Primeira noite juntos

1451 Words
Alan e Ana partiram antes do sol se por. Ana já não sentia tanta dor nas pernas, mas estava com um leve incômodo na panturrilha. Alan guiava o cavalo em direção a uma das bases da polícia militar a fim de descobrir informações sobre um suposto golpe de estado que a polícia queria dar em Montanna. A oficial deu essa missão à ele pois ela já desconfiava da polícia fazia um tempo, e pensou que mandar Alan seria a melhor escolha, afinal ele era uma das pessoas mais inteligentes da ilha. Durante o caminho, Alan pensava em um plano para ficar na base sem levantar suspeitas, e buscava um pretexto pra sua ida súbita. Enquanto isso, Ana manteve-se em silêncio, apenas concentrada no caminho. O tempo passou relativamente rápido durante o percurso, pois ambos estavam tão envoltos em seus próprios pensamentos que nem tiveram tempo de conversar. Chegaram a base de Montann um pouco antes do sol se por. Alan ajudou Ana a descer dos cavalos, e assim que ela desceu ele a avisou: - Ana, você ficará aqui até eu me apresentar ao chefe da polícia e avisá-los que estamos aqui. Direi a eles que estavamos em missão e que estamos apenas de passagem por aqui, irei avisá-los que trouxe você comigo a fim de que eles arrumem um quarto pra você. Ana confirmou com a cabeça, gesticulando um "sim", e se sentou em uma pequena praça que tinha em frente a base, e ficou observando os comerciantes que trabalhavam próximos à base. Passou mais de uma hora quando Alan voltou a aparecer. As ruas já estavam começando a ficar vazias, os vendedores já tinham ido embora. - Desculpe-me pela demora, mas precisei falar com mais pessoas do que pretendia. Arrumei um quarto pra você. Na verdade, pra nós. Pra conseguirmos privacidade, falei que somos noivos... - Alan completou, e ficou instantaneamente envergonhado quando falou "noivos." -Noivos? Não tinha ideia melhor? - Respondeu Ana, em um misto de vergonha e raiva. "Não entenda m*l, foi só uma forma de não levantarmos suspeitas. E também será melhor se ficarmos próximos, pois assim planejaremos melhor o plano. E... Eu também não confio muito nesses militares, não deixaria você passar a noite longe de mim nesse lugar, ficaria muito preocupado. Após ouvir isso, Ana decidiu não falar mais nada, pois de certa forma a preocupação que ele demonstrou por ela a fez sentir uma pontada de felicidade. Ambos entraram em um lugar que ficava do lado da base, e ela percebeu pela construção que aquele lugar se tratava de um hotel para militares. Enquanto entravam, sentiram vários olhares de policiais, todos olharam de forma desconfiada para eles. Subiram as escadas até pararem em frente um quarto, até que Alan abriu a porta e esperou ela entrar. O quarto não era grande, havia uma cama de casal ao lado de uma janela. Havia uma outra porta que dava a um banheiro minúsculo. Mas o fato de terem um banheiro pra eles já dava um certo alívio. Alan entrou depois de Ana e colocou suas coisas em cima de uma escravaninha que tinha do lado da cama. Ana pegou um conjunto de roupas limpas na mochila que tinha levado e se dirigiu ao banheiro. -Vou tomar um banho rápido. - avisou -Tudo bem - respondeu Alan, deixando o quarto a fim de dar privacidade pra Ana. Enquanto tomava banho, Annie lembrou da noite que Alan se declarou pra ela e a beijou. Depois daquilo, eles não conversaram mais a respeito e ambos estavam agindo como se aquilo não tivesse acontecido. De certa forma, Ana se sentia um pouco incomodada pelo fato de parecer que ele não queria mais tocar no assunto, e por um momento se questionou se ele teria se arrependido. Ana sentiu um leve aperto no seu coração ao pensar sobre isso, mas decidiu afastar esses pensamentos e terminar seu banho. Vestiu uma regata preta e um short confortável, afinal já estava se arrumando pra dormir. Deitou-se na cama e ficou esperando Alan, se perguntando se eles dormiriam juntos na cama. Alan bateu na porta e Ana deu permissão para ele entrar. Notou que Alan já havia trocado de roupa. - Tomei banho em um dos banheiros que ficam no corredor, aproveitei que não tinha ninguém por ali. - respondeu. Em seguida, ele estendeu um dos lençóis no chão, e deitou-se logo em seguida. Ana já não esperava que ele fosse dormir junto dela, mas se sentiu m*l por ele estar naquele chão, ainda mais que entrava um vento cada vez mais frio pela janela. Ana não conseguiu dizer nada, e apenas deitou na cama. Ficou um tempo inquieta, tentando arrumar palavras pra falar com Alan, afinal aquele silêncio entre os dois estava a incomodando de alguma forma. Até que depois de um tempo, Armin quebrou o silêncio, dizendo: - Ana, eu sei que está muito cedo pra te pedir um posicionamento, mas é que seu silêncio está me corroendo por dentro. Eu não sei o que você pensa de mim depois de ontem, como são seus sentimentos em relação a mim, afinal, fomos interrompidos antes de você me dizer uma resposta... Você não tem nada a me dizer? Eu vou entender se não tiver... Ana ficou surpresa por essa pergunta, e levou alguns minutos em silêncio. Até que reuniu coragem e começou a dizer: - Eu sempre fui uma mulher sozinha, que nunca precisou de ninguém. E por isso nunca me abri sentimentalmente pra ninguém antes. Ou melhor, ninguém nunca despertou meu interesse. Até te conhecer... - fez uma pausa. Armin também ficou em silêncio, até que ela continuou: - Mas, você é diferente de todos idiotas... Você é tão bom, e eu me sinto tão confortável e bem ao seu lado. Você me faz sentir o que ninguém nunca me fez sentir antes... Mas, eu não sinto que sou a pessoa certa pra você. Você é tão bom, e eu sou uma pessoa horrível. Eu não mereço alguém como você... - Ana enfim conseguiu completar, e suas últimas palavras saíram falhando, o que fez Alan perceber que Ana estava chorando. Alan então levantou-se e foi até a cama de Annie. Deitou ao lado dela, olhando pro seu rosto. Limpou as lágrimas que desciam no rosto de Ana, enquanto ela estava olhando para o teto, sem conseguiu olhar para ele. Até que ele se inclinou até ficar frente a frente com o rosto dela, com seus lábios quase se tocando de novo. Ficou um tempo a olhar para os olhos dela, e sussurrou: - Pra mim você nunca será uma pessoa r**m. Pra mim você sempre será a mulher forte e incrível que eu admiro . Eu não me sinto melhor que você, e a única coisa que eu queria era poder provar pra você minhas palavras... Ana sentia suas lágrimas descerem descontroladamente por seu rosto. Não conseguia acreditar que aquele Armin, sempre tão doce, pudesse sentir algo por ela. Mas embora ela não se sentisse merecedora do amor de Alan, ela o queria. E ele a fazia se sentir uma pessoa melhor, ele não tinha aquele olhar de julgamento que ela costumava receber das pessoas. E por isso, naquele momento, ela decidiu que se renderia aquele amor. Mesmo não sabendo o que o futuro os reservava, mesmo com tanta dor e sofrimento que eles já passaram, ela via uma luz de esperança em meio ao caos que eles viviam. Então, em um gesto de coragem inesperada, Ana puxou Alan pra cima dela, roubando um beijo dele. Ele, embora surpreso correspondeu ao beijo dela. De início, os dois começaram a se beijar bem lentamente, sentindo cada movimento. Até que seu beijo começou a ficar mais intenso, e Alan começou a passar suas mãos pelo corpo de Ana, fazendo ela gemer baixo no ouvido dele, o que o fez ficar com mais desejo ainda. Enquanto Ana estava sentindo seu desejo ficar cada vez maior, Alan começou a dar pequenos beijos ao redor do seu rosto, e desceu até o pescoço dela. Começou a beija-la e descer aos poucos. Ana sentia seu desejo aumentar enquanto Alan percorria sua boca por todo seu corpo. Até que ela também começou a passar a mão pelo corpo de Alan, segurando suas costas enquanto ele voltava a sua boca até a dela. Os dois se beijaram por um longo tempo, até que Alan virou pra ela e disse: - Continuarei quando se sentir pronta. - e deu um selinho nela enquanto deixava a cama. - Tudo bem... - ela respondeu, ainda muito corada. - Mas, fique aqui comigo... Ele então deitou ao lado dela e a abraçou, enquanto ela apoiava a sua cabeça em seu peito, até adormecer.
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