Ri é algo muito bom principalmente a caminho da morte certa, meu nome é Mark, E eu vou conta pra vocês minha história...
Primeiramente esse cara parecia um apresentado de teatro de rua, ele fala muito e acena para as poucas pessoas que viam a cena com certa alegria, apesar do frio e da neve que caia no lugar.
Com um movimento de cabeça, uma cena que faria até meu sensei ri, acerto o falador que cai estrebuchando no chão manchando de vermelho a neve. Mesmo com a tontura por conta da cabeçada consigo ri , até mesmo apanhando o riso vem talvez você me ache louco mas depois de tudo que aconteceu nas últimas semanas minha vida parecia uma piada de qualquer forma.
Ainda um pouco tonto sou arrastado para a frente, sangue pingando da testa e manchando o trapo que os prisioneiros usam. Fecho meus olhos esperando o homem falar, palavras essas que não veio o que veio foi um barulho, e junto uma dor do meu corpo indo ao chão, o ar frio de antes sendo substituído por um calor repentino, abro meus olhos e vejo a multidão correndo de um lado para o outro em pânico, a maioria caindo de cara no chão, quando penso em corre sou arrastado por mãos pequenas, mas fortes mais uma vez vou ao chão rolando escada a baixo com um anão que pesava muito pro tamanho, mais pelo menos longe do dragão e da morte certa.
- Vamos fugir enquanto o dragão ataca, essa é nossa chance de sai daqui - o anão fala
- Claro anão porque você sabe como sai daqui? Ou seu plano é sai bolando pelas escadas do reino?
Ele parecia ser debochado então ia entra na pilha também.
- Olha cara um obrigado seria bem-vindo, e sim toda masmorra são construídas da mesma forma, todas tem uma saída subterrânea agora vem.
Eu tinha esquecido que os anões eram aliados de Stomalack também. Os anões eram pouco conhecidos pelos elfos, era difícil um elfo que não fosse forasteiro ou viajante ver anões, e os poucos que eu tinha visto foi em missão diplomáticas com meu antigo mestre. Esse tinha pouco mais que um metro e meio, seus cabelos eram cor de ferrugem, assim como sua barba que tinha pelo menos dois dedos abaixo do queixo, no seu braço esquerdo havia uma tatuagem, que com a pouca luz do lugar era impossível distinguir o que era.
- Melhor procura algo pra arrancar essas amarras – falo mostrando as mãos.
Esperei uma resposta bem debochada mais se ele ia fala algo desistiu. Eu me adentrei mais na estalagem e nem percebi quando dois guardas entraram correndo.
- Ora, olha isso recruta dois presente pra gente, talvez sejamos recompensado matando eles o que acha? - O guarda parecia se de uma classe bem baixa e pouco estudado, o sotaque na voz não deixava dúvidas de que ele não era da cidade.
Não tivemos muito tempo para conversa.
O tal do recruta veio em minha direção um pouco mais cauteloso que o amigo, que foi correndo desferindo socos e chutes no anão. Ambos estavam desarmados, o que não seria problema se eu não estivesse com minhas mãos amarradas. Me concentrei só no meu adversário que mesmo sendo recruta tinha mais senso de luta que o parceiro. Eu só tinha meus pés livres, então só me restava desvia como podia.
Eu conseguia senti a magia voltando ao meu corpo aos poucos, parecia que o feitiço tinha um tempo de vitalidade, eu só precisava de uma pequena a******a agora, com o canto do olho eu vi o anão caindo e o brutamontes rindo, fiz a mesma coisa que tinha feito com o falador acertando em cheio o nariz do recruta, que caiu no chão rolando. Espantando a tontura virei e coloquei minha mão no chão, e rezei mentalmente para que funcionasse, eu esperava está certo com relação ao feitiço.
- SCUGA CONTROLL - falei baixo
Sentir um formigar na mão o que significava que minha magia havia retornado, logo uma sombra saindo dos meus dedos avança encontrando a sombra do brutamontes o paralisando, quase que imediatamente.
- Que d***a arg. que bruxaria você fez comigo anão? - Os gritos fazem o recruta se levanta ainda tonto.
- Vai anão acaba com isso.
Eu grito sentindo o controle escapa pelos meus dedos, por sorte o anão entende o recado e no mesmo instante ele acerta o brutamontes com um chute nas bolas, fazendo-o urrar de dor e cai de b***a no chão. Antes que eu tivesse tempo de ficar feliz sinto um encontrão na bochecha e deslizo pelo chão. Sinto sangue no canto da boca, ainda tonto pelo esforço vejo o anão acertando com um porrete a cabeça do recruta, do outro lado um brutamontes caído se contorcendo de dor, a cabeça do recruta estava sangrando, já o brutamontes babava de tanta dor, de alguma forma tínhamos saído vivos daquilo.
- Vamos cara, levanta pode ter mais deles - sou ajudado a levantar ainda tonto.
- Eles devem ter alguma faca precisamos das mãos livres se aparece mais – falo tocando o machucado no rosto.
Ele vai até o recruta desmaiado e acha uma faca que mais parecia um canivete, corta nossas amarras, nós viramos bem a tempo de ver o brutamontes se levantar e correr ou melhor tenta correr, o anão rapidamente joga a faca acertando em cheio a cabeça do guarda, que dá mais um passo até cair com um baque s***o no chão, a lamina da pequena faca tinha entrado até o cabo na nuca do homem.
- Belo tiro, sou Mark - falo estendendo a mão.
- Obrigado, Sou ITZ.
Nos cumprimentamos, e corremos pelo corredor m*l iluminado por tochas e alguns lampiões velhos, parecia que ninguém usava ali a algum tempo, no chão tinha ratos e o cheiro de urina estava forte.
Tinha sido apenas uma batalha contra dois guardas mais nosso estado dizia que tínhamos lutado contra uns 10, meu rosto sangrava ainda não tinha concertado a respiração, já o anão segurava a lateral do corpo enquanto corria, seus braços também tinham cortes e hematomas, talvez de quando foi preso.
Agora esse cara que estava fodido tanto quanto eu era meu aliado pelo menos até sai desse reino, uma amizade bem estranha no nosso mundo, mas...