Entramos em alguns corredores até chega em uma sala bem grande, onde parecia ser uma dispensa, com alguns mantimentos na prateleira, (metade podre e a outra metade os ratos devorava) nas paredes algumas tochas o que nos ajudou a se locomover pelo lugar. Depois de escapa vivos dos guardas falamos um pouco descobri que ele é mago e como ele paralisou o guarda. Pelo que entendi foi entregado pelo povo dele aos Stomalack, algo que acusaram ele injustamente. Bom quem sou eu pra julgar, eu estava na mesma e até agora ele me ajudou.
- Então anão achei algumas roupas velhas e uma espada enferrujada pega – ele fala jogando a espada pra mim.
As roupas estavam em estado de decadência mais era melhor do que o trapo que nos deram, já a espada estava amassada na ponta e quase toda marrom de ferrugem, a movimentei e só então percebi a saudade que estava de treinar, a espada tinha um equilíbrio h******l mais serviria, pelo menos para passa um tétano. Olho para a frente e o elfo segura uma espécie de bengala.
- Isso vai servir de algo?
- Bom eu não sou bom com espadas mais uma paulada no saco serve.
Eu não imaginava que os elfos seriam assim, na minha cabeça seriam pessoas que viviam com cervos, já esse as vezes falava que nem um velho anão, tirando a parte que ele parecia bem culto.
m*l terminando de nos equipa quando ouvimos um barulho vindo do corredor oposto, e de lá saiu 3 guardas armados com espadas e maças, por sorte não vestiam mais que o uniforme de pano. Dava para ver mesmo de longe que eles estavam correndo do dragão pro, nosso azar que também estávamos.
- Malac, se nos pegarem estamos ferrados – um dos guardas talvez o mais novo disse se tremendo de medo.
- Cala a boca recruta ou tu quer minha espada no teu bucho? – O que parecia ser o líder empurra a espada na barriga do colega até mancha de sangue.
- Nosso dia de sorte chefe olha ali – o terceiro guarda viu a gente e saímos do esconderijo.
- Olha anão tem 3 fujões aqui, os soldados mais fortes blá blá blá, não passam de uns covardes – o elfo fala zombando.
- Tá tirando elfo? – O líder fala apontando a espada pra nós.
Eu já me preparo pra luta o tal de Malac corre com espada em punho, eu entro na frente do elfo, Malac tenta me acerta a cabeça, eu esquivo com facilidade acertando a coxa de Malac, fazendo um pequeno corte, deixando ele espantado como se pensasse que pelo meu tamanho eu não soubesse usa uma espada, ou apenas pensasse que era impossível aquele pedaço de ferro tivesse algum corte (até eu fiquei surpreso com aquilo mas não ia fala em voz alta). Com o canto do olho vejo o elfo fazendo uma brincadeira de pegue o rato no meio dos armários. Meu erro foi fica muito tempo olhando recebo um soco no rosto, cambaleio para traz e mais por instinto do que por habilidade levanto minha espada defendendo o golpe que veio forte me empurrando pra traz. Consigo contra-atacar fazendo um corte mais fundo no joelho desprotegido de Malac, dessa vez causando mais estrago, fazendo ele larga a espada no mesmo momento em que cravo a lâmina da minha em seu tórax até o cabo.
Olho para o lado e vejo que o elfo está cercado, tento puxar minha lâmina que está presa, desisto e pego a caída no chão e a arremesso, errando por pouco mais distraindo os guardas tempo suficiente, pro elfo grita.
- ISBOLL – logo após fala isso as mãos do mago ficaram brancas e flocos de neve surgem no formato de esfera, ele lança em um dos guardas, o jogando longe com o impacto, congelando a parte de cima do corpo do guarda no chão. Assustando o outro guarda que tenta fugi.
- ISBOLL – mais uma esfera de gelo só que dessa vez sendo acertada nas pernas do guarda o fazendo cair de uma forma f**a.
Corro pego sua espada e finco no peito, me agachando para recupera o fôlego, mesmo eu achando que não havia necessidade disso já que na queda o joelho do homem tinha sido quebrado.
- Porque não usou essa magia antes? Poderia ter congelado os outros dois guardas ou a carruagem.
- É difícil de explicar, mas toda minha magia tinha sido bloqueada com um feitiço.
- E como você usou agora? – Sempre quis entende como funciona magia, poucos anões nascem com o dom.
- Bom nascemos com a magia no sangue mesmo que for arrancada de nós com o tempo ela volta, parece que o feitiço tem um tempo de validade, ainda bem que o dragão chegou, agora só perco minha magia quando eu morrer, claro eu ainda não consigo usar tudo que eu sei.
- Tá, mas e porque não usou lá em cima? Para fugi?
- Já é difícil lutar sem um cajado para canaliza magia agora usa com as mãos amarradas a dificuldade aumenta 100%, e lá em cima era eu contra uns 20 soldados? E eu só senti minha magia voltando quando entramos nessa masmorra. Melhor a gente continuar.
Falando isso corremos para o próximo cômodo. Corremos por mais alguns corredores até chega em um túnel, que parecia ser o esgoto mais não um esgoto utilizado por pessoas e sim por ratos, talvez aquela masmorra não fosse utilizada como prisão a vila só servia para enforcamento mesmo, aquela era uma vila esquecida pelo império mesmo.
Ao que parecia a quase um quilômetro havia uma luz natural, você deve estar pensando que isso é bom, porém tinha um problema conforme corríamos víamos cerca de 6 guardas na boca do túnel. Olho pro lado e o elfo já prepara outra bola de gelo, sinto o frio na lateral do corpo então preparo minha nova espada e fico um passo na frente do elfo.
Na boca do túnel os guardas perceberam nossa chegada, mais aí já era tarde demais, com um zumbido o primeiro é recebido com uma bola de gelo no peito, derrubando outro guarda na queda, o elfo preparava outra esfera enquanto eu aparava o golpe do guarda mais próximo, trocando alguns golpes, mas a luta estava complicada por causa do espaço e da diferença numérica, eu tinha derrubado mais 1 e o terceiro vinha pra cima.
Mesmo eu e o elfo não se conhecendo em batalha estávamos fazendo um bom trabalho combinando golpes um fechando a retaguarda do outro, era nítido que ele tinha sido treinado não só em magia, mas em combate a média distância também, desviando de golpes que outros aprendizes teriam sido acertados. Mais nem tudo era flores, O elfo estava certo quando disse que a dificuldade sem cajado aumentava, ele errou mais 2 bolas de gelo e acertou uma só que na perna, aproveitei pra arrancar fora deixando um guarda manco, manchando a agua de esgoto com mais sangue, os gritos de dor ecoando pelo esgoto, mais isso foi um erro porque recebi um corte profundo no braço da espada, fraquejando um pouco a mão e quase a derrubando.
Eu já estava cansando quando o elfo tem uma ideia.
- Vai para o canto – estávamos ombro a ombro, restavam apenas 3, escuto ele e pulo, saindo da água de esgoto.
Cerca de 3 segundos depois um clarão de luz acerta o chão congelando os últimos 3 guardas, fazendo uma espécie de tronco de árvore feito de gelo que ia do chão até o teto, quase 3 metros de um pilar glacial. Os guardas ainda estavam vivos haviam pernas e braços pra fora do gelo, pareciam um picolé gigante mas ainda estavam vivos e não tínhamos tempo, para finaliza e eu nem sabia se teria como.
- Melhor corremos, o gelo talvez não segure por muito tempo. – Enquanto falava isso vejo suas mãos brilhando em verde.
- CURA PRIMARIA.
A princípio não senti nada, mais segundos se passaram e eu senti os ferimentos do meu corpo se fechando e ficando só o sangue seco, não só isso mais senti que meus músculos antes frios agora estavam quentes, e renovados até o furo no braço estava se fechando.
- Bom eu não consigo fechar por completo esse rombo no seu braço mais acho que você não vai morrer de sangramento.
Falei obrigado e saímos, a claridade incomodando um pouco. Ao longe dava pra se ouvi o som do que parecia ser uma guerra, fogo subindo ao céu e a silhueta de um dragão ao longe, entramos na floresta quando o sol descia...