Problemas na viagem

1857 Words
Itz Eu ainda nem acreditava no que tinha feito. No caminho de volta Mark me contou da luta pelo seu ponto de vista, se fosse qualquer outra pessoa teria pensado que ele era um puxa saco pela forma que ele falava. Segundo ele eu parecia um redemoinho vermelho de destruição, eu não lembrava de nada a única coisa que eu sabia era que meu copo todo doía, mesmo com a cura meu corpo parecia que ia derreter, e eu tinha certeza que quando eu deitasse ele derreteria por completo, meus músculos ardiam mesmo tempos depois da luta. Graças a isso levou mais tempo que o necessário para voltarmos. - Está aqui a prova que terminamos com o problema - mostrei a bruxa para o comerciante. Que se assustou quando viu. - O d***o é ainda mais f**o vendo de tão perto – ele estava ficando verde. - Nossa recompensa ainda está de pé ? - Sim anão, só que o próximo barco só sai amanhã, vocês podem dormi na estalagem mais a frente, pega tome diga que eu mandei - ele entrega um cartão com o número 2. Deixamos os restos da bruxa ali mesmo e seguimos adiante em direto a estalagem, só em pensa em uma cama meu corpo entrava em êxtase, por alguns segundo a dor se fora deixando a sensação de alivio, mas isso não durou muito. A estalagem não era muito maior que uma taverna, mas o lado de dentro era bem aconchegante e quente, além de ter um cheiro delicioso de cozido e cerveja, o que fez meu estomago ronca. Estava até que movimenta por também se trata de um restaurante, já a parte do bar estava mais vazia. Quando chegamos no balcão uma mulher corpulenta fala com a gente. - Boa-noite – disse entregando o papel que o velho deu. O sorriso de antes ficando menor conforme olhava o papel - Então Uxer mandou vocês, pois bem me siga. Ela levou a gente por um corredor que continha apenas uma porta com o número 2 gravado. - Pode entra irei manda alguém trazer a refeição. Dizendo isso ela saiu, o quarto tinha dois colchões e um banheiro, roupas de camas e aventais de empregados, algumas caixas e outras bugigangas, era um quarto de serviço mais era melhor que nada, só em dormi no colchão já era ótimo sem conta que ainda teria um rango, o elfo colocou o livro e o cajado na cama mais próxima e foi para o banheiro só ouvi o som de água. Banho como eu precisava disso, ouvi batidas na porta. - Boa-noite senhor aqui está o jantar – uma moça fala, ela tinha um sorriso lindo, com sardas em baixo da orelha, cabelos escuros e olhos claros, ela vestia um avental e vestido antes que eu ficasse babando peguei a bandeja que ela segurava e dei um sorriso. - Obrigado senhorita. Ela sorriu e saiu me deixando babando sozinho na porta, não demorou muito Mark saiu do banho ele usava uma roupa velha de empregado, uma calca e blusa, tinha outra muda de roupa na cama a peguei e entrei no banheiro. O banheiro era pequeno só tinha espaço para fica de frente ou de costas para a porta, se esticasse muito o braço já sairia do banheiro. A água não era quente mais servia, assim que começou a cai no corpo me senti revigorado meus músculos se acalmando, por min ficaria ali mais tempo, mas meu estômago pediu comida então logo eu também sai, Mark comia e Lia o livro, devorei meu sanduba e capotei. Acordei com batidas na porta, e a voz do comerciante nos chamando para zarpa. - você ia me deixa dormindo? – Pergunto bravo pra um elfo já pronto. Claro que não anão. Quando eu ia responde mais uma batida essa mais urgente, me arrumei correndo peguei a espada e saímos apresados. Tanto eu quanto o elfo usávamos a mesma roupa, a diferença era que eu tinha arrumado um sinto e improvisado para prende a espada, já o elfo tinha improvisado um manto, com panos que tinha no quartinho. O barco era pequeno, a capacidade de umas quinze pessoas mais o menos, por fora era revestido de aço, era movido a carvão um dos combustíveis mais acessíveis, não era o mais rápido nem o mais seguro, mas era o mais barato. No geral parecia um bom barco para a viagem. - Se tudo der certo estaremos chegando em Skelton ao anoitecer – disse o capitão a todos no barco. Ele era de longe a pessoa mais bem vestida naquele lugar, seu conjunto branco perfeitamente engomado dava um ar de superioridade. Sem muita cerimônia partimos, fora o capitão tinha mais 7 comerciantes e mais ao fundo 2 homens viajantes, era uma tripulação até que comum, dizem que antigamente naquela regiam aventureiros recebiam por trabalhos, assim como eu e o elfo tinha feito. - Tinha algo interessante no livro? – pergunto ao elfo que estava olhando pra água enquanto franzia a testa. - Pra fala a verdade sim legíveis são três, estou praticando um deles, mas com o barco em movimento é difícil. - O que essa magia faz? Mais gelo? Tipo uma nevasca? - não, se eu entendi direito e uma espada de vento ou algo parecido com isso, a bruxa tinha uma letra h******l, além de não saber desenhar, mas pra quem não é atacante físico vai ajuda muito – ele fala, parecia que fala sobre magia tinha tirado o interesse dele pela agua. - Quer rouba meu cargo de guerreiro ? - Não chorão, mas você tá mais pra bárbaro pouca disciplina e muita brutalidade, olha aqueles dois no canto tem algo sombrio neles, estou sentindo uma aura negativa – ele fala apontando para os dois viajantes. Eles estavam mesmo bem deslocados no meio dos viajantes mesmo para aventureiros, antes de completa meu raciocínio o barco dá uma inclinada para o lado, olho para a parte de traz e vejo que um dos homens sumiu já o outro tira sabe lá deus de onde um porrete encrustado do que parece ser rochas negras. - O outro cadê – eu grito tentando fala mais alto que a multidão, que se espalhava gritando. - O outro está usando algum tipo de feitiço que controla o rio – o elfo fala, com a voz mais calma do mundo. - VOCÊS SE PREPAREM PRA MORRER – O bárbaro grita e sai correndo em nossa direção desvio o primeiro golpe dele, que teria me esmagado. Continuamos em uma luta de defesa versus ataque por um tempo, eu já estava começando a cansar os braços, cada golpe forçando meu braço para baixo, e ele cada vez mais avançava brandindo o porrete como um louco, embora fosse lento os ataques eram pesados. Quando parecia que não aguentaria mais escuto o elfo manda eu me abaixar. - DANÇA DAS ESPADAS. Logo sinto um vento sobre minha cabeça, no segundo depois o bárbaro que me atacava era lançado longe com um r***o na barriga, uma lâmina visível apenas pelo sangue que escorria da barriga, a lâmina devia ter uns 30 centímetros se fosse para arriscar, na realidade não era bem uma lamina parecia mais um caco de vidro. Olho para traz e vejo que o elfo tinha consumido muita energia, sua pele que já era branca agora parecia a de um fantasma. Ando até o bárbaro pra garantir sua morte, mas paro ao ouvi algo bater no piso do barco, olho pra traz e um elfo se levanta com o rosto molhado, seu cabelo grudado na cara, o seu atacante? , um troll com cerca de 2 metros de altura, segurava uma machadinha em uma das mãos e na outra uma esfera de água, que girava conforme ele mexia os dedos, e a cada nova movimentada era outro solavanco que o barco dava. - Ele é um feiticeiro - grita o elfo cuspindo água. - um mago, não sabia que teria aventureiros nesse barco, bom melhor pra mim vou vinga a morte do meu servo – o troll fala - e nem eu que tinha um troll por perto – me preparo pra batalha. - Ah não se anime anão vocês m*l derrotaram meu servo, e já estão um caco, olha esse mago uma magia e já está sem mana melhor deixa eu levar tudo e ficarem vivos – ele ria com deboche, o que me irritava mais ainda. Eu sabia que aquilo era mentira trolls nunca deixam sobreviventes, pelo menos era isso que os outros falavam. Ele nem espera nossa resposta, a mão da esfera é fechada em um punho, no qual ele soca o ar e um punho de água e lançado na direção do elfo que a recebe com uma bola de gelo, fazendo o punho cai no chão se espatifando. Com a espada em punho eu corro e tento cortado de cima pra baixo, meu golpe e parado facilmente com a machadinha, sem dá tempo de resposta ataco mais uma vez agora de baixo pra cima, mais uma vez meu golpe foi defendido, continuo desferindo golpes o forçando ir para traz, até o parapeito do barco, a esfera de agua nem balançava. Ele dá um sorriso de canto, segundos depois sou lançado alguns passos para traz com um soco d’água, que de alguma forma fez meu braço fica mais pesado, o que já estava r**m quase piorou quando outro punho veio em minha direção sorte que o elfo congelou a centímetros do meu rosto. - Qual a sensação? Já estão sentindo o corpo mais pesado? Vocês são bons mais será que são fortes o suficiente? Pra sorte de vocês eu não tenho tempo de brinca mais – dizendo isso estendeu as mãos o barco começou a se mover mais para o meio do rio. Nas costas do feiticeiro tentáculos de água se levantavam como uma lula gigante, um dos tentáculos desceu no mesmo instante que uma bola de gelo o acerta o parando no ar, mas não era o suficiente outro vem, esse tentando me acertar desvio e corto a água, outro tentáculo se desfaz, mais dois vem e outra bola de gelo e mais uma desviada. Estávamos parecendo criança fugindo da mãe com uma sinta, os tentáculos pareciam chicotes, quanto mais cortávamos ou congelávamos, mais rápido os golpes ficavam. Tanto eu quanto o elfo estávamos exaustos, não importava o quanto lutávamos mais e mais tentáculos nos atacava, entre corta e desvia percebo que o barco volta a se mover. Felizmente não foi só eu que percebi o feiticeiro também e esse foi o momento de distração que precisávamos, me aproximei correndo e antes que ele pudesse se defender arranquei seu braço, derrubando a esfera de água que ao bater no chão se espatifou, antes que eu pensasse em comemora levei um chute nas costelas que me tirou do chão, tentei me levantar ainda com dificuldade pra respirar e vejo o feiticeiro de joelhos segurando o braço machucado e uma Lâmina transparente fincada na cabeça. A batalha tinha sido vencida, e aos poucos os tripulantes aparecem, todos molhados e com alguns ferimentos, porém vivos...
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