THA O sol tava quase se pondo, eu olhava para o B., meu padrasto, dentro da piscina, tentando fingir que não tava me olhando. Ele é daqueles homens que melhoram com a idade, uns 40 e poucos anos, corpo forte de quem malha, e uns olhos que me deixam com as pernas moles desde que ele se mudou pra cá. Minha mãe apareceu na varanda, com a chave na mão. — Tha, vou levar sua avó em casa, já volto. Não quer vir? — ela perguntou, distraída. — Não, dona Suze. Tô com calor — respondi, e nem esperei ela sair. Dei um pulo direto na piscina, a água gelada dando um choque gostoso. Na mesma hora, o B. saiu da piscina, rápido, como se a água tivesse virado fogo. Coitado, faz muito tempo ele tentava resistir a mim. Eu sabia que ele me queria, dava pra ver no jeito que desviava o olhar quando eu usav

