Matheus.
Acordo com o barulho constante da campainha. Pisquei e vi Babi ao meu lado, me abraçando e com a perna entrelaçada com a minha. Lembro-me de tudo o que aconteceu ontem e de como me questionei durante a tarde, para no fim acabar cedendo a ela de madrugada.
Não foi certo, eu sei, não devia ter cedido, não devia tê-la tocado, não devia ter entrado no quarto dela, não devia tê-la abraçado, não devia ter deixado que ela me tocasse, não devia tê-la fod*ido. Mas juro por Deus que, embora eu saiba que não deveria ter feito nada, aproveitei cada minuto que durou.
Embora não seja correto, gostei de tê-la assim, aceitando os meus ataques, tocando-se para mim, go*zando sobre o meu p*au e engolindo o meu leite como uma boa menina.
Estou doente.
Saio da cama, movendo-a um pouco para não acordá-la, mas ao ver a hora no meu relógio de pulso, noto o quão tarde está e resmungo.
— Querida, acorda, está tarde e você tem trabalho. Lembro a ela, balançando o seu ombro. Resmunga algo ininteligível e abre os olhos lentamente.
— Estou exausta. Admite. Sorrio involuntariamente, mas me recomponho rápido.
— Vamos, você não pode faltar. Declaro e saio do quarto dela. — Eu já vou! Grito para quem estiver tocando a campainha com tanto desespero e vou para o meu quarto para colocar alguma roupa. Pego uma calça de moletom e coloco uma camiseta básica, preta. Desci as escadas rapidamente e cheguei à porta, encontrando Tomy do outro lado.
— Senhor, bom dia. Cumprimenta. A lembrança dele beijando Babi no carro ontem vem à tona e eu franzo a testa.
— Bom dia, Tomy. Cumprimentei entre dentes. — O que você precisa? Questiono, me afastando para convidá-lo a entrar na casa.
— Queria falar com você sobre o que viu ontem. Ele solta. Pego ar e aponto para a cozinha. Ele caminha na minha frente e no caminho vou pensando em tudo o que aconteceu ontem à noite com a Babi.
— Eu vi o suficiente para saber o que vocês faziam, Tomy. Declarei, não querendo ouvir isso.
— Eu sei, mas não quero que ela me ache um covarde por ter ido embora em vez de explicar e deixar que Babi levasse toda a culpa. Não foi culpa dela. Fui eu quem a beijou. Assegura, sendo um homem e assumindo a responsabilidade.
— De acordo.
— E eu queria pedir permissão para continuar vendo Babi. Se ela aceitar, claro. Ele esclarece. Enruguei o rosto.
— Você quer sair com a minha filha, que é dois anos mais velha que você, Tomy? Pergunto como um m*aldito hipócrita, porque não me importou ontem à noite quando eu a fod*ia no quarto dela e pedia para ela me chamar de pai no processo.
Tomy engole saliva.
— Só faltam onze dias para o seu aniversário. Lembra-me.
— E se ela aceitar sair com você, durante esses dias quero que você mantenha as mãos longe, Tomy. Nada de tocá-la ou tentar algo mais, ok? Questionei, sentindo-me hipócrita novamente.
Estou proibindo um garoto próximo à idade dela de tra*nsar com a minha filha, mas eu tenho 39 anos e tra*nsei com ela ontem à noite. E Deus sabe que eu quero voltar a fo*der com ela.
Ne*go com a cabeça para o rumo dos meus pensamentos
— Sim, senhor. Ele aceita ao mesmo tempo, em que Babi entra pela porta da cozinha.
— Já estou pronta, papai. Informa, mas para bruscamente ao ver Tomy. Divide o olhar entre ele e eu para depois sorrir timidamente e se aproximar de nós. — Olá, tudo bem? Esqueci algo no seu carro ontem? Ela pergunta, recebendo o beijo que ele deixa na sua bochecha, me olhando de soslaio. Me afasto e pego um copo para servir um pouco de leite para ela, como todas as manhãs.
— Eu estava me perguntando se você quer que eu te leve para a cafeteria. Solta Tomy. Viro-me e entrego o copo a Babi, que o recebe, olhando-me fixamente nos olhos.
Sei que ela está lembrando do que aconteceu ontem à noite e está me pedindo permissão com o olhar para saber se eu concordo ou não que ela vá trabalhar com o Tomy.
Uma parte de mim, aquela parte egoísta que também não quer que ela vá para a cidade ao escolher uma carreira porque se afastaria de mim, essa parte se ativou mais depois do que aconteceu ontem, mas sei muito bem que diante do mundo sou o pai dela e ela é minha filha. Não posso retê-la comigo, nem ela pode querer ficar aqui por mim.
Ela deve fazer a sua vida normalmente, ter namorados e encontros, se*xo ru*im e bom, desiludir-se e apaixonar-se novamente. Tem que seguir sem mim. E o Tomy é um bom rapaz, um bom filho, focado em ajudar os pais e juntar dinheiro para a sua carreira. Um bom futuro o espero que ele saiba tran*sar e dar orga*smos a Babi.
— Posso ir, papai? Pergunta Babi diante do meu silêncio. Suspiro fundo.
— Vou pegar a minha carteira para você comprar o café da manhã na cafeteria. Informo e passo por um lado, mas a voz de Tomy me detém no lugar:
— Eu posso comprar algo para ela, senhor. Ele garante. Fecho as mãos em punhos e me viro.
— É minha filha, Tomy. Eu cuido das suas necessidades. Encerro e observo como Babi contém a respiração.
Sim, sim, eu sei, eu sou um m*aldito porque acabei de resumir nessa frase todas as suas necessidades. Mesmo quando ela precisa de orga*smos, até disso eu me encarrego desde ontem.
— Eu sei, mas você pode me deixar convidá-la para o café da manhã só desta vez. Ele sugere.
— Papai, já é tarde. Murmura Babi baixinho, quase como se estivesse tentando parecer tímida. Tímida depois de ter a minha pi*ca na boca ontem à noite e engolir o meu leite como uma especialista.
Parece descobrir os meus pensamentos porque cora levemente.
— Bem, já podem ir. Passarei para te buscar no trabalho na saída. Aviso para que Tomy não se adiante e Babi concorda. Caminha até mim quando Tomy se despede com um aperto de mão e segue o seu caminho:
— A minha boc*eta está doendo por sua culpa. Ela sussurra no meu ouvido, deixando um beijo na minha bochecha para o qual tenho que me abaixar muito, mas sorrio ao ouvi-la e saboreio os meus lábios, vendo-a sair de casa. Aproximo-me e vejo-a subir no carro do Tomy, acenando de um lado para o outro para se despedir de mim.
Sei que isso é o certo, que compartilhar com meninos próximos à sua idade é o certo. Devo estabelecer limites, mas como fazer isso?
Como colocar limites se eu já quero tê-la nua e ofegante para mim de novo?