Episódio 14

1192 Words
BABI — O que meu pai te disse enquanto eu não estava? Pergunto quando já avançamos um pouco, porque não consigo tirar da cabeça o olhar que ele me dedicou. Ele estava chateado, muito chateado. E quero saber se foi resultado da conversa dele com o Tomy. Nem sei por que ele foi à minha casa hoje. Ou seja, não sou idi*ota, não esqueço que nos beijamos ontem, mas continuo sem entender o que ele fazia lá e por que quis me trazer para o trabalho hoje. — Pedi permissão para cortejá-la. Ele admite e os meus olhos se arregalam. — O que você fez, o quê? Questiono, olhando-o com terror. Como lhe ocorre fazer tal loucura? Está bem, ele não sabe de nada e ele também sei que a dor que sinto na minha vag*ina graças ao se*xo selvagem que meu pai me deu ontem à noite, possivelmente não terá repetição porque já consigo ouvir o sermão dele sobre como é incorreto e blá blá blá. No entanto, isso não quer dizer que eu queira sair com o Tomy. — Desculpe, não achei que te incomodaria. Reconhece. Pego ar, neg*ando com a cabeça e me acomodo no meu lugar. — Não me incomoda, me surpreende. Não achei que você tivesse interesse em mim. — Te beijei ontem. Ele me lembra. Mordo o lábio inferior, assentindo porque me lembro do beijo. Não foi um beijo ru*im. De fato, gostei. Também me lembro que ontem à noite, a única coisa que beijei foi o p*au do Matheus, mas não os seus lábios. Como é que nos pegamos tanto, mas não nos beijamos? Como Matheus beijaria? Se beija como fo*de, o homem é perfeito. Tudo em um. — Eu me lembro. Murmuro. Estende a mão na minha direção até que pega uma das minhas e a coloca sobre a perna dele. — Eu gostei daquele beijo, Babi. E eu gostaria de poder sair um pouco. Ver o que surge. Seu pai me deu permissão, é claro, mas me avisou para manter as mãos longe. Suponho que se eu pegar a sua, não estarei exagerando. Ou não? Pergunta e me olha quando estaciona em frente ao café. De tudo o que ele disse, só consigo pensar que Matheus é mais hipócrita do que eu pensava. Pedindo para ele não me tocar? Sim, como se isso tivesse importado para ele ontem à noite. — Não acho. Admito e sorrio. — Então, você quer sair comigo mesmo que eu ainda não tenha escolhido ir para a faculdade e você seja mais velho que eu? Sussurro, sentindo as minhas bochechas esquentarem porque o fato de ele estar me pedindo para sair me surpreende e me envergonha em partes iguais. Nunca um garoto mais velho se interessou por mim, e por mais que eu consiga falar abertamente sobre qualquer assunto, é estranho que um garoto, dois anos mais velho queira sair com você e te leve para o trabalho sem se importar. — Você fará aniversário em onze dias, posso esperar isso mesmo para poder beijá-la novamente e cumprir a minha palavra com seu pai. E não me importa que você ainda não queira ir para a universidade, todos passamos por isso. Só quero saber se você está interessada na minha proposta ou se devo dar um passo atrás e ficar como amigo. Ele explica. Pego ar com força e olho para fora do carro. Sei que os vidros do carro dele não são escurecidos, por isso meu pai nos viu de fora, então só me aproximo do rosto dele e deixo um beijo na bochecha. — Posso pensar nisso? Pergunto e ele abre a boca, mas movo-me rápido e não o deixo falar. — Não é que eu não goste de você, você é fofo e eu gostei do que aconteceu ontem, mas eu nunca saí com um garoto, para ser sincera. Ou seja, sim, já saí com garotos, mas não da forma que acho que você quer sair. Explico, mexendo muito as mãos e sentindo o dobro de vergonha por ter dado a entender que as minhas saídas com os garotos são sempre para motéis para tra*nsar. Sou uma va*dia. — Da forma como eu quero sair. Ele repete, sorrindo de lado. — Tudo bem, Babi, não estou com pressa, você pode pensar nisso. Ele aceita. Sorrio e abro a porta do carro para sair. — E sim, eu quero te levar para sair de verdade, não só te colocar num quarto e te fo*der. Gosto de você mais do que para isso. Promete, roubando o meu fôlego. Mantenho a porta fechada com força e o vejo de fora. — Obrigado. Murmuro. Ele sorri para mim e eu devolvo o sorriso. Corro até onde as meninas me esperam com a testa franzida. Mãe de Deus, a minha vag*ina está explodindo a cada novo trote meu. — O que foi isso? Perguntam as duas de uma vez. Pego ar com força. — Ele me pediu para sair. Confesso e ambas abrem a boca de espanto. — Tomy é lindo, me diz que você disse sim para ele. Pede Fernanda, enrolando de uma vez o braço dela no meu. Paula a imita do outro lado. — Eu disse a ele que pensaria nisso. — Ah, fazendo-se de difícil, assim que eu gosto. Declara Paula e nós três rimos. — Não é por isso, é que me pegou de surpresa. Ontem me beijou e hoje me pede para sair. Quantas vezes os garotos fizeram isso com a gente? Questiono, sem pararmos. — Nem uma. Respondem as duas. — Exato. Estou tão acostumada a só me aproximarem para tra*nsar que não sei como é ter um namorado, meninas. E se eu estragar tudo? E se ele realmente não estiver interessado apenas em me tra*nsar e eu estragar tudo achando que sim? E se quando eu tra*nsar, também não tiver orgas*mos? Pergunto cada vez mais baixo e lento até que paramos completamente já dentro da cafeteria e as duas me olham com pesar. Não quero que me olhem com pena. Das três, a única que não teve namorado sou eu. Elas, sim, mas é que, ao contrário de mim, alguns rapazes conseguem que elas tenham orga*smos, por enquanto, nenhum rapaz me deu um orga*smo. Os meus primeiros org*asmos com outra pessoa foram dados por Matheus ontem à noite, e não posso esperar que só ele me dê orgas*mos porque sei que não é certo, sei que por mais que eu tenha gostado do que aconteceu, não é certo repetir ou isso poderia nos confundir. Mas, e se eu der o meu tempo para o Tomy, me apaixonar por ele pelo jeito lindo que ele me trata e, quando chegar a hora de ficarmos juntos, ele não conseguir me fazer gritar e me contorcer de prazer como o Matheus ontem? O que farei então? ‍​ ‌‌​​‌‌‌​​‌​‌‌​‌​​​‌​‌‌‌​‌‌​​​‌‌​​‌‌​‌​‌​​​‌​‌‌‍
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