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MEU RECOMEÇAR (Morro)

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intro-logo
Blurb

Depois de anos sofrendo na mão do seu Ex Namorado, sendo agredida por motivos que nem ela intendia.

Ela não aguentava mais ser torturada todo Santo dia, Qual era o problema? Era com ela? Ela não intendia o porque de tudo isso! Ela fazia tudo certo mais pra Juan parecia está tudo tão errado..

Sua única esperança foi fugir pra a casa do seu irmão, Deco, No complexo do alemão onde ele é Sub-Gerente.

Ate seus 14 anos sua vida era como digamos.. Perfeita, com os pais perfeitos!

Mais sempre a vida tem que dar um basta em tudo.

As 15 anos sua vida mudou completamente quando descobriu que os pais não era quem ela pensava que era e além de descobrir isso, Eles a chuta pra morar com uma tia drogada no Rio de Janeiro, Onde era melhor viver na sargeta do que ali.

Antes disso tudo acontecer sua mãe lhe insinou a não ser esnobe com as pessoas,Não é porque nasceu em berço de ouro que ela tem que tratar as pessoas como Lixo, Humildade em primeiro lugar sempre.

Nunca foi de ser grossa com pessoa alguma mais tem pessoas que ultrapassa o seu limite, Como grego, que além dela querer evitar, Adora fazer uma brincadeira.

Grego por onde passa deixa uma com o sorriso no rosto, Transmite alegria por onde passa, Quem vê pensa que ele é um cara bom que adora ajuda as pessoas.

Bom você está errado se acha isso

Grego além de ser do gênio brincalhão tem seus momentos.

Todos temos.

As duas coisas mais importante na sua vida é; O complexo e suas duas irmãs, Ama elas muito, Mais não livra elas de levar uns tapas.

Ele vira o demônio em pessoa quando está bravo ou estressado com algo.. [..]

Kaliana Mendonça, É a sua nova nova pretedente

Mais calma, Eles são so amigos no momento.

Por enquanto...

Ela so quer ser feliz novamente, Igual ela era quando tinha 14 anos, Onde não existia maldade no seu mundo.

Mais se ela aguentou durante 3 anos sendo agredida pelo seu Ex.

Porque não iria aguentar morar num morro?

Isso não é nenhum bicho

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Prólogo
Sexta-Feira, 05:18 Corro. Corro o mais rápido que conseguia, sentia minhas pernad latejarem de dor mas eu não ouso parar um segundo se quer pra respirar. Sinto os músculos fracos, a garganta seca e a dor se instala em todos meus membros. A cada gota de chuva que atinge algum ferimento em minha pele sinto a região queimar. — Quando te encontrar eu vou te matar, Kaliana! Seu grito me faz estremecer, me esforço pra correr mais e sair da suas vistas. Consigo atravessar a guarita do condomínio, os seguranças não me barram, ficam pra trás sem entender nada e não prestam nem pra pedir socorro. Corro em meio a avenida e me jogo no primeiro carro amarelo que vejo, franzo a vista pra enxergar a placa de taxista e me aproximo da janela. — Moço, por favor! Me deixa entrar, tem um homem..— olho pra trás afoita — por favor, me deixa.. — ele vê o desespero em minha face e libera a trava do carro, entro às presas no banco traseiro e ele não hesita em dar partida. Olho pela janela e vejo sua silhueta do outro lado da rua, me encolho no banco quando o vejo vasculhar todos os carros com o olhar, meu corpo treme e eu tento lidar com as lágrimas compulsivas que deixa meus olhos. Estou livre. Depois de anos vivenciando um relacionamento abusivo eu estou livre. Depois de anos de agressão psicólogica e física eu estou livre. — Por favor, me leva até a avenida Presidente Vargas, te passo o número quando chegarmos. Ele não procura mais assunto mas sinto seu olhar recai a mim a todo instante, está curioso pra perguntar mas prefere se manter calado. Retiro o celular do meu ventre e fito a tela, a fotografia da minha menina surge na tela e as lágrimas descem com mais violência. Minha menina, a anos esteve do meu lado vivenciando tudo isso. Com as mãos trêmulas, disco o número da Alexandra, ela atende no segundo toque. — Alex? — Alô, quem é? — Sou eu Alex, Kaliana. Tá acordada? Preciso falar contigo. — O que aconteceu, que voz é essa? Seguro o choro. — O Juan fez tudo novamente, Alex, eu..— não consigo me controlar — não dava mais pra viver desse jeito, ele não ia mudar, não posso ficar com alguém que além de traze riscos para mim pode fazer o mesmo com a minha filha, não dá pra confiar eu..— respiro fundo — Dei um fim nisso. Tô indo praí, arruma as coisas da Kalicia por favor. — Pra onde.. meu Deus como.. ele te agrediu de novo.. Jesus, pra onde você vai Kaliana? Você tem onde ficar, se você precisar.. — Não se preocupa, Alex, vou pra a casa do meu irmão. Tenho certeza que sou a última pessoa que o Deco gostaria de ver na vida mas eu não tinha pra quem recorrer. O caminho foi longo mas pude me acalmar um pouco, Alex acertou o pagamento para mim sem nem eu pedi, agradeço por isso, não trouxe nada comigo, nem documentos quem dera dinheiro. Desço do carro e Alex não disfarça o horror ao me ver, os cacos de vidro perfuraram minha pele, há marcas de arranhões por toda parte em meus braços e na parte traseira da coxa. — Aí amiga..— ela em puxa pra os seus braços, aceito o carinho e a abraço de volta, não sinto vontade de chorar, não sinto dor, não sinto absolutamente nada. Só um vazio intenso dentro de mim. — Fica essa noite, dorme um pouco, me deixa cuidar desses ferimentos. — Não posso Alex, ele sabe onde você mora, a essa altura ele já deve ter comunicado a polícia e se eu não correr ele é capaz de bloquear cada via do Rio de Janeiro com uma blitz atrás de mim. Sua alta fluência como delegado da polícia civil permite que ele tenha essa autoridades toda. Kalicia está sentada no sofá com um salginho em mãos, assiste a televisão despreocupada. — Oi mamãe. — Falo com ela, me aproximo e acaricio seus cabelos. — Olha mamãe, o macaquinho sabe falar. — Ela aponta pra a televisão, abro um meio sorriso, ela olha pra a televisão e depois olhar pra mim, seu olhar de repente muda — Mamãe tá dodói. — aponta pra o meu braço, abaixo o olhar e olho a região que sangra, levo a mão até o braço na mesma hora. — Sua mamãe só se machucou, nada demais. — Alex diz colocando um casaco a minha volta. — Vamos, pega ela, vou levar vocês de carro e não aceito não como resposta, não quero ta aqui quando Juan aparecer atrás de mim, vou ir pra casa da Arlete. Não recuso, pego na mão da Kalicia e a guio até o carro, espero Alex da partida e vou a guiando pelo GPS até o complexo. — É aqui? — Ela olha pra a rua m*l iluminada, balanço a cabeça — Você nao quer ligar pra alguém? Sei lá, um guia pra te levar até lá em cima? — Não precisa, daqui eu sei me virar. — Retiro o cinto e me viro pra ela, observo bem seu rosto e guardo na minha memória, não sei quando vamos nos ver novamente. A despedida é dolorosa, a trago para os meus braços e não quero soltar por nem um minuto, ela foi a responsável por me manter em pé durante anos, a única que me estendeu a mão pra me ajudar com a Kalicia, várias vezes quis desistir de tudo mas ela sempre estava ali pra me dar um esporro e me colocar na linha novamente. — Não perde contato, assim que possível me liga! — Vou ligar, prometo. Desço do carro, ajudo Kalicia a descer e inspiro fundo, o ar quente me abraça, olho mais uma vez pra a Alex antes de acenar para seguir rua acima. — Pela estrada a fora eu vou bem sozinha, levar esses doces para a vovozinha..—Kalicia cantarola animadamente ao meu lado. — Canta mamãe. Não respondo, estava atenta a minha volta, me perguntando em que momento iriam me abordar, não venho ao complexo a muito tempo mas sei que cada um dos bandidos daqui conhece a cara de cada morador de côr. Ouço um pigarrar alto, trago Kalicia pra o meu lado e olho na direção da voz. Um homem alto, magro e portando um fuzil gesticula um chamado. —... O caminho é deserto e o lobo m*l caminha aqui por perto..— Kalicia continua. — Fica quietinha filha, por favor. Ela estranha o moço, tanto que se cala imediatamente. — Tá perdida? — Não, tô procurando o Deco. Ele semicerra os olhos. — Tem nenhum Deco aqui não, mete o pé. — A Mari então? — Não tem ninguém aqui, mete o pé. Inspiro fundo. — Ele é meu irmão, sei que você conhece ele, também sei que ele vive aqui. — Mete o pé! — o tom de voz me faz estremecer, dou dois passos pra trás e Kalicia começa a chorar. — Calma filha..— me inclino e a pego no colo, isso não facilita as coisas, ela está assustada e sabe que eu tô assustada e isso resulta no seu choro. Engulo em seco e volto a subir a rua, ouço o garoto chamar minha atenção mas ignoro a voz, ele me xinga, ouço o ruído e logo em seguida ele agarra meu braço. — Pra lá. — ele me guia até uma viela, puxo meu braço com força. — Não encosta em mim não, faz favor. — Parceiro vai dá as caras, enquanto isso tu fica quietinha na tua. Ele me leva ate um barraco, sou posta lá dentro com zero gentileza, a porta atrás de mim de fecha e eu abraço minha filha mais forte. — Calma amor, canta com a mamãe.. Mais a tardinha, ao sol poente, junto a mamãezinha dormirei contente. — cantarolo a ninando, isso foi a acalmando. Fico nervosa quando os minutos vão passando. Faz tempo que não vejo o Deco, a última vez que nos virmos foi quando tivermos uma discussão feia, ele soube o que o Juan fazia comigo e insistiu pra eu largar, era recente e na época eu acreditava que ele poderia mudar. Isso foi antes da gravidez, antes do medo dele levantar a mão pra a nossa filha me dominar e me dar forças pra fugir. A porta do barraco é aberta, meu coração salta da boca quando o vejo atravessar a porta. Não mudou nada, continua o mesmo de três anos atrás se não for contar pela barba mais cheia, seu olhar é frio, tão frio que chega me assustar e temer que ele não me perdoe. Nós dois não falamos nada por quase um minuto inteiro. — Ela tá bem? — pergunta em um tom baixo, balanço a cabeça — e você? Abaixo a cabeça, não consigo fingir diante dele, não consigo olhar pra a sua cara de tão envergonhada. — Não vou falar que eu avisei, Kaliana, você sabia disso. — Sinto muito. — Não sinta por isso, sinta pela sua filha, ela que teve que conviver por três anos com um cara que só sabia agredir a mãe, um cara que não respeitava nem a própria filha. — Sinto tanto.. — Você largou ele? Afirmo com um aceno. — Levanta a cabeça pra falar comigo, se tu teve voz pra me enfrentar vai ter voz pra olhar na minha cara e pedir ajudar. Deco é um bom irmão, ele sempre foi bom demais pra todos da família mas o problema foi que ninguém soube valorizar a sua bondade, eu fui uma delas e a sua frieza é resultado disso. — Me desculpa por tudo que eu te disse naquela época, Deco, eu jurei que fosse ser diferente, que..— procuro pelas palavras — Não foi, ele voltou a ser o mesmo após o nascimento da Kalicia e foi um inferno por anos. Você não precisa me perdoar, não precisa me ajudar se não quiser mas ajuda a sua sobrinha, eu posso me virar por uns tempo mas não consigo cuidar dela nessa minha atual situação, só..só antiga ela. Não estava com muita expectativa que ele fosse me ajudar, ele já deixou bem claro o que faz com quem vacila com ele, a morte do nosso padrasto ainda está fresca na minha memória. — Eu vou te ajudar, Kaliana. — cruza os braços — Vou te ajudar porque eu não sou nenhum filha da p**a que nem tu pensa não, por mais vagabunda que tu tenha sido em voltar pra macho que só sabia te maltratar eu vou te dar um voto de fidelidade pra fazer diferente agora, fazer diferente por tu e pela tua filha mas eu só te peço uma coisa..— para bem perto de mim — Foco na tua filha e na tua vida. Se tu ousar se envolver com alguém aqui dentro, se render pra qualquer irmão meu tu tá fodida. Engulo em seco com a ameaça. — Isso deveria ser a última coisa que tu deveria se preocupar. — É, eu acho bom que seja. Ele começa a andar pra fora do barraco e eu o sigo, ele pede que eu suba na garupa da moto e eu coloco Kalicia entre a gente e dou partida. Ele me leva até a sua casa no alto da favela, a casa é cercada de muros altos com cercas elétricas e muros cobertos de arbustos, do lado de dentro é possível identificar vigias por todos os lados com fuzis até os dentes, prontos pra uma possível invasão. — Não deixa a Kalicia solta pela casa, armamento aqui dentro é pesado, tem fuzil em cada cômodo, depois peço pra Mari passar as regras pra ti. Concordo. Entramos na casa, Kalicia olha pra todos os lados cheios de curiosidade, quando vê algo diferente aponta e faz milhares de perguntas que eu não respondo. Do lado de dentro da casa, Mariana está caminhando de um lado pra o outro aflita, quando bate os olhos em mim suspira aliviada e leva a mão até o peito. — Aí Deus! Tá tudo bem com vocês, jesus, que bom! — Ela vem até mim e me envolve nos seus braços, Mari sempre foi carinhosa comigo apesar dos meus vacilos, ela é a alma boa do meu irmão, sempre tenta ver o lado de todos. O abraço é reconfortante, o toque é acolhedor e isso basta para mim. Deco me acolheu e Mari me recebeu com seus braços abertos, as poucas pessoas que eu podia contar não resitaram em me dar uma segunda chance e eu não podia ser mais grata. Maria não prolongou muito a conversa, imagino que tenha visto o cansaço em minha face. O quarto de hóspedes me recebeu feito um quarto de hotel, a cama abraçou a mim e a Kalicia com força, tanto que não quis levantar tão cedo mas me esforcei pra tomar um banho antes de adormecer. Abro o registro e entro embaixo do fluxo de água, quando sinto o jato cair em minha cabeça, automaticamente fecho meus olhos e sou tomada por lembranças dessa noite. Flash Black On — Onde tá a Kalicia? Desvio o olhar do livro em meu colo, a televisão está ligada e ele está parado a meio metro de mim. — Na Alex, ela quis.. — Por que você levou a minha filha pra casa de uma desconhecida? — Ela não é uma desconhecida, é a madrinha dela e... — Vai buscar ela. — O que? — Eu quero a p***a da minha filha em casa quando eu chegar do trabalho, ela tem família! Tem um pai, você passa a p***a do dia inteiro em casa, por que não cuida da sua filha ao invés de empurrar pra os outros criar? — Juan, ela queria ficar com a madrinha, eu não vi problemas nisso e.. — Ela tem três anos! Não tem vontade própria, não tem p***a! — Ele arremessa o copo em suas mãos na parede, estremeço dos pés a cabeça. Me levanto quando reconheço que ele havia tido um dia estressante no trabalho e pretendia descontar em mim. Sigo até o quarto mas não consigo dar dois passos até sentir suas mãos nos meus braços. — Ta dando as costas pra mim por que c*****o? Eu parei de falar por um acaso? Ele me empurra, o empurrão faz eu me desequilibrar e cair sob os cacos de vidro. — Qual a p***a do seu problema? Já falei várias vezes pra você deixar seus problemas na rua! — Tento me levantar mas ele vem na minha direção, se abaixa do meu lado e segura meus cabelos. — Você é a p***a do meu problema Kalicia! Empurro seu corpo com força, me levanto e olho pra ele irada. Não dá mais pra continuar assim. — Eu sou o seu problema? — Rosno — Quer uma solução? Me larga! Não, quer saber eu vou te largar! Eu não aguento mais esse inferno de vida, você se tornou um homem deplorável com o passar dos anos, eu não quero mais olhar pra a tua cara nunca mais. — Aé sua v***a? — Ele vem até mim, corro pra longe quando ele tenta me acertar, ele corre atrás de mim e eu apresso o passo até a cozinha, mesmo assim ele consegue me agarrar e me joga contra a pia, ele ergue a não e eu tento me esquivar do tapa mas ele me segura com uma mão e me estapeia com a outra. — Fala de novo que me acha deplorável, fala que a minha mão tá coçando! Ergo meu joelho e acerto o meio das suas pernas, empurro ele contra a ilha e meto só um na sua cara, não satisfeita chuto seu p*u novamente e corro até a saída da cozinha. A última coisa que ouço antes de sair porta a fora é o seu grito de dor e o alarme eletrônico. — Porta dos fundos aberta Flash Black Off Afasto esses pensamentos, fecho o registro e me enrolo em uma toalha pra sair do banheiro. Retorno para o cômodo e encontro Mari trocando Kalicia, substitui suas roupas por peças mais leves. — Trouxe um shorts e uma camiseta minha pra você. — Obrigada. — Agradeço sem jeito, pego a peça e não demoro a vestir. Além das roupas ela me ofereceu medicamentos pra dor de cabeça, deduziu que eu estivesse e não errou, além de diminuir a dor os medicamentos me ajudaram a dormir a noite inteira. (•••)

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