Gean:
Estava feliz, mas também fiquei um pouco triste, sentia um aperto incomum em meu peito e sabia que isso era a saudade. Nunca fiquei longe da minha mãe por muito tempo e já pensava em como seria passar meses longe dela.
Termino de lavar a louça e vou para o sofá, mas lá não tinha cobertas e nem travesseiro. Então vou pedir para a Helena, mas a mesma não estava acordada, tive que a acordar e me sentir m*l por isso, sei o quanto é r**m acordar no susto.
Ela estava tão cansada que deixou eu dormir do seu lado e logo voltou a adormecer.
No dia seguinte, acordo com ela quase me empurrando da cama, a mesma estava com os cabelos desgrenhados e um rubor diferente nas bochechas e lábios. Depois que vou ao closet, noto o motivo de seu constrangimento, acalmo minha mente que teve um sonho quente e vou tomar um banho frio.
Ao estar arrumado, vou para a sala de jantar, onde o café já estava posto e Helena já comia e mexia no celular.
— Dizem que faz m*l…
— O quê? — questiona confusa.
— Comer na frente da tela.
— Um dia vai entender que o tempo vale ouro.
— E que o tempo não volta… então devia viver cada momento.
A mesma me olha séria, fazendo-me eu me arrepender do que disse, já estava preparando minhas desculpas quando ela desliga o celular e o põe distante do seu café da manhã.
— Melhor?
— Descul…
— Não se desculpe, só faça isso quando estiver errado — me corta em tom de ordem.
— Sim, senhora.
— E onde está sua mãe? — fala, dando atenção, só que comia.
— Não quis vir.
— Vem quando então?
— Nunca. Ela não gostou do trabalho, queria que eu desistisse.
— Entendi… que pena.
— É.
— Você tem uma vida s****l ativa?
— Não.
— Fala isso só para conseguir o trabalho?
— Não, senhora, eu desisti de ter uma vida s****l ativa, meu trabalho m*l dava para cuidar de mim e da minha mãe, imagina ter mais alguém para cuidar.
— Nem sexo casual?
— Não, sempre tive muitos receios, então preferia uma namorada e ser ativo com ela.
— Quando teve sua última namorada?
— Quando tinha 18 para 19 anos.
— Muito tempo…
— É… tivemos duas recaídas, mas depois permaneci longe dela e de outras.
— Entendi.
— E você?
— O que tem?
— Teve uma vida ativa?
— Não.
— Teve namorados?
— Não.
— É virgem?
— Não.
— Não gosta de falar dessas coisas?
— Não é necessário saber disso.
— Achei que seria bom te conhecer, igual você está me conhecendo.
— Preciso te conhecer, você não precisa me conhecer — fala grosseira.
— Certo — sorrio sem graça.
Tomamos nosso café, ao terminar, fomos escovar os dentes, logo após fomos para o carro e o motorista dirigiu até onde ela solicitou.
Chegamos a uma loja chique, que assim que entramos já nos serviu cappuccino e biscoitos que eu nunca vi na vida.
— Bom dia, senhora, como posso ajudar?
Ela olhou para mim e ponderou sobre o que dizer.
— Quero ajuda para meu namorado, ele precisa de umas roupas novas, elegantes e despojadas, de preferência para vários tipos de ocasiões.
— É para já, dona Helena — a mesma sorri largo — me acompanhe, senhor.
Sigo a mesma e ela vai pegando e me dando várias roupas. Eu estava perdido em tudo que ela dizia, mas a Helena se aproxima e sorri, me passando calma.
— Não precisa ficar assustado, são só roupas.
— Ela já jogou em cima de mim 10 mudas de roupas.
— Está animada, vendedores se animam ao saber que vão vender muito.
— Vai comprar tudo isso?
— Sim, se ficar bom. Depois vamos em outras.
— Não preciso de muita coisa.
— Lembra que alguém tem que ficar de olho em você? Vai precisar estar quase sempre perto de mim, então precisa de roupas novas, muitas roupas.
— Entendi.
Chegou a hora de provar, eu vestia e saia para mostrar a ela, a mesma gostava das escolhas da vendedora. Por último, visto um terno preto, me deixou bem elegante, parecendo um empresário.
— O que achou? — Questiono, me olhando no espelho.
— Ficou lindo — diz sincera, me fazendo sorrir — o terno é muito bonito, ficou bom em você — concerta sua frase.
— Obrigado.
Ela se aproxima, desamarra a gravata, ajeita cuidadosamente, faz o nó devagar e ajeita no blazer.
Encaro seu rosto muito próximo de mim, sua pele clara mostrava suas veias, seu cheiro de pêssego era gostoso e seu hálito de menta refrescava minhas narinas. Seus olhos colidem com o meu olhar e meus lábios se abrem. Queria beijá-la, sinto quando sua respiração para, mostrando que ela também queria, porém, nossa conexão é cortada.
— Ficou muito bonito, senhor, não achou, senhora?
— Sim, ela sorri amarelo e se afasta.
— Obrigado — digo me distanciando também.
— Pode embrulhar todos, vamos levar — diz e agora vai para o balcão.
— Sim, senhora.
Ela pega as roupas que já vesti e eu vou tirar a que estava para guardar. Depois, a Helena paga, então pego as bolsas e ponho no porta-malas, depois entramos no carro novamente e fomos em outras lojas, umas três no total, compramos perfumes, sapatos, produtos de cuidados com a pele, corpo e cabelo, roupas de banho e outras coisas que ela achou necessário. E claro, comprei uns presentes para minha mãe, ela permitiu que eu comprasse e depois como até minha casa entregar.
— Obrigado — digo ao chegarmos em frente à casa.
— Quer que eu vá? — pergunta sutil.
— Deixa eu entrar primeiro, depois, se ela estiver calma, você entra-sorrio sem mostrar os dentes e ela só concorda.
Saio do carro e entro na casa, chamo a mesma até que a encontro caída no chão, jogo a bolsa na cadeira e pego a mesma.
— Mãe? — Grito, a senhora está bem? Mãe, acorda!
Eu estava desesperado, ela não respondia, eu balançava, batia devagar em seu rosto e nada dela acordar.
— O que aconteceu? — Vem a Helena preocupada.
— Não sei, ela estava caída no chão — falo já chorando.
— Josh, ajuda-o a levá-la até o carro.
Ele me ajuda a levantar, então carrego no colo, ele abre a porta de trás e eu a ponho, fecho a porta e dou a volta, entrando e pondo sua cabeça em minha perna. Logo Helena entrou no carona, a mesma trouxe a bolsa que estava comigo, nela havia algumas roupas.
— Para onde vamos? — pergunta o motorista.
— Para o hospital.
— O seu?
— Sim, por favor.
Após longos minutos, chegamos a um hospital. Ao ver eu carregando minha mãe, eles logo trazem uma maca, deito-a ali e eles a levam.
Tento ir atrás, mas ela segura meu pulso.
— Não se preocupe, eles vão cuidar bem dela.
— Isso é culpa minha — digo em prantos.
— Se acalme.
A mesma me abraça, causando em mim conforto e prazer. Fazia um tempo que eu não abraçava ninguém assim, cheirosa, com s***s fartos e corpo quente.
— Não diz que está e******o em um momento desse — diz indignada.
— Me desculpa, mas estou sentindo um calafrio imenso, seus s***s estão rígidos encostando em mim — falo em sua orelha.
— i****a — diz irritada — sua mãe está m*l e você sentindo prazer nos meus s***s?
— Você me abraçou com sua pele quente, cheirosa e m*****s rígidos.
— Só queria te acalmar.
— Conseguiu-sussurro.
— Pega minha bolsa e dê seu jeito.
Pego a bolsa, ponho na frente da calça jeans surrada e vou ao banheiro, lá urino, depois lavo as mãos e o rosto.
Se ela continuasse mantendo contato, esse trabalho não seria só profissional. Ela não me causava t***o só em sonhos, mas também em um simples abraço.