Capítulo 5: Romeo

1126 Words
(10 Meses Antes) Carmem tirou peça por peça do uniforme até ficar só de calcinha e sutiã. Eu estava correto. O corpo dela era uma escultura para os olhos de qualquer um que a visse, fosse homem ou mulher. Os ombros eram bem definidos e os s***s fartos eram perfeitamente amparados pela renda escura. A cintura fina emoldurava um abdômen liso, e o espaço entre as coxas era um convite óbvio para prender a atenção. Mas eu me mantive focado nos olhos dela. Pérolas negras me avaliando, querendo saber os meus próximos passos. Não paramos para refletir se aquilo era inapropriado ou não para um patrão e sua criada. Aquilo não deveria estar acontecendo, e ainda assim, eu queria e planejei para que assim fosse. Só não esperava que ela colaborasse tão bem. — Então posso escolher o que eu mais gostar? — Carmem perguntou, avançando para a cama. — Certamente. É essa a intenção. Ela se curvou sobre o colchão para alcançar os cabides. — É mesmo, signor Romeo? E como está a sua visão? Encarei a b***a dela descaradamente, o tecido da calcinha esticando. — Perfeita. Mas ficaria melhor se empinasse mais. Ela pegou um vestido azul-marinho e ajeitou a postura, virando-se para mim. — Gostei desse, mas acho que não caberá em mim. Afinal, o senhor não sabe o meu número. Sorri, cruzando os braços. — Eu sei que você é pequena. Experimente. Carmem me lançou um olhar malicioso que eu não sabia que ela podia dar. — Vamos fazer o seguinte. Para cada vestido que não couber em mim, o senhor tira uma peça da sua roupa. Inclinei a cabeça. — Proposta... interessante. É um jogo, então? — É abuso de poder e assédio — ela rebateu, o tom leve. — O senhor forçou sua funcionária a tirar a roupa no seu quarto para vestir seus presentes. No entanto... acho que o senhor dificilmente acertaria o tamanho das minhas roupas. Então sim, agora é um jogo. E o senhor vai sair pelado. — Você tem tanta confiança assim no meu fracasso? Assim me entristece. Dei um passo na direção dela. — Quanto ao assédio, eu mato homens e depois janto sem pensar mais no que fiz, durmo como um anjo. A signorina não entra no meu quarto esperando que eu tenha algum senso de moral e a trate bem, certo? Todos os criados sabem o que somos, e somem do nosso caminho quando estamos com as mãos sujas de sangue. — Dorme como um anjo e vive como um demônio — ela murmurou. — Eu sei como funciona a família Rossi, signore. O cinismo dela era fascinante. — Excelente. Vou ser bonzinho com você. Aceito o seu jogo, tirarei minha roupa a cada vestido que não couber em você, mas vou observar bem de perto para ver se coube ou não. E tem mais, a minha regra. Se pelo menos um dos vestidos couber perfeitamente, você irá jantar comigo usando o mesmo vestido. E mais nada por baixo. Carmem piscou, parecendo preocupada pela primeira vez na conversa. — O quê? Mas senhor... o Capo jantando com uma empregada... isso não vai ser bem visto. Vão me expulsar, ou pior. — Será um jantar a sós. Não se preocupe. Você já escolheu o primeiro vestido, teste-o. — Sì, signore. Ela vestiu o azul-marinho. Aproximei-me, circulando-a para ver o caimento da peça. — Como eu disse, não é o meu número — ela apontou. — Ficou frouxo. Cheguei mais perto e a segurei pela cintura, puxando o excesso de tecido para trás. Ela ficou tensa. Quase consegui ouvir a criada engolir em seco com o toque das minhas mãos. — Verdade. Tire-o, então. Ela se afastou um passo de mim e olhou para cima, buscando os meus olhos. — O senhor primeiro. Dei de ombros e sorri, encarando-a enquanto tirava a minha camisa. Eu tinha tirado o paletó e a gravata antes de ela chegar no quarto. Se não tivesse feito isso, teria mais roupas para vencer a aposta. Agora me restavam apenas meus sapatos, calça, cinto e a minha cueca. Porém, eu sabia que, mesmo se eu não acertasse o número dela nenhuma vez, aquele nosso acordo secreto iria compensar. Tive certeza absoluta quando a peguei olhando para o meu abdômen definido. Ela se virou rapidamente, tirou o vestido e projetou a b***a para trás mais uma vez para pegar outra peça. — Odiei essa cor — ela ergueu um vestido amarelo. — Mas como eu tenho certeza de que não vai caber, vou logo usá-lo. Dito e feito. Pelo menos ela pareceu decepcionada quando eu tirei apenas os sapatos e as meias, que ela insistiu que contavam como um calçado só. Ela retirou o amarelo e escolheu outro, um tom creme feito de seda fluida. — Eu jamais usaria isso. — Escolheu, tem que testar — avisei. — Se não me engano... esse é daqueles que não se usa sutiã. Ela me olhou como se eu tivesse planejado aquilo. E de fato eu tinha. — Vai em frente, eu já estou sem camisa. — É que está frio, signore... vai insistir mesmo? Cruzei os braços. — Tira o sutiã. Agora. Ela deu de ombros. — Tudo bem, então. Fiquei sem voz quando ela virou de costas e tirou o fecho do sutiã, cobrindo a frente do corpo com os braços em seguida. Ela deu uma piscadela por cima do ombro e vestiu a seda creme sem que eu espiasse os s***s dela nenhuma vez. — Muito inteligente, signorina Carmem. Ela colocou as mãos na cintura. — Ficou frouxo também. Tire suas... Antes que ela terminasse de falar, o tecido escorregou pelos ombros. Carmem tentou segurar, mas suas mãos o detiveram tarde demais, parando o decote na altura do umbigo. Os s***s dela ficaram completamente expostos. O seu olhar chocado disparou na minha direção, mas o meu estava preso no efeito que a nudez dela produziu no meu próprio corpo. Os s***s subiram e desceram com a respiração curta. Os m*****s estavam endurecidos e rosados na luz do quarto. Eram lindos. O sangue começou a descer pesado. Senti o formigamento do meu p*u despertando, expandindo e endurecendo contra o zíper da calça. Em poucos instantes, ela notaria a minha excitação. Carmem deixou o vestido cair até o chão e cobriu os s***s com os braços cruzados, o rosto queimando. — Eu não quero mais brincar — ela recuou, a voz falhando. — Vamos encerrar por aqui. Deixe-me ir, por favor. Eu sorri. No fim, ela ainda era uma jovem criada tímida. Quando as coisas ficavam quentes de verdade, ela recuava. — Você não vai a lugar nenhum. Avancei sobre ela, puxei-a para mim e tomei seus lábios em um beijo selvagem.
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