O lago refletia a luz da lua naquela noite estrelada, enquanto o vento soprava serenamente as folhas das árvores naquele campo. Abaixo de uma das árvores, estava Alan, em seu ímpeto impulso de coragem, encostando suavemente seus lábios ao de Ana.
Ana acabara de ouvir seu colega se declarando pra ela, e por um momento se passaram várias memórias em sua mente, desde os primeiros anos que eles conviveram juntos até o presente momento, com o Alan sempre presente na vida dela, mesmo que indiretamente ele sempre estava perto dela, vez ou outra a ajudando em seus treinamentos, mesmo que ela nunca pedisse a ajuda de ninguém, a presença dele nunca a incomodara.
Lembrou-se também dos dias em que estivera presa nos cristais, se sentia sozinha e culpada por tudo o que tinha acontecido. Infelizmente a missão que havia colocado ela nesse lugar havia ido por água a baixo, e se sentia culpada com o resto das pessoas, a maioria ainda não havia a perdoado. Uma das pessoas que o fez foi Alan, que mesmo apesar de tudo ainda a visitava.
Ele sempre a manteve informada com o que acontecia dentro das muralhas, e contava vários de suas inseguranças, ele sempre desabafava com ela seus conflitos internos, desde a última guerra. Ela não entendia até então o motivo de suas visitas, e agora tudo estava ficando cada vez mais claro...
Tudo isso passava por sua mente no momento em que ele disse o que sentia pra ela. Quando de repente ela observou seu rosto se aproximando do dela, até que seus lábios finalmente alcançaram os dela
Ela não relutou, apenas fechou os olhos enquanto ele chegava seu corpo mais próximo ao dela. Percebendo que ela havia se entregado ao beijo, Alan puxou o corpo dela por cima do seu em um abraço forte, colocando ela em seu colo. Segurando a cintura de Ana, Alan desceu seus lábios até o pescoço dela, dando vários beijos até sua nuca, fazendo Ana se arrepiar completamente.
Ana sentia que esse tempo todo ela desejava o toque dele, e queria senti-lo cada vez mais. Seus corpos estavam em chamas e seus beijos cada vez mais calorosos, até que logo foram interrompidos por passos que vinham por trás deles
Rapidamente Ana saiu do colo de Alan e sentou-se novamente, a tempo que a pessoa que estava se aproximando não pudesse ver o que estavam fazendo.
Cada vez mais perto, a figura de um homem foi ficando cada vez mais visível. O homem aparentava não ser tão alto, e quando finalmente sua fisionomia ficou visível quando ele chegou perto deles, o homem logo falou, parecendo um tanto surpreso:
- Ana, então você está de volta mesmo. E, Alan? Você também por aqui? - disse Davi, o comandante da tropa de exploração, em tom sério