Cobra narrando Quando o Morte chamou eu e o Leozinho pra sala dele, eu já sabia que vinha coisa pesada. O jeito que ele falou no rádio não dava margem para dúvida. E quando ele começou a desenrolar o plano para pegar o Walter, minha cabeça foi longe por alguns segundos. Não por medo. Mas porque, diferente de antes, agora eu tinha pra quem voltar. Antes eu até me cuidava, claro. Ninguém quer morrer nem ser preso à toa. Mas agora era diferente. Eu tinha a Maya. Tinha aquele acordo silencioso que a gente fez sem falar em voz alta. E isso muda tudo. Agora qualquer vacilo meu não respinga só em mim. Respinga nela. E eu não posso permitir isso. Por isso, enquanto o Morte falava, eu prestava atenção em cada detalhe. Esse plano não podia ter falhas. Walter não era qualquer um. Podia até manter

