Morte narrando Meu dia foi um caos do começo ao fim. Reunião, cobrança, problema pra resolver, gente falando demais. Mas, no meio de tudo isso, uma coisa não saiu da minha cabeça em nenhum momento: a Gabriela. Depois que o Cobra e o Leozinho saíram da minha sala, eu fechei a porta, acendi um baseado e deixei o silêncio me engolir. Foi aí que o pensamento traiu. Veio o baile. Veio o beijo. A p***a daquele beijo. Eu tentava me convencer de que não era certo, de que eu devia manter distância, de que misturar as coisas nunca deu certo na minha vida. Mas não adiantava. A memória vinha junto com o cheiro dela, com a sensação dos lábios, com a forma como ela me olhou naquele dia como se não tivesse medo de mim. Ou pior: como se tivesse, e ainda assim tivesse escolhido ficar. Quando olhei no

