Meus dias são preenchidos com risos, correria e momentos inesperados de tranquilidade. Acordo cedo, antes do sol nascer, e preparo o café da manhã para as crianças. Faço panquecas, ovos, frutas frescas - qualquer coisa que consiga fazer com que comam algo nutritivo antes de começar o dia.
Depois, é hora de levar as crianças para a escola. A viagem é sempre cheia de cantorias, risadas e uma ou duas discussões sobre quem vai sentar no banco da frente. Quando finalmente chego em casa, me permito um momento de silêncio antes de começar as tarefas do dia.
Durante o dia, faço as tarefas domésticas, não é facil mas sinto prazer em fazer o melhor para eles, preparo as refeições e, às vezes, consigo ler um pouco ou praticar ioga. Marcelo está sempre ocupado com o trabalho, mas faz questão de passar um tempo com as crianças quando pode.
Eu: (pensativa) Marcelo é tão dedicado ao trabalho e às crianças. Mas, às vezes, parece que ele está carregando o peso do mundo nos ombros.
Começo a perceber que estou me sentindo atraída por Marcelo. Há algo em sua dedicação, em sua gentileza, que me atrai. Mas tenho medo de que meus sentimentos não sejam recíprocos. E há também o medo de que ele descubra a verdade sobre minha identidade, me pergunto as vezes qual seria a reação dele.
Eu: (nervosa) E se ele descobrir que estou mentindo? E se ele não sentir o mesmo por mim?
Esses pensamentos me deixam ansiosa e insegura. Mas, cada vez que vejo Marcelo, não consigo evitar os sentimentos que surgem. Quando ele sorri para mim, quando ele me agradece por cuidar das crianças, sinto meu coração acelerar.
Eu: (corando) Por que eu fico tão sem graça toda vez que o vejo?
Marcelo parece notar minha mudança de comportamento. Ele me pergunta se estou bem, se preciso de algo. Eu n**o, tentando esconder meus sentimentos.
Eu: (desviando o olhar) Estou bem, Marcelo. Só estou um pouco cansada.
Apesar do medo e da incerteza, decido que preciso descobrir se Marcelo sente o mesmo.
Acordo no meio da noite com uma sensação estranha. Olho para o relógio e vejo que são 3 da manhã. Levanto-me da cama e caminho até a cozinha, onde vejo uma luz acesa.
Marcelo está sentado à mesa, parecendo pálido e cansado. Ele parece surpreso ao me ver.
Marcelo: (fraco) Isabel, o que você está fazendo acordada a essa hora?
Eu: (preocupada) Eu poderia fazer a mesma pergunta a você, Marcelo. Você não parece bem.
Ao me aproximar, percebo que ele está com febre. Ele tenta disfarçar, mas o calor que emana de sua pele é inconfundível.
Eu: (determinada) Marcelo, você está com febre. Vou pegar um remédio para você.
Cuido dele como faria com as crianças, trazendo um copo de água e um comprimido para a febre. Ele agradece, mas vejo a hesitação em seus olhos.
Marcelo: (grato) Obrigado, Isabel. Desculpe por te acordar.
Eu: (gentil) Não se preocupe com isso, Marcelo. Estamos aqui para cuidar um do outro, certo?
Por um momento, nossos olhos se encontram e sinto um arrepio. Há um clima entre nós, uma tensão que nunca senti antes. Mas, em vez de agir sobre isso, decido me retirar.
Eu: (corando) Bem, você precisa descansar. Vou voltar para a cama.
Marcelo: (sincero) Obrigado, Isabel. Boa noite.
Eu: (sorrindo levemente) Boa noite, Marcelo.
Volto para o meu quarto, minha mente girando com pensamentos e sentimentos confusos. Eu me sinto atraída por Marcelo, isso é inegável. Mas também estou assustada. Assustada com o que isso significa, assustada com o que pode acontecer se eu agir sobre esses sentimentos.
Eu: (pensativa) O que estou sentindo? E o que devo fazer sobre isso?
Não tenho a mínima ideia do que fazer ou de como agir nessa situação.
Com essas perguntas ainda sem resposta, volto a dormir, esperando que a manhã traga alguma clareza.
Acordo nesta manhã com uma sensação estranha de expectativa. Marcelo anunciou que vai trabalhar em casa hoje. Não sei como me comportar depois do clima que surgiu entre nós ontem.
Eu: (nervosa) Como posso agir normalmente com ele depois de tudo?
Marcelo parece tão focado em seu trabalho que m*l percebe minha presença. Mas, de vez em quando, o pego me olhando. Cada vez que nossos olhares se encontram, sinto meu rosto corar e rapidamente desvio o olhar.
Eu: (pensativa) Por que ele está me olhando assim? Ele está sentindo a mesma coisa que eu? Talvez seja coisa da minha cabeça.. eu estou nervosa.
Enquanto as crianças brincam e Marcelo trabalha, não consigo parar de notar coisas sobre ele que nunca havia percebido antes. O jeito como seus olhos se iluminam quando ele sorri, a maneira como ele morde o lábio inferior quando está concentrado, o som da risada dele.
Eu: (sorrindo para mim mesma) Marcelo é... realmente atraente.
O dia está passando em um borrão de atividades domésticas, cuidado com as crianças e olhares roubados para Marcelo. Estou me sentindo estranhamente nervosa e animada, como se estivesse em um primeiro encontro.
À noite, depois de colocar as crianças na cama, me sento no sofá para ler um livro. Marcelo se junta a mim, trazendo duas xícaras de chá.
Marcelo: (sorrindo) Pensei que você gostaria de um chá.
Eu: (surpresa) Obrigada, Marcelo. Isso é muito gentil da sua parte.
Estamos conversando sobre coisas triviais - o livro que estou lendo, o projeto em que ele está trabalhando. Mas, por trás de todas as palavras, há uma tensão palpável.
Eu: (pensativa) Está acontecendo algo entre nós?
As criancas dormiram entao vou finalmente para o meu quarto minha mente está cheia o dia todo tentei não pensar em marcelo mas fiz o oposto, tomo um banho e com a agua do chueveiro caindo sobre minha cabeca tento refletir em tudoque aconteceu, penso na minha vida passada e na minha vida hoje em dia em como tudo é tao diferente pra mim, deito na cama ainda com um roupão de de banho sinto meus olhos fechando e à medida que adormeço, sonho com Marcelo novamente. No sonho, estamos juntos, rindo e conversando como sempre fazemos, mas desta vez é diferente. Há um carinho, uma proximidade que nunca senti antes.