O rei Anão

2233 Words
Mark    Meu mestre sempre falava que a água era o elemento dos deuses que menos se tinha controle, ele falava da calmaria dos rios, mas também falava sobre a força dos oceanos, ele dizia que nas mãos erradas a água era tempestuosa e brutal uma arma com poder destrutível quase infinito.    Luta contra esse cara eu tinha percebido que meu mestre estava certo, nunca imaginei que lutaria boxe contra um punha de agua, os golpes nem eram fortes, porem a sensação que deixava era de extremo cansaço.    A batalha tinha sido dura, tanto pro anão quanto pra mim, a exaustão tomava conta do meu corpo, eu sentia meus músculos rasgados, nunca antes tinha precisado usa tanta magia 2 dias seguidos, nem mesmo quando treinava, muito menos nas lutas contra meu antigo amigo.    Mesmo com o esforço e a insistência dos outros eu continuei deitado no chão tentando recupera o fôlego, mas feliz por ter uma nova magia, eu sentia minha mana cresce cada vez mais no meu corpo conforme eu batalhava, se continuasse assim eu acho que voltaria como era antes, talvez meu mestre estivesse feliz vendo meu crescimento, onde quer que ele estivesse.    O barco pouco tinha sofrido com os açoites dos chicotes, assim como os tripulantes que tinham sido presos em uma espécie de esfera de água, o lado bom é que alguns peixes haviam pulado no barco, pelo menos era bom pra quem gostava de peixe.    Depois de recuperar o fôlego e o pânico passar, os tripulantes nos saudaram com vivas, foi legal ser reconhecido, mesmo eu m*l conseguindo fica de pé.    A viagem continuou e com ela o anoitecer, meus músculos não ardiam mais, conseguir me levantar me arrastando parando de frente ao corpo do anão que estava roncando, sinceramente eu não sabia de onde esse cara tirava tanto sono assim. Alguns tripulantes estavam por ali espalhados em sacos de dormi improvisados, me aproximo do capitão.    - Quanto tempo até chegar ?    - Se não tiver mais nenhum contratempo só mais algumas horas, mais uma vez agradeço. – O capitão do navio era o único que tinha alguns ferimentos no rosto.    - Esquece isso, meu senhor.    Ele acena e volto a deita no batente da escada que dá aceso ao capitão, e fecho os olhos, não demora ate o nada me encontrar.    Não sei quanto tempo passou desde que eu comecei a dormi, só sei que não foi tempo suficiente pra recupera nem fisicamente nem mentalmente, parece que dormi só serviu para me deixa mais cansado, felizmente eu não sonhei com nada dessa vez.    Abro meus olhos e vejo que a luz da manhã está começando a aparecer, com um sol tímido entre as nuvens, me sento encostado na mureta do barco e vejo que alguns homens e mulheres se preparam para desembarcar, com dificuldade levanto e olho ao redor diferente da outra cidade essa era bem mais limpa e organizada, até as pessoas se vestiam melhores, o lugar tinha algumas escalações que eu presumia ser dos comerciantes do barco.    Seu porto também era maior e tinha mais barcos, era perceptível que aquele lugar se tratava de uma rota de comércio, quase todos os barcos ali se preparavam para zarpa.    - Acordou bem na hora elfo chegamos a Skelton - o anão fala com ar de orgulho na voz.    - O que tem de mais aqui ?    - Bah, primeiro que aqui estamos muito longe da jurisdição de Stomalack, segundo aqui é o segundo maior porto chefiado por Iron Forge, estou praticamente no meu quintal.    Tá explicado por que tanto orgulho, obras enânicas não era comum de onde eu vinha e era muito raro ver um anão, então o que eu sabia sobres os anões estavam nos livros, mesmo o preconceito entre elfo e anão sendo menor ele ainda existia. Na realidade os elfos pouco se misturava com os outros povos, e os que se misturava eram separados, ou banidos, não me entenda m*l não que tenhamos algo contra, só gostamos de ficar na nossa.    - Nós descemos aqui, os comerciantes nos ofereceram um café da manhã como gratidão, toma melhor comer vamos anda um pouco até chega em Iron Forge.    - Pensei que fosse seu quintal – respondo gemendo, estava cansado de anda.    O anão não respondeu apenas entregou uma bandeja.    O café era composto por um copo de suco e pão asado com filé de bode. E estava muito bom, eu sei o que você está pensando nossa um elfo comendo carne, é tudo mito sobre o povo élfico não come carne nós comemos sim, o que não fazemos e sai matando tudo quanto é tipo de animal sem motivo algum, caçamos quando a necessidade.    Terminei o café e descemos do barco, todos os tripulantes nos cumprimentaram e nos agradeceram, alguns até ofereceram recompensas.    No fim nossos trapos de empregados da taverna ganharam novas peças eu fiquei com um manto de capuz de verdade, não o improvisado que eu tinha feito, além de e uma bota de tecido comum, para quem não esperava está morto a essas horas, ganhar um café da manhã e um par de botas era muita coisa. Já o anão saiu com um par de luvas simples de couro com complementos de borracha nos dedos, e também a mesma bota que eu.    - Toma maguinho - estendeu a mão e me devolveu o cajado, que com toda essa confusão tinha até esquecido.    - Olha e você me acusando de querer rouba seu cargo de guerreiro.    - Haha é bom ri depois de tudo.    - para onde vamos guia?    Tínhamos saído do porto e estávamos na estrada que era bifurcada, depois de quase 1 minuto ele responde com um sorriso no rosto.    - Vamos seguir reto daqui 2 horas chegaremos aos portões.    Seguimos a estrada de terra, caminhamos até a terra de pedregulho se substituída por um chão plano, com alguns tufos de grama distribuídos ao longo da estrada, que parecia não ter fim.    O sol estava forte e como andávamos pela estrada não tínhamos p******o das sombras das árvores, e pra quem usava um manto isso era h******l, o anão nos levou por um caminho por fora da estrada onde tinha alguma sombra.    - Refresca minha memória porque mesmo não vamos pela sombra? – pergunto pela milésima vez.    - por que eu estou cansado e lá tem feras.    - não sabia que os anões pensassem em algo que mais fosse criar armas.    - Ah cala a boca.    - fala a verdade você também é ferreiro né?    - sim mais sou aprendiz ainda, mas estou aprendendo com um dos melhores ferreiros de Iron Forge. Você só usa cajado ou faz algo a mais?    - Se sabe que não preciso de cajado né? – falo irritando ele - sou alquimista Também em aprendizado mais sem professor.    Ele não pergunta mais nada, apenas seguimos.    Continuamos nosso caminho ele me falando as armas que já tinha criado, eu não entendia bulhufas, mas o nunca vi o anão fala tanto. Não demorou muito até o anão abri um sorriso e correr até um guarda anão que fazia ronda ao redor, chegando mais perto consigo ouvi o resto da conversa.    - ficamos preocupado cara, sua mãe e sua irmã estão querendo a todo custo ir atrás de você – o rapaz anão fala.    - agora estou melhor escapei por pouco das masmorras Stomalack - alcanço os dois e só agora o guarda percebe minha chegada, puxando o anão para traz e sacando a espada pra mim .    - calma Tell, esse cara escapou comigo é um aliado - o guarda Tell recua mais continua com a espada em punho.    - está bem entre e vá direto fala com o rei, ele vai querer sabe da sua fuga e sobre o elfo – ele ainda me olhava cautelosamente.    Nos afastamos do guarda e chegamos ao portão que guardava o povo do reino, o portão era enorme certa de cinco por cinco, era todo de aço com gravuras em detalhes de brasa, na ponta do portão um símbolo de um machado cruzado em uma espada, ambos em cima de uma bigorna.    - Esse símbolo representa força e perfeição da criação – o anão fala quando ver eu encarando.    Era legal sabe sobre outras culturas, eu já sabia disso dos meus estudos mais nada como ouvi das pessoas que criaram.    Entramos e fomos recebidos, quer dizer o anão foi recebido eu estava parecendo uma sombra, ou um forasteiro, acho que era assim que os estrangeiros se sentiam na grande floresta, alguns olhavam para mim e fazia cara de poucos amigos outros desviava os olhos, e eu juro que alguns apontavam para minhas orelhas, e isso me deixava um pouco envergonhado.    Veja bem eu cresci muito a dentro na floresta não tinha saído muitas vezes, eu nunca tinha visto o preconceito com meus próprios olhos só ouvido fala, o povo da minha vila não ligava pra outros povos, até porque não ia muitos povos lá,  então eu aprendi a não olha as aparências.    Dois guardas nos levou até o castelo, no caminho pude perceber um pouco da cidade, suas casas eram praticamente uma grudada na outra tamanho normal se comparado ao tamanho de um anão com o de um elfo por exemplo, por outro lado a porta das casas eram pequenas, pra mim passa por exemplo teria que me abaixar um pouco.    As ruas anãs era de chão alaranjado, montado com lajotas, as mesmas usadas em telhados, era nítido que aquela era a rua principal, a julgar pelo movimento e os comércios abertos, o cheiro de comida me deixando anestesiado.    Andamos em silêncio, bom eu andei em silêncio, Itz conversava com os guardas anões sobre acontecimentos banais do dia a dia, além de falar como saiu da masmorra. Andamos mais uns minutos, até chegar em uma escadaria de mármore branco que se destacava no meio de tanto laranja, no fim da escada duas portas de bronze guardadas por dois lanceiros, mais acima na guarida dois arqueiros, apontavam seus arcos para nos.    Os guardas nos deixaram passar de boa, lá dentro do castelo tinha cerca de seis pilares que sustentavam um teto iluminado com uma espécie de luminária caseira que tirava o tom moderno do castelo deixando mais clássico. No fundo um trono prateado com ombreiras de couro, com rendas de ouro nas pontas e sentado nele o rei anão.    Para um rei ele estava muito bem armado, estava parecendo mais um guerreiro esperando a qualquer momento uma guerra, o que não era difícil a julga pelo clima político nos últimos meses. Ele estava de armadura completa exceto o elmo que estava em sua coxa, seu rosto era calmo e tinha a expressão jovem, mais dava para ver experiência em seus olhos. Sua barba era longa igual a dos outros anões, porém a desse era amarelada diferente do seu cabelo que era branco.    Os guardas e o Itz se curvaram fiz o mesmo, não queria ir preso, ficamos assim até o rei falar.    - Ora se não é o pequeno Itz - sua voz era firme e potente, porém calma com uma pontada de felicidade.    - Majestade – o Itz fala, sua voz baixa.    - Bom te vê filho e vejo que trouxe um amigo - ele aponta com o nariz pra mim. Pera aí filho ?    - Sim pa... Majestade escapamos junto pensei q...    - Que ele poderia viver conosco ? Haha, coração mole como sempre, mais esse elfo tem nome?    - Me chamo Mark senhor e eu gostaria de vive em seu reino e quero ajuda na guerra.    - Porque devo acreditar em você? Quem me garante que é de confiança? Os elfos estão desde o início em parceria com os humanos – sua voz era autoritária.    - Bom então temos dois inimigos em comum, já que tanto os elfos quanto os humanos desejam minha morte – falo com um gosto amargo na boca - mais no momento eu só posso da minha palavra senhor.    - A palavra de um elfo? Será que a palavra de um anão Valeria em algo no seu mundo? - seu tom aumentou e agora estava em pé.    - Senhor ele me ajudou na fuga teve chances de me mata e não o fez, creio que merece um voto de confiança - valeu anão o rei ficou olhando pensativo.    - e o que eu posso fazer? Para mostra que não vou trair vocês?    Bom ou era o reino anão, ou vira ambulante da floresta.    - Pffhh, tá certo garoto eu vou aceita você mais uma pisada na bola eu não perdoarei, você está em análise por tempo indeterminado. Manfred libere esses dois e entregue aquela missão pra eles, vamos ver se minha escolha foi certa. Estão dispensados.    Fomos arrastados pra fora, eu tinha sobrevivido mais não sabia se aquilo era bom ou r**m, os guardas que entraram conosco seguiram seu caminho nos deixando nas escadarias.    - Eu pensei que ia morrer - digo respirando fundo    - Bom a guerra deixou ele rancoroso, mais agora você é um de nós. O que me preocupa é essa missão, se fosse algo fácil não nos mandaria ir recompor as energias – ele parecia preocupado.    Eu já estava preocupado agora então tinha ficado mais ainda.    Eu não conhecia o rei anão, mas fazia sentido isso, uma vida em paz e sossego? Isso não sei mais uma vida de lutas é...
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