007

1107 Words
Helena: Depois que ele saiu, eu fui tomar um banho, ao terminar me seco bem e vou até o closet procurar uma roupa fresca e leve, depois fico na sacada olhando o quintal. Horas depois, meu veículo retorna, logo a porta é aberta, me dando a visão do Gean, que carregava consigo uma sacola plástica. O mesmo entra na casa, mas em momento algum vejo a sua mãe sair do automóvel. — Helena? — chama baixo. — Oi — vou até a porta e olho para o mesmo. — Onde posso colocar minhas coisas? — Aqui no closet — digo e o conduzo para o interior do cômodo repleto de roupas, sapatos, maquiagens, lingeries, itens para cuidar dos cabelos e bolsas. — Isso é um guarda-roupa? — Fala abismado. — Um closet… é um pouco maior que um guarda-roupa — digo normal. — Isso é do tamanho da minha casa — em seus lábios se formava um “O” Fico em silêncio, não sabia se isso era bom ou r**m. — Bom, pode guardar nessa parte aqui. Mostro uma grande prateleira que ainda estava vazia. — Obrigado. O mesmo coloca suas duas mudas de roupa e um sapato surrado ali, então me olha e sorri amarelo, já se retirando. — Só trouxe isso? — Sim, tenho poucas coisas. — Sabe que vai ficar até ter todos os requisitos necessários para que eu possa engravidar, certo? — Sim. — 3 meses é o mínimo. — Tudo bem-sorri sem mostrar os dentes. — Amanhã iremos comprar algumas coisas para você. Vai tomar banho, comer algo, descansar e dormir. — Sim, senhora — bate continência e sai de minha presença. Não é sobre sua condição financeira, mas ele tinha algo diferente, imagino que tivesse todos os motivos do mundo para ser um homem revoltado com a vida, mas era doce e bondoso mesmo assim. Era bom ver pessoas que não se corromperam com a “desculpa” de falta de condições. Horas depois, desço para comer, chego na sala de jantar e o mesmo estava sentado aguardando. Estava limpo e vestia roupas largas (pedi para minha empregada arrumar um uniforme dos trabalhadores da casa para ele), não servia tão bem, mas seria bom para hoje, pelo menos para dormir com uma roupa limpa e não gastar ambas as mudas que têm. — Obrigado pela roupa — diz, levantando o braço e mostrando a manga um pouco larga. — De nada, é provisório, só para dormir limpo. — Entendi — o mesmo, morde os lábios internos — para quê uma casa enorme se só você mora aqui? — Não vendem casas menores por aqui. — Só pensou em ter filhos agora? — Já faz tempo, mas só tive a grande ideia agora. O jantar é servido, mas ele continua com cara de quem tinha bilhões de perguntas para fazer. — Diga-falo e logo dou uma garfada generosa no Peru assado. — Você é uma mulher bonita — encaro o mesmo e arqueio a sobrancelha — rica, conversa e fala bem, por que não é casada? Muitos homens cairiam aos seus pés, com todas as suas qualidades. — Você também? — suas bochechas coram. — Sim, porém não. — Como assim? — Você é o sonho de todo homem, mas é ótima para mim. Eu só cairia aos seus pés se tivesse uma conta bancária igual ou parecida com a sua. — Eu não ligo para isso. — Fui ensinado a ser um homem honrado e cuidar de uma mulher em todos os aspectos é honra, então eu jamais iria ficar com você sem poder cuidar de você financeiramente. — Entendi. E respondendo à sua pergunta, eu tive muitos pretendentes, mas tive receio de me decepcionar novamente, então preferi seguir sozinha. Mas me diga, você mora só com sua mãe, certo? — Sim. O mesmo logo enche sua boca de comida, pelo visto não queria entrar em detalhes. — O que houve com seu pai? Ele demora uma vida para mastigar, mas continuo olhando e esperando a resposta, então ele engole, logo após coça a garganta de leve, mostrando seu desconforto no assunto. — Não o conheci, não sei direito o que aconteceu com ele. — Nunca quis o procurar? — Não. — Sabe pelo menos se ele recorria a algum tipo de droga? — Creio que não, minha mãe parece um pouco com você, jamais teria um filho com um usuário de drogas. — Entendi. Então o assunto pereceu e comemos calados. Ao terminar o jantar, ele ajudou a empregada a tirar a mesa e se ofereceu para lavar a louça. — Me desculpa, senhora, insisti para que não o fizesse, mas ele insistiu mais para lavar. — Sem problemas, deixa ele lavar e vai descansar. — Certeza? — Sim, aproveita para dormir mais cedo ou ler um livro-sorrio. A mesma sorri amarelo, pendura seu avental e logo vai para seu quarto. Vou para meu banheiro, escovo os dentes e depois me deito para descansar. Estava tendo um sonho agradável e um sono gostoso, mas ouço chamados altos, tento afastar a voz, mas me sinto balançar, então abro os olhos, dando de cara com o rapaz me encarando. — O que houve? — questiono assustada. — Desculpa… mas esqueceu de me dar cobertas e travesseiros, não posso dormir na sala assim. — Me acordou para isso — choramingo. — Desculpa — diz baixo. — Pode deitar aí — falo, me deixando e já fechando os olhos. — Tem certeza? — Shiiii-faço o som e logo adormeço novamente. ------------------------- Dia seguinte, acordo com um peso fora do comum sobre meu corpo e sua ereção em cima das minhas nádegas, então empurro o homem para o lado e o olho. Ele dormia tranquilamente e sua bermuda estava bem avantajada, fecho os olhos e repreendo os pensamentos lascivos, então balanço-o até acordar. — Bom dia! — diz bocejando. — Bom dia… vai tomar banho, vamos tomar café e fazer compras. — Tá bom. Ele levanta e vai até o closet, fica por alguns minutos lá e depois sai do quarto, com a ereção quase que imperceptível e uma muda de roupa. Respiro fundo. Parece que não, mas eu sentia falta de um toque mais íntimo, lembro como se fosse hoje a última vez que um homem me tocou. Foi em uma festa, eu ainda não estava tão famosa e rica quanto hoje em dia, bebi muito e fui parar na casa de um homem desconhecido. Lembro dos toques e calor que sentia naquele dia, foi bom, mas logo chegou o dia seguinte, trazendo a ressaca e o constrangimento de t*****r com um desconhecido.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD