Eu tava parada na entrada do Gardênia Azul, segurando a alça da bolsa com força. Um misto de nostalgia e alívio me percorria, porque eu sabia que seria provavelmente a última vez que veria aquele lugar como “minha casa”. O movimento de gente indo e vindo continuava o mesmo, mas, aos meus olhos, tudo parecia diferente. Já não fazia sentido eu continuar ali. Assim que cheguei, vi o Adão encostado num poste, braços cruzados, me esperando. Ele vestia uma calça jeans e camisa simples, mas trazia uma postura tão firme que me fez sentir uma pontada de segurança. Inspirei profundamente e fui até ele. Quando me aproximei, ele abriu um sorriso meio discreto. — Finalmente, Rita — ele disse, sem largar aquele jeito de quem manda em tudo. — Bora, vou te levar embora de vez. Engoli em seco, me lembra

