Maya Narrando O monitor apitava sem ritmo. Linha instável. Pressão despencando. — Quanto tempo? — perguntei, já me posicionando. — Uns trinta segundos — Alguém respondeu, pálida. — Saturação caiu rápido. — Começa a compressão agora! — falei alto, a voz saindo mais firme do que eu me sentia por dentro. José subiu na maca e começou as compressões. Eu conferi o acesso, pedi adrenalina, ajustei o ambu. Minha cabeça entrou naquele modo estranho, quase frio, fica guardada num canto e só sobra técnica. — Vamos, Morte… — murmurei sem perceber. — Não agora. O monitor fez um som agudo e contínuo. Assistolia. Meu estômago afundou. — Continua! Não para! — ordenei. — Adrenalina agora, um miligrama! — Ritmo voltando! — alguém gritou. Olhei pro monitor. Um traçado fraco, mas ali. Vivo. — Is

