Cap 3. Eu estou chorando?

1409 Words
Adam revivia a imagem do tio em sua mente. um fantasma passado de Jackie hiden o perseguia em seus sonhos que breve tornou-se pesadelos. Adam tentou a todo custo livrar-se das odiosas amarras que privava as noites de sono, mas quanto mais lutava contra, mais persistente revelará. Por isso, desde de muito cedo esteve frequentado sessões de terapia, que até então, não surgiu efeito. O único consolo do trauma insuperável, por anos, foi o de jamais encarar o tio novamente. mas a alguns momentos atrás esquivava para não dar de cara com o rosto que o assombrou em pesadelos. Adam não o temia por achá-lo uma figura mostruosa, sim por ter sido responsável pela deformidade em seu rosto. Se culpava por ter destruído o Jackie doce e afetuoso. ele se culpava por ter o transformado em um mafioso de sangue frio. pelos anos de privamento social que Jackie enfrentou. pela perda da capacidade normal da visão. é por todo o resto que não fazia ideia, apenas imaginava. E agora, tudo que podia fazer para amenizar a ansiedade em seu peito, é corroer as unhas dos dedos ou cruzar os braços, perguntando-se o motivo pelo qual a mãe agiu de maneira tão estranha diante o irmão insistente em reivindicar posse sob o filho. Por sorte, talvez azar, a porta do escritório foi aberta subitamente o trazendo de volta a realidade. Adam escorou contra a parede branca do corredor de sua casa, segurando fôlego diante o furtivo ladrão de seus pensamentos. O olhar avermelhado fitando o garoto de cabelos loiros e olhos azuis sem preocupar-se em esconder, deixou o clima estagnado por um aroma de medo e descrença. Tímido, Adam buscou a mãe atrás do tio. Porém Jackie caminhou até si desviando a atenção do garoto, para o início da tatuagem contida em seu peito : – Porquê não me encara ? É difícil ? – Adam engoliu seco. – Olho para mim, Adam!– dessa vez, diante a ordem do tio, ergueu a cabeça nivelando ambos tamanho igualmente. De pé, olhando dentro das piscinas contidas nos olhos do sobrinho, Jackie finalmente percebeu o quanto Adam o temia. E não é pouco. Tristonho ao notar isso, Jackie estendeu a mão rumo ao rosto de Adam que automático, fechou os olhos. Aproximando-se um pouco mais, sussurrou em seu ouvido : – Va pegar suas coisas, vou te aguardar no carro Adam deu um empurrão de leve no peito do tio. – Do quê está falando? Eu não vou a canto nenhum com você. principalmente sem vê como minha mãe está.– Jackie sorriu amargo – Aposta quantos que você vai ?— Adam viu os três homens movendo-se atrás de Jackie. – É sério isso ? – olhou no fundo do olho de Jackie buscando algum resquício de seu eu do passado. E quando não encontrou, questionou:– Cadê minha mãe? Porquê ela não veio com você? Jackie sorriu convencido – Porquê ela não quer enfrentar o filho e dizer que ele está casado com um mafioso m*****o e sexy. – brincou Jackie, cínico. O mundo de Adam parecia está desabando diante de seus olhos. Ele não conseguia manter-se naquela realidade onde o chão parecia gelatina. – Brandow !– um de seus homens, bem barbudo, moveu-se. Adam não ligou, estava incrédulo demais para importar. —Acompanhe-o até seu quarto e o ajude a pegar as coisas dele. E se ele desmaiar, pegue seus documentos e leve-o para o carro. – Sim senhor ! ______________>>>____________ Enquanto o capanga de Jackie aguardava do lado de fora, Adam deitado sob o coxão matando tempo com um semblante chocado, acabava por encarar o teto, mortalmente confuso. Ao levantar, bufando amoado perante os retratos de família espalhado pelas paredes, vagarosamente, começou a recolher aqueles mais marcantes. Depois buscou por seus documentos seguidos dos materiais escolares. Mas quando estava prestes a sair do quarto, independente do peito apertado, esbarrou no retrato acima da cômoda. O vidro do retrato, espatilhou no chão revelando uma foto contendo a imagem de duas crianças. A de 12 anos estava posicionada por dentro do abraço de seu falecido pai, e a outra, Adam, encontrava-se sentada ao chão dentre as pernas da mãe que sorria abertamente em direção da câmera. O garoto colocou as mãos sob a têmpora chorando por ser tão vulnerável e não saber como sair daquela situação. Adam começou sufocar com o próprio pavor. Ele se lembrava daquele dia perfeitamente... Toc-toc – Pode entrar O homem analisou o garoto agachado livrando a foto dos estilhaços. Mesmo grande e rabugento, n******e deixar de sentir pena do garoto. – Deixa eu te dar uma força. – o homem começou a recolher os estilhaços. Com os os olhos carregados de uma emoção pesada, Adam n******e deixar indagar : – Ele planeja me m***r ? – porque mandaria recolher seus objetos se planeja matá-lo? – não sei.– Adam, por um instante, sentiu sangue em suas mãos. sussurrando de uma maneira fantasmagórica, voltou ao homem– vingança ? – Acho que a aliança invisível posta em seu dedo, remete a isso. Adam sentiu o pequeno estilhaço cortar a ponta do seu dedo, sem ligar, começou a rir olhando para o homem tirando um pano do bolso para que pudessem estancar o sangue. – Não acredito que você realmente levou em conta o que ele disse. – o homem tentou colocar o pano acima do dedo de Adam. Porém Adam pegou a foto e levantou. – Ele é meu tio. n******e colocar uma aliança em meu dedo e ditar que estamos comprometidos. isso é i*****o. – Vocês não estão comprometidos. – Adam sentiu a respiração regular aos poucos. – estão casados. incrédulo, fitou o homem como se houvesse dito a coisa mais absurda do mundo. – Olha, eu não sei como está a m***a da sua cabeça para dizer um absurdo desses. Mas se você quer brincar de pertubar alguém, me deixe fora dessa. Não é um bom dia para isso!– Adam passou direto pelo homem robusto. ______________>>>____________ Isso não é possível.Jackie me odeia. Não prenderia si mesmo em um casamento com o inimigo que atirou em um dos seus olhos. sem contar que somos tio e sobrinho. A não ser que... n******e ser... Ele não faria.... O por do sol aproximava-se aos poucos e minha liberdade ia embora junto com ele. só que eu, ao contrário do sol que voltava a raiar todas as manhãs, não possuía a certeza de que minha liberdade voltaria junto do amanhecer. O carro está bem ali, parado em frente a casa. fiquei pensando se ainda havia tempo de correr para longe e fingir que isso nunca aconteceu. talvez eu pudesse construir uma vida comun do outro lado do mundo. se bem que as condições financeiras seriam bastante precárias. abrindo a porta do carro em um movimento curto, me n**o a olhar para Jackie. ou sequer lembrar que está ali. Ele é meu tio, e embora o ódio dele por mim seja nítido, eu nunca imaginei que ele fosse capaz de ir tão longe. me acosto no acento fechando os olhos enquanto ignoro qualquer palavra que possa ser dita. Não sei porquê, mas quando não estou no volante, me sinto enjoado demais para discutir ou falar. Eu tenho de me permanecer parado ou meu estômago permanece vazio. – toma isso. – com a voz de Jackie soando ao meu lado, abro os olhos me deparando através do reflexo, com uma aliança. Eu realmente quero vomitar. não estendi a mão para pegar a aliança, nem olhei direto para ele. – Então é sobre isso que você discutiu com minha mãe ? Um casamento, qual fui n****o até de assinar os papeis. Ele não disse nada. Ao em vez disso, continuou estendendo o anel. – Sabe que eu sou seu sobrinho e você é meu tio, né ? Se queria vingança, é só me m***r. Não precisa nós submeter a um relacionamento incestuoso. O silêncio de Jackie me irrita, e a atitude dele... Jackie interrompeu meus pensamentos com um aperto firme contra minha mão. Cativando minha atenção a si, diante de meus olhos, colocou aquela maldita aliança em meu dedo anelar. – Essa é minha vingança. Eu descido como vai ser. – Mordendo minha bochecha interna com o olhar coberto de fúria, assisto o modo dele me encarar, presunçoso, mudar. Pensei que ele houvesse ganhado consciência....mas foi aí que eu percebi... Eu estou chorando ?
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