Morte narrando Fui até a cozinha preparar alguma coisa pro Dom comer, tentando manter a cabeça no lugar enquanto esquentava o arroz que tinha sobrado do almoço. Preciso achar alguém pra ficar com ele o mais rápido possível, porque tá f**a essas paradas de toda hora eu ter que largar minhas responsabilidades no meio do dia e sair pelo morro atrás dele como se eu fosse babá em tempo integral. Não era pra ser assim. Nunca foi. Mas virou. Não entendo como é que um moleque de oito anos consegue tocar o terror do jeito que ele toca. O Dom é pequeno, magro, cara de anjo pra quem vê de longe, mas por dentro parece que tem um demônio inquieto que não sossega nunca. E o pior não é nem ele ser levado. Criança é criança. O pior é que, em vez de fazer amizade com as outras, ele só se aproxima pra pe

