por um tempo. o problema é quê o tempo passa apagando os feitos que jurou ser permanente. Adam, havia ido me visitar em um dia de semana. isso não era comun, eu estava acostumado em recebê-lo somente nós finais de semanas...
Estava exausto, cansado daquelas lentes de contato, havia retirado no carro de volta para mansão. pensei que por um momento, eu pudesse ser eu mesmo... Mas no minuto seguinte escultei a voz de Adam vindo em minha direção. não pensei duas vezes antes de me virar. Por algum motivo, Adam tinha uma a**a em sua mão...
foi ver o rosto espantado e em questão de segundos, sem que pudesse reagir, levei um tiro. Foi aí que tudo ficou realmente vermelho. Adam atirou em mim .
Eu não sabia dizer se me contorcia pela dor física ou emocional. só sei que doeu em dobro.
Naquele instante e muito tempo depois, não culpei Adam. Ele era uma criança com a imaginação fértil encarado-me pela primeira vez sem as lentes. E a cor refletida em meu olhos, concerteza iam além das profanas. "Adam me teme"
nunca iríamos nós aproximar.
eu o perdi!
Não! não pudia aceitar.
havia perdido meu olho por ele. mesmo que ele fosse um moleque na época, jamais recuperaria meus olhos, que embora as crianças não escondesse a rejeição, minha mãe biológica amava. E os perdi e jamais os teria novamente. nunca mais. ele tomou algo meu e nem sequer pensou desculpar-se antes de me abandonar a mercê da solidão. Adam me deve isso
E ele vai pagar por isso.
Pode ter certeza que ele não vai escapar de mim! Ao menos, não enquanto não pagar.
...
olhei para lágrimas em seus olhos sentindo meu peito sambar e minha língua encher de água. talvez fosse algum reflexo protetor que guardei como tio, mas tive de segurar a v*****e de agarrar seu rosto e... deixa, isso concerteza não é uma atitude parental. Os olhos azuis preenchidos até a borda, deram outro tom ao seu lábio avermelhados e os fios loiros que insistentes, caiam sobre sua face.
Adam percebendo meu olhor e acordando de um estado incoerente, moveu a cabeça para janela.
– Por que um casamento? existiam maneiras melhores de se vingar. – pelo reflexo, fitei seus olhos. eu quis segurar sua nuca e trazer a atenção daquelas íris de volta para mim. já estava me cansando do jeito que ele evitava consequências.
bufei contendo-me a contra gosto.
– já que o destino caçou de mim, tracei eu mesmo a telha de consequências nomeadas de sua atitude. e você vai pagar acordando ao meu lado, todas as manhãs.
– Mas você é meu tio! espera...– Adam me olhava com pavor.– vamos dormi... juntos ?
diante ao grito abafado afirmando ser seu tio, me lembrei o quanto eu tentei não ignorar esse fato e fazer m***a. eu sou seu tio Adam, mas também sou um mafioso mais do que disposto a ter sob minhas rédeas.
– está assustado ?
Adam analisou meu perfil com os olhos esbugalhados, quase semelhante a vez em que atirou em mim. enquanto me perdia em pensamentos, Adam me respondeu expressando uma sinceridade c***l para posição dele :
– Eu estou apavorado...
Adam Sussurrou deitando seu corpo de lado,fechando os olhos. eu podia até não vê, mas sabia que Adam estava chorando silenciosamente.
eu queria abrir a boca e perguntar o do por que nunca me visitou ou pediu perdão. por que não tentou reverter esse ódio em meu peito. por que me ignorou nas reuniões sócias e se escondeu quando estive por perto. por que Adam maliki hiden ? por que você tem de fuder minha cabeça mesmo em momentos como esse ? por que estamos aqui ?
eu te revindiquei disposto a fazer da sua vida um inferno. estive destemido. não arreguei nem quando apontei uma a**a contra sua cabeça a quilômetros de distância...mas
– se não fosse pelo seu maldito desvio de caráter, você estaria bem longe
Adam cedeu uma resposta rouca de choro :
– Como diabos eu poderia aparecer diante de você depois de atirar em um dos seus olhos ? — de novo, ele despertava aquele lado que eu repudiava. – eu era uma criança e cometi um erro. O tipo de erro que não tem como reverter. então o que mudaria se eu o visitasse ou não?
Chega!
puxei um dos seus braços com brutalidade, o tipo de brutalidade que me deixaria espantado depois. ergui sua cabeça e tomei seus lábios. Adam tentou se afastar mais continuei lutando contra sua boca, lentamente, descontando minha raiva meio aquela atitude impensada. meus dentes agarraram seus lábios. um sorriso macabro e coberto de dentes preencheu minha boca quando afastei de seu corpo ainda detido com brutalidade.
– mudaria esse momento! – rosnei contra seu rosto.
Adam respirava com dificuldade me encarando com os olhos cobertos de ódio e medo. Essa junção o deixa tão...
com os olhos altamente expressivos, Adam puxou seus braços do meu aperto repousando as costas contra o banco. os braços enlaçados a sua frente me fez voltar a uma postura indiferente. Se contenha Jackie!
o peitoral do garoto subia e descia em uma respiração eufórica. É errado me sentir tão e******o ?