Gabriela Narrando A gente desceu pra tomar café ainda meio em silêncio, eu com a cabeça pesada de sono m*l dormido e o Dom estranhamente quieto depois da palhaçada da bombinha. Ele insistiu em ir tomar café na padaria, dizendo que lá o pão era o melhor, que vinha bem quentinho do jeito que o tio dele gostava. Eu tentei argumentar, falei que dava pra comer em casa, improvisar qualquer coisa, mas ele cruzou os braços e decretou: — Padaria. Quero sair daqui. Quando eu lembrei que não tinha levado carteira, celular nem nada comigo, já ia desistir, mas ele soltou, como se fosse a coisa mais normal do mundo: — Bota na conta do meu tio. Eu sempre faço isso. Aquilo me deu um aperto estranho no peito. Comer às custas do Morte, ainda mais sem ele nem saber, com ele naquele estado… não me parec

