MARK
Depois da conversa com os guardas, ficamos mais atentos a qualquer movimentação no barco, os guardas tinham se dispersado, o que nos deixou ainda mais preocupados.
O barco continuou seu curso pelo grande rio por mais algumas horas, desembocando no mar aberto, aos poucos ficava mais impossível vê terra, o sol já dava lugar para a lua, na parte de cima do barco só havia funcionários limpando e trabalhando nas velas, além de mim e do anão.
A noite parecia tranquila e calma, perfeita para uma viagem de barco já que a maré estava tranquila, e não tinha vento nenhum.
- lutar com a luz da lua não é muito meu forte anão.
- nem o meu mas, acho melhor ficar preparado aqueles guardas estão tramando algo.
O anão m*l terminou de falar.
- Sabe soldado eu pensei que esses dois fossem uns vagabundos qualquer – o mesmo de antes falou e seu puxa saco concorda rindo.
- não sabia que vocês pensava – o anão fala.
- Não soldado esses dois parece muito com uns fugitivos você não acha? - ele ignora o comentário e continua falando com seu puxa saco.
- Sim senhor – o puxa saco responde já sacando a espada junto de seu chefe
- Acho melhor não tenta gracinha nenhuma anão - o anão já tinha sacado sua espada também.
- Estamos viajando tranquilo deixa a gente em paz – falo, uma briga não levaria a nada.
Precisava ganhar tempo.
- Hum nós mandamos garoto orelhudo esse território não e mais livre – ele fala já indo pra cima do anão .
O anão se defende e começa a atacar, ambos fazendo uma dança de espadas, cada um procurando uma a******a. O guarda parecia com mais dificuldade na luta, mesmo parecendo que sua patente era alta, ele não parecia ter um bom treinamento, ou o anão tinha melhorado. Enquanto isso o outro guarda vinha em minha direção mas recua quando vê a bola de gelo em minhas mãos, tarde demais a bola de gelo o acerta no peito deixando o fora de combate, seu parceiro também logo foi desarmado e recuou, seu braço sangrava e seu nariz estava estourado.
- desgraçado Fogo – ele gritou.
Tudo foi rápido demais, de onde fica as velas lá em cima duas flechas foram atiradas uma acertando o ombro do anão ficando presa na armadura e a outra rasgando minha perna.
No calor da luta tínhamos esquecido dos outros guardas.
O anão recuou arrancando a flecha do ombro, apareceu mais um guarda e um bandido preso a correntes, esse que era enorme, tinha brincando uns três metros fora que era corpulento tipo os Orcs do norte.
- Confirmado soldado Trevor esses são os que causaram estardalhaço nos esgotos do castelo, vamos ganha uma boa recompensa por esses dois, brutos – ele olha pro bandido – se mata eles você fica livre se não m***r morre junto.
Dizendo isso ele tira os grilhões do bandido, chamado brutos, era clichê de mais alguém daquele tamanho ser chamado de brutos.
Eu preparei outra bola de gelo prestando mais atenção no arqueiro, estávamos em desvantagem absurda o gigante dava dois de mim e ainda tinha mais três guardas. E um deles atacava de um lugar que eu nem sabia de onde vinha. O Brutos se alegra assim que escuta o som dos grilhões no chão, eu só não sabia se era porque poderia ser solto ou por pode mata, (talvez os dois). Antes de qualquer coisa joguei outra bola de gelo dessa vez pra cima.
O tiro foi bom congelei boa parte da estrutura onde estava o inimigo, o anão também pensou rápido indo na direção do guarda desarmado e cortando a perna, mais foi tudo ladeira abaixo depois daí. O Brutos chutou o anão fazendo ele atravessa a parede de madeira parando dentro do armário de vassoura. Ele deixou o anão e veio em minha direção. E mesmo com duas lâminas de vento fincadas em seu corpo ele não parou, parecia uma máquina andando em minha direção.
- Haha, vai precisa de mais que isso elfo – ele arrancou as lâminas jogando em minha direção sorte que a mira não é boa.
As laminas caíram no chão como se fossem dois pedaços de vidro.
- não seja por isso ISBOLL – duas bolas de gelo uma em cada perna.
Mesmo assim só serviu para ele arrancar um pedaço do chão, usando eles como uma grande bota feita de neve, seus passos ficaram mais lentos o que facilitou desvia dos ataques com a corrente que ele usava, cada golpe causando um estardalhaço no barco.
A luta não estava a nosso favor, eu m*l conseguia prepara magia, quem dirá pensa em uma estratégia, então eu só podia me defender, e nem isso era tão eficiente eu não sou o tipo que luta mano a mano, invoquei uma lâmina rasgando a perna do Brutus, logo a escuridão.
Eu tinha total certeza que o chute quebrou no mínimo três costelas mas não era isso que me preocupava e sim a minha visão que estava turva, tentei me levantar só então senti a real dor no corpo, esperei um ataque que não veio.
De algum modo sabia que o anão tinha voltado pra batalha então me concentrei em cura, fiz o possível para ameniza a dor, já que os ossos quebrados não podiam ser curados assim. O lado bom era que os outros guardas só assistiam o m******e.
Com a visão ainda embaçada volto para a lutar...