Capítulo 6

1031 Words
— Eu disse tio Tom, que o senhor ia perder — Me desculpa, princesinha. Eu acabei me distraindo, amanhã eu compro dois pode ser? — meu amigo pedia com as mãos juntas para minha filha que estava com um grande bico nos lábios, e eu acabei cortando a conversa dos dois. — O que está acontecendo entre vocês? O que foi, meu bebê? — perguntei sentando-me no sofá e ela vem para perto de mim, eu a abraço e ela retribui abraçando o meu pescoço —O tio Tom é um chato, passou o filme reclamando dizendo que já tinha assistido muitas vezes e estava enjoado.— reclama ela — Ei, sua anã de jardim! não coloque a culpa toda em mim não, viu?! Em minha defesa, você disse que era um novo filme — Se o senhor não demorasse tanto depois de ficar esperando para comprar pizza, nós não teríamos perdido. — Chega vocês dois, vá tomar banho para jantar Mirelly, eu acabei de fazer o seu jantar especial — Obrigada, mamãe. — Ela sobe as escadas correndo — Não corra nas escadas, Mirelly.— grito para ela que pede um desculpe mamãe. — Tá tudo bem, Ayla? Estou te achando um pouco estranha — Não vou mentir para você dizendo que estou cem por cento bem, pois a Sophia acabou falando que assinou um contrato com a empresa do Vincenzo e ele exigiu o CEO para cuidar de tudo pessoalmente e como eu não posso ir você vai no meu lugar. — O que? Você tá brincando né? — Não, não estou — Então porque você não vai, Ayla? Ele nem sabe que a AT Company é sua. — Eu sei, mas eu não quero ariscar. Com certeza ele conseguiu seguir a sua vida e eu infelizmente fiquei parada no tempo — Mas você sabe por que, não é? Uma parte disso é culpa sua, que não deixou ele se explicar, e agora vive assim, fazendo teorias loucas na cabeça. — Chega! Eu não quero mais falar sobre isso, sua mulher está cuidando da viagem, então qualquer coisa você fala com ela. — Digo e ando até a cozinha, coloco os pratos na mesa. Eu sei que errei, mas não precisa ter ninguém me falando o tempo todo, isso já machuca por si só. — Mamãe, cheguei e estou com muita fome. — Ajudo ela a sentar na mesa e sirvo ela com a entrada — Você não vai jantar com a gente? — Bem que eu queria princesa, mas tenho que ir buscar a tia Sophia na empresa. — Tudo bem, mas fica me devendo — Tá certo, tenha um boa noite — O senhor também, diga a tia Sophia que mandei um beijo. — Pode deixar, tchau baixinha — tchau. — aceno com a mão e ele vai embora, e começamos a jantar nos duas. — Nossa mamãe, a sua comida está muito boa — Claro, tem que estar mesmo, eu fiz com muito amor para você.— falo sorrindo e ela retribui. Continuamos o jantar com ela me contando como foi na escolinha e depois que terminamos, coloquei a louça suja na pia e fomos para o andar de cima, escovamos os dentes e nos deitamos na cama para dormir. Ela quase sempre vem dormir comigo alegando ter medo de ficar em seu quarto sozinha, e eu não me importava, pois fico muito feliz por estar com ela ao meu lado e quando já estava quase pegando no sono, sinto Mirelly ficar se mexendo na cama. — O que foi, My?— chamo ela por seu apelido — Não consigo dormir, mamãe — Por quê? Conta pra mãe — Sexta-feira vai ter uma apresentação na escola e a professora disse que era para levarmos nosso pai, e eu estou muito triste. Por que o papai não está aqui pra ir comigo? Por que ele não volta logo mamãe? —Sento-me na cama e acendo a luz do abajur e vejo o rostinho da minha filha coberto de lágrimas, puxo ela para sentar-se no meu colo e limpo suas lágrimas. Quando ela nasceu que começou a falar e perguntava pelo pai, eu acabei dizendo que ele estava viajando a trabalho, mas infelizmente o dia para ele voltar pra casa não acontecia e Mirelly começou a achar que é porque ele não gosta dela, e agora eu não sei o que fazer para amenizar tudo isso. — Não chore, meu bebê! Você pode levar seu tio Tom, o que acha? — Mas não é a mesma coisa, eu queria que fosse o papai. — ela fala ainda chorando. – Eu nunca o vi, ele não me ama mamãe? — Ei, não pense besteira. Já está tarde, eu vou te dar uma foto dele e você vai dormir tudo bem? Amanhã podemos conversar sobre isso. — Sério? — Sim, toma. — Entrego a foto que pego dentro do meu criado mudo e ela abre um grande sorriso na hora. — Mamãe, ele se parece comigo. — Ela fala toda feliz, como se não estivesse chorando a segundos atrás — Sim, até demais. — Digo e nos aconchegamos mais uma na outra e ela acabou dormindo logo em seguida abraçada com a foto que eu dei, e eu tento fazer o mesmo torcendo para ela esquecer esse assunto no dia seguinte. (...) No outro dia pela manhã, acordo primeiro que Mirelly, deixo ela dormindo e vou para o banheiro, faço minha higiene matinal. Depois que estou pronta para as tarefas do dia, recebo uma ligação da minha irmã, e desço para a cozinha para fazer o café da manhã enquanto falo com ela. — Oi Júlia, tudo bem com você? — pergunto alegre — Oi Ayla, tá tudo bem comigo sim, cadê a minha sobrinha linda? — Está dormindo ainda, o que aconteceu para você estar me ligando assim tão cedo? Pois você não é muito de fazer isso. — Pergunto desconfiada — Então minha irmã, aconteceram algumas coisas aqui e papai pediu para eu não falar com você sobre isso, mas sei que você é a única que pode nos ajudar. — O que aconteceu, Julia? Eles estão bem?
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