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1342 Words
Gean: Estava feliz, mas também fiquei um pouco triste, sentia um aperto incomum em meu peito e sabia que isso era a saudade. Nunca fiquei longe da minha mãe por muito tempo e já pensava em como seria passar meses longe dela. Termino de lavar a louça e vou para o sofá, mas lá não tinha cobertas e nem travesseiro. Então vou pedir para a Helena, mas a mesma não estava acordada, tive que a acordar e me sentir m*l por isso, sei o quanto é r**m acordar no susto. Ela estava tão cansada que deixou eu dormir do seu lado e logo voltou a adormecer. No dia seguinte, acordo com ela quase me empurrando da cama, a mesma estava com os cabelos desgrenhados e um rubor diferente nas bochechas e lábios. Depois que vou ao closet, noto o motivo de seu constrangimento, acalmo minha mente que teve um sonho quente e vou tomar um banho frio. Ao estar arrumado, vou para a sala de jantar, onde o café já estava posto e Helena já comia e mexia no celular. — Dizem que faz m*l… — O quê? — questiona confusa. — Comer na frente da tela. — Um dia vai entender que o tempo vale ouro. — E que o tempo não volta… então devia viver cada momento. A mesma me olha séria, fazendo-me eu me arrepender do que disse, já estava preparando minhas desculpas quando ela desliga o celular e o põe distante do seu café da manhã. — Melhor? — Descul… — Não se desculpe, só faça isso quando estiver errado — me corta em tom de ordem. — Sim, senhora. — E onde está sua mãe? — fala, dando atenção, só que comia. — Não quis vir. — Vem quando então? — Nunca. Ela não gostou do trabalho, queria que eu desistisse. — Entendi… que pena. — É. — Você tem uma vida s****l ativa? — Não. — Fala isso só para conseguir o trabalho? — Não, senhora, eu desisti de ter uma vida s****l ativa, meu trabalho m*l dava para cuidar de mim e da minha mãe, imagina ter mais alguém para cuidar. — Nem sexo casual? — Não, sempre tive muitos receios, então preferia uma namorada e ser ativo com ela. — Quando teve sua última namorada? — Quando tinha 18 para 19 anos. — Muito tempo… — É… tivemos duas recaídas, mas depois permaneci longe dela e de outras. — Entendi. — E você? — O que tem? — Teve uma vida ativa? — Não. — Teve namorados? — Não. — É virgem? — Não. — Não gosta de falar dessas coisas? — Não é necessário saber disso. — Achei que seria bom te conhecer, igual você está me conhecendo. — Preciso te conhecer, você não precisa me conhecer — fala grosseira. — Certo — sorrio sem graça. Tomamos nosso café, ao terminar, fomos escovar os dentes, logo após fomos para o carro e o motorista dirigiu até onde ela solicitou. Chegamos a uma loja chique, que assim que entramos já nos serviu cappuccino e biscoitos que eu nunca vi na vida. — Bom dia, senhora, como posso ajudar? Ela olhou para mim e ponderou sobre o que dizer. — Quero ajuda para meu namorado, ele precisa de umas roupas novas, elegantes e despojadas, de preferência para vários tipos de ocasiões. — É para já, dona Helena — a mesma sorri largo — me acompanhe, senhor. Sigo a mesma e ela vai pegando e me dando várias roupas. Eu estava perdido em tudo que ela dizia, mas a Helena se aproxima e sorri, me passando calma. — Não precisa ficar assustado, são só roupas. — Ela já jogou em cima de mim 10 mudas de roupas. — Está animada, vendedores se animam ao saber que vão vender muito. — Vai comprar tudo isso? — Sim, se ficar bom. Depois vamos em outras. — Não preciso de muita coisa. — Lembra que alguém tem que ficar de olho em você? Vai precisar estar quase sempre perto de mim, então precisa de roupas novas, muitas roupas. — Entendi. Chegou a hora de provar, eu vestia e saia para mostrar a ela, a mesma gostava das escolhas da vendedora. Por último, visto um terno preto, me deixou bem elegante, parecendo um empresário. — O que achou? — Questiono, me olhando no espelho. — Ficou lindo — diz sincera, me fazendo sorrir — o terno é muito bonito, ficou bom em você — concerta sua frase. — Obrigado. Ela se aproxima, desamarra a gravata, ajeita cuidadosamente, faz o nó devagar e ajeita no blazer. Encaro seu rosto muito próximo de mim, sua pele clara mostrava suas veias, seu cheiro de pêssego era gostoso e seu hálito de menta refrescava minhas narinas. Seus olhos colidem com o meu olhar e meus lábios se abrem. Queria beijá-la, sinto quando sua respiração para, mostrando que ela também queria, porém, nossa conexão é cortada. — Ficou muito bonito, senhor, não achou, senhora? — Sim, ela sorri amarelo e se afasta. — Obrigado — digo me distanciando também. — Pode embrulhar todos, vamos levar — diz e agora vai para o balcão. — Sim, senhora. Ela pega as roupas que já vesti e eu vou tirar a que estava para guardar. Depois, a Helena paga, então pego as bolsas e ponho no porta-malas, depois entramos no carro novamente e fomos em outras lojas, umas três no total, compramos perfumes, sapatos, produtos de cuidados com a pele, corpo e cabelo, roupas de banho e outras coisas que ela achou necessário. E claro, comprei uns presentes para minha mãe, ela permitiu que eu comprasse e depois como até minha casa entregar. — Obrigado — digo ao chegarmos em frente à casa. — Quer que eu vá? — pergunta sutil. — Deixa eu entrar primeiro, depois, se ela estiver calma, você entra-sorrio sem mostrar os dentes e ela só concorda. Saio do carro e entro na casa, chamo a mesma até que a encontro caída no chão, jogo a bolsa na cadeira e pego a mesma. — Mãe? — Grito, a senhora está bem? Mãe, acorda! Eu estava desesperado, ela não respondia, eu balançava, batia devagar em seu rosto e nada dela acordar. — O que aconteceu? — Vem a Helena preocupada. — Não sei, ela estava caída no chão — falo já chorando. — Josh, ajuda-o a levá-la até o carro. Ele me ajuda a levantar, então carrego no colo, ele abre a porta de trás e eu a ponho, fecho a porta e dou a volta, entrando e pondo sua cabeça em minha perna. Logo Helena entrou no carona, a mesma trouxe a bolsa que estava comigo, nela havia algumas roupas. — Para onde vamos? — pergunta o motorista. — Para o hospital. — O seu? — Sim, por favor. Após longos minutos, chegamos a um hospital. Ao ver eu carregando minha mãe, eles logo trazem uma maca, deito-a ali e eles a levam. Tento ir atrás, mas ela segura meu pulso. — Não se preocupe, eles vão cuidar bem dela. — Isso é culpa minha — digo em prantos. — Se acalme. A mesma me abraça, causando em mim conforto e prazer. Fazia um tempo que eu não abraçava ninguém assim, cheirosa, com s***s fartos e corpo quente. — Não diz que está e******o em um momento desse — diz indignada. — Me desculpa, mas estou sentindo um calafrio imenso, seus s***s estão rígidos encostando em mim — falo em sua orelha. — i****a — diz irritada — sua mãe está m*l e você sentindo prazer nos meus s***s? — Você me abraçou com sua pele quente, cheirosa e m*****s rígidos. — Só queria te acalmar. — Conseguiu-sussurro. — Pega minha bolsa e dê seu jeito. Pego a bolsa, ponho na frente da calça jeans surrada e vou ao banheiro, lá urino, depois lavo as mãos e o rosto. Se ela continuasse mantendo contato, esse trabalho não seria só profissional. Ela não me causava t***o só em sonhos, mas também em um simples abraço.
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