O monge

1445 Words
MARK    Eu sabia que a missão ia ser complicada, mas nunca imaginei que íamos enfrentar um monge, e um dos bons sua força era alta tanto com os punhos como com os pés, para piora tinha uma defesa bem sólida, conseguia se defende e ataca em uma velocidade incrível, mesmo estando em dois estávamos com dificuldade até para se defender.    Eu não sabia o porquê dele está assim, pelo que li os monges eram sábios que viviam nos monastérios, perto da costa, na montanhas flutuantes.    Enquanto o anão procurava brechas em suas defesas eu ficava de longe preparando nossa defesa, e pensando em um contra-ataque.    O anão era jogado para longe com um impacto, antes que ele recebesse outro ataque, lanço uma bola de gelo, fazendo-o recuar a bola de gelo estoura no chão, espalhando pequenos estilhaços inofensivos, eu tinha que economizar minha mana e evita demora muito essa luta, quanto mais tempo demorasse mais cansado ficaríamos já ele só aumentaria sua força.    Jogo mais duas esferas de gelo, na primeira ele desvia pulando para traz porém a segunda acerta um de seus punhos congelando até acima de seu antebraço. Aproveitando essa brecha, coloco meu cajado na minha frente e concentro minhas energias invocando uma lâmina e quase a segunda, aponto minha mão pra frente lançando uma das lâminas mirando o lado congelado do monge.     Segundos antes de acerta seu lado desprotegido, ele levanta o braço congelado se defendendo, aproveitando o gelo em sua mão para bloquear a lamina, e se desvencilhando do gelo ao mesmo tempo, pra não dizer que nada mudou o impacto  empurrou ele pra traz.    - Forte seu ataque mago, mais só serviu pra quebra o gelo no meu braço - ele levanta o braço mostrando o gelo quebrando.     - Grrrr. Cala a boca.     Ele vem correndo com os punhos exalando chi, tentei pará-lo com as sombras, mais ele foi mais rápido e pulou parando atrás de mim, antes que eu pudesse pensa em me defender seu punho me acerta em cheio no rosto, me jogando longe enquanto atravessava a mata levantei minha mão e desci ela pra baixo, sentindo meu rosto queima com a energia pura de seus socos.    Antes que ele tentasse me atacar, caiu de joelhos com a mão no ombro, sangrando, minha estratégia tinha funcionado.    - Como ?...    - Simples eu invoquei duas lâminas, uma eu joguei em você, já a outra usei pra feri seu ombro – falei me levantando com dificuldade, ainda sentia minha bochecha quente – eu sabia que não teria chance em uma luta corpo a corpo e minha magia não é rápida o suficiente. Usei as sombras pra tira seu foco e deixei uma lâmina atrás, daí você concentrou toda sua força no punho deixando a parte de traz do corpo desprotegida, então foi só Finca a outra lâmina e deixa seu braço em desuso, claro você ainda pode lutar usando um braço mais eu não aconselharia isso.      Fico o mais reto possível e lanço uma bola de energia no anão que ainda estava caído. O monge se levanta seu braço pendurado sendo segurando apenas pela própria lâmina, que era visível devido ao sangue que escorria, a lamina era uma seta serrilhada, como um serrote, na realidade nem daria para chama de lâmina, já que quase não tinha uma forma. A expressão do monge era de quem não desistiria tão fácil.    - Chega acabou devolva o que foi roubado – falo criando outra lamina com extrema dificuldade.    - Ah você não entende garoto, eu vou lutar até a morte se for preciso – ele falou isso olhando para os lados, não com medo de outros virem, mas como se tivesse escondendo algo.    - Você não consegue se movimenta sem que corra o risco do braço ser amputado – falo depositando mais mana a lamina, que já tinha o tamanho de uma espada comum.    - Então me mata elfo – ele sai correndo segurando o braço, tinha lagrimas em seus olhos.      - NAOOOO PAPAIII – um grito de uma garotinha faz o homem parar e olha pro lado.      - Filha eu mandei você se esconder.      - Moço por favor não mata meu pai – ela me pediu se acabando em lágrimas.      Eu fiquei em choque, não sabia o que fazer, ao meu lado o anão se mexia, na minha frente a menininha escondia o pai atrás de si.    - Olha eu não posso deixa você sai com o que roubou podemos fazer um trato – precisava pensa rápido, eu não ia mata aquele cara, mas ainda era um bandido.    - Eu não faço tratos com quem tenta me m***r – ele cuspia sangue agora.    - Olha faça pela criança, o trato e o seguinte eu do 500 mocadins  pra você ir embora e você devolve o que roubou, e pensa rápido o anão tá se levantando e ele vai querer te mata e sua filha vai ficar sem pai – tento ser o mais convincente possível.    - Pai por favor    - Olha aqui seu mago eu não estou concordando com isso mas e se eu concorda porque você tá me dando dinheiro? Você mesmo disse que eu sou ladrão – ele parecia mais calmo.    - Bom minha missão é leva o que foi roubado de volta, eu posso fazer isso e ainda te deixa vivo, sua filha precisa de você - eu não estava mentindo mata esse homem não era o meu foco e eu não poderia deixa outra criança sem pai.    - Primeiro vocês me tiram do meu cargo no monastério e me humilham e agora quer um acordo? Porque devo acredita na sua laia?    - Do que você tá falando ? – pergunto sem entender.    - Lógico que não sabe que novidade, vocês aventureiros só querem sabe da glória, não querem sabe das histórias do povo, é simples moleque eles usaram o que poderiam de mim e quando eu resolvi ter opinião, eles colocaram minha família no meio. – mesmo se segurando, o homem na minha frente não conseguiu esconde as lágrimas dos olhos, a menininha agora agarrava a coxa do pai, como se ele pudesse fugi a qualquer momento.    - Eu não sabia disso pra dizer a verdade também fui traído pelo meu povo.    - Mas seu povo espancou sua esposa até a morte com você vendo impotente? E depois colocou fogo na sua casa com você dentro? Armou isso tudo e colocou a culpa em você? – ele distribuía as palavras com ódio nos seus olhos, por um momento lembrei do passado fogo, queimando tudo, conseguia entende ele.    - não você tem razão não aconteceu isso comigo mais também recebi a culpa pela morte do meu mestre. Aceitei ter uma vida diferente, quase sendo degolado por isso, mais pensa na sua filha aceita o acordo vai embora e muda sua vida – digo largando meu cajado no chão.     Por um momento achei que ia morrer desarmado, mais ele suspira e fala.    - Eu aceito seu acordo mais se você tenta me trai eu mato vocês dois.      Concordo suspirando e sigo ele até um casebre não muito longe de onde estávamos lá dentro estava sem móveis nenhum e tinha 3 malas.    - Você deu sorte eu já estava pra fugir – ele avançou pra mala menor e me entregou    Na verdade, era um baú dourado, tinha quase a mesma largura que um barril de vinho.    - Bom – estendo uma das mãos e desfaço a lâmina em seu ombro e libero uma bola de energia verde no local – isso não é o suficiente é melhor trata isso o que eu fiz foi só parar o sangramento, eu espero que consiga uma vida melhor.    - Você é diferente elfo, espero pode encontra você em circunstâncias melhores.    - Obrigada moço – a menininha me abraça, e eu retribuo meio sem jeito.       Saio da casa voltando em direção da floresta agora o que falar para o anão? Mas eu não podia mata o cara. ...       O anão já tinha se levantado, mas não parecia de bom humor.    - Onde você se e meteu orelhudo ?    Um poço de simpatia esse Anão né    - Tá aqui o que foi roubado - digo soltando o baú no chão. Ele avança sem fala nada e abre o baú.    - Uau olha isso quanta grana, dá pra compra umas 10 casas iguais a do banqueiro. Como você conseguiu? O cara te deu de boa?    - Bom anão vamos logo com isso.    Não esperei ele responde, sai na frente arrastando o baú. Mais uma luta mais uma vitória talvez os livros estejam errados e vitória não tragam tanta alegria, bom pelo menos essa não trouxe...
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