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Ímpeto ( livro 3 da série #errejota).

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Para todos, Stefane é uma mulher invejosa e problemática. Sua felicidade é incomodar as pessoas.

Mas a mulher inteligente e obstinada, tem como propósito se casar com um milionário. Ela está firme nesta decisão, mesmo com todas as ocorrências negativas. Porém, só quem a conhece intimamente, sabe que seu coração deseja encontrar um amor igual aos dos romances que leu e assistiu. 

Tudo o que Bernardo busca é o tão sonhado amor para vida inteira... O felizes para sempre.  Só que seu caminho se cruzará com uma mulher complexa, apaixonante ao seu modo. Ele quer conhecer o amor de sua vida. Ela quer o que o dinheiro pode comprar. Porém, vai aprender que só o amor tudo pode.  Será que o amor transforma?

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Prólogo.
Bernardo. O ar fresco das poucas horas da madrugada é o que mais me motiva na minha corrida matinal. Gosto de estar no calçadão da praia fazendo minha rotina diária vendo o sol nascer. Sou Bernardo Del Nero, filho de Benicio Del Nero e da minha falecida mãe Denise. Foi muito triste viver a minha adolescência sem a presença da mulher mais amável que conheci nesta vida. Ela fazia com que todos a admirassem sem nenhum esforço. Sua morte aos 36 anos, vítima de um câncer agressivo, já diagnosticada, foi rápida e difícil para todos nós. Meus pais não conseguiram ter mais filhos biológicos e quando eu estava com três anos decidiram adotar a Gabriela e o Mateus. Ele apenas um ano mais novo que eu e a Gabi dois, são irmãos de sangue, foram abandonados pela mãe ainda bebês. Noêmia, uma das empregadas em nossa casa contou, na época, para meus pais, que a irmã tinha caído no mundo e deixado os dois filhos com os pais já com idade avançada. Meus pais voaram até uma pequena cidade do Paraná e correram com os trâmites legais para adotá-los. Hoje somos muito unidos, é como se tivéssemos sido os três gerados pela mesma mulher. Sofremos com a saudade da nossa mãe e nos unimos ainda mais para estarmos presentes na vida do nosso pai. Ele é um homem forte, digno e um exemplo para nós em muitas coisas. Orgulha-se em ser o melhor pai e amigo para nós. Outro exemplo que nos faz seguirmos seus conselhos, é como venceu na vida, sendo hoje um dos mais bem-sucedidos empresários no ramo de Shoppings no Brasil e também exterior. Sou um cara privilegiado em todos os aspectos. Tenho tudo de melhor que um homem poderia sonhar. Uma família unida, bons amigos e beleza, modéstia parte. Tenho 1,81m de altura, cabelo loiro-escuro e olhos azuis. Corro todas as manhãs e treino na praia com um amigo personal trainer. *** Paro no quiosque do Saulo e peço uma água de coco para refrescar. Aqui já sou conhecido da rapaziada. Não sou carioca, eu e minha família nos mudamos para o Rio de Janeiro há 12 anos. Nasci e cresci em São Paulo na cidade de Campinas. Uma cidade bem agitada e com grandes empresas. Foi uma mudança drástica, mas na época meus pais tiveram a indicação de um especialista que ajudaria no tratamento de minha mãe, e como não queríamos ficar longe dela, viemos todos e nunca mais voltamos. Tomamos o Rio como nossa casa em definitivo. Meu pai já tinha negócios aqui e acabou aumentando seus empreendimentos. Volto para a minha água que desce dando um alívio para minha sede. Olho para o mar. Ele está agitado e lindo como sempre. Sem dúvida foi um dos maiores atrativos que nos fizeram ficar, após a morte da minha mãe. Sempre fui fissurado no mar. Mas em Campinas tínhamos que viajar algumas horas para estarmos numa praia. Normalmente era para o litoral norte de São Paulo que íamos. Temos casa em Ubatuba. Lugar de lindas praias, às vezes eu vou para lá quando quero relaxar e ficar com os amigos. Meu telefone toca e vejo meu pai. Ele está em Londres com Mateus fechando um contrato. Meu irmão é formado em engenharia e eu em administração. Já nosso xodó Gabi optou por relações públicas. É a princesa da casa, desde que chegou foi tomando conta do espaço. — Bom dia, pai! Já trabalhando? — Bom dia filho — risos. — Sempre. Como está? — Estou bem. Terminei minha corrida agora. — Bernardo, me faça um favor. Tem um contrato que o Rogério está te levando, assine e rubrique as páginas e entregue direto nas mãos do Davi Branco. Preciso urgentemente deste contrato, para fechar com a empresa que fará a construção das galerias em Nova York. — Sem problemas pai. Assim que ele chegar, seguiremos para o escritório do Davi. — Obrigado filho, nos falamos mais tarde. Despeço-me e ligo para o Rogério que informa estar chegando em cinco minutos. Termino minha água, aproveito para ver as principais notícias pelo celular. Vou ter que ir com roupa de corrida e suado mesmo ao escritório de Branco. Assim que Rogério chega, entro no carro, e reviso o contrato em questão, assino e rubrico todas as páginas e logo chegamos no estacionamento. Na portaria me identifico, normalmente é o Davi ou um dos seus advogados que vai até nós, por isso não me conhece. Pego o elevador por sorte estou sozinho. Tenho pânico em estar dentro dessas caixas de metal, desde pequeno evito, usando as escadas, mas hoje estou com pressa e também sem ânimo. Luto contra a minha ansiedade e foco na leitura do contrato. Lembro-me de quando minha mãe me levava ao dentista na adolescência para fazer a manutenção do aparelho dentário. O consultório ficava no décimo quarto andar, fazia ela subir comigo. Claro que não gostava nenhum pouco. Tempos depois, esperta que era, levava meu irmão e o fazia me acompanhar, enquanto ela nos esperava lá em cima. Bons tempos que são interrompidos com o aviso de que estou no terceiro andar onde fica a sala do Davi. A frente tem uma mesa com uma moça falando ao telefone de costas para mim. Fico ouvindo a sua conversa, sem me importar com a educação. Minha mãe sentiria vergonha com a minha atitude. Que saudades! Nunca passa. — Veja bem, queridinha. Acha mesmo que nesta loja de bolsas falsificadas que você trabalha, vai te levar aonde? Assuma que precisa dos meus conselhos, e comece a procurar um homem rico para pagar seu aluguel e fatura do cartão de crédito. — É uma golpista, casamenteira. Continuo ouvindo. — Eu jamais vou me apaixonar por um pé rapado. Linda e maravilhosa como sou, vou pescar um rico muito em breve. — Ela assume o quanto é interesseira para a outra. — Minha priminha querida conseguiu o italiano gostoso, e é tão sem graça. A outra metida a famosa está casada com o gato do meu chefe. Por que acha que também não vou me dar bem, hein? — Invejosa ainda por cima. — Sem chances de eu continuar secretária e pobre. — Hora de me fazer ser visto, paro de frente a ela que se assusta, e deixa o telefone cair no chão. Abaixa para pegá-lo. Eh p***a! A loira é incrivelmente linda, os seus olhos seguem dos meus pés até chegar ao meu rosto. Ela fica vermelha, a vontade de rir é grande, mas estou paralisado observando o momento em que ela pega o celular e finaliza a ligação sem se despedir. — Quer me matar do coração? Como chega assim sem avisar? Está fazendo o que aqui? Ela desembesta a falar. Fico ouvindo tudo encostado na parede a sua frente. Quando percebe que está falando demais e eu de menos, para bruscamente. — É mudo ou surdo? Sou uma mulher ocupada. — Claro que procurar marido rico deve ocupar muito do seu tempo. — Fala logo o que quer! — que m*l-educada. — Preciso falar com o Davi. — Ela me olha com curiosidade. — É mensageiro? Pode deixar comigo. — Tenho ordens para entregar em mãos. — Ela revira os olhos. — O Davi não atende qualquer um. Melhor deixar comigo. — Ela estica a mão para pegar. Suas unhas pintadas de rosa fluorescente combinam muito com ela. Olho para seu decote exagerado da blusa branca, que usa debaixo do terno marinho. Está tentando dar um ar profissional, porém fica mais sensual. Provavelmente tentando seduzir os clientes do escritório. Rio mentalmente, porque ela é realmente linda, como disse ao telefone, mas o pouco que ouvi sobre o seu caráter deixa a desejar. O elevador apitou e as pessoas saíram por ele. O último a sair é o próprio Davi. Assim que me vê, olha de mim, para a loira tentando entender do que falávamos. — Bernardo! — ele estica a mão e eu toco com a minha. — Tudo bem por aqui? — Está tudo ótimo, passei para te deixar o contrato, tem as assinaturas como foi solicitado. — respondo sem me identificar, ele parece notar. — Certo, falei agora pouco com o Del Nero. Vamos até a minha sala? — Meu pai é conhecido por todos pelo sobrenome. — Stefane mande levar café e água, por favor. — Stefane, até o nome é a cara dela. — Davi, já tem cliente com horário agendado te aguardando. — Me olha com desdém. — Não se preocupe Davi, a minha missão aqui era deixar o contrato e seguir meu caminho. — Te acompanho até o elevador. — Assim que nos afastamos ele pergunta. — Aconteceu alguma coisa. Ela fez algo errado? — Não! E quero te pedir que não comente com ela quem eu sou. Pode me fazer este favor? — ele dá uma gargalhada. — Brother a Stefane é maluca, mas é boa gente. Tú vai armar pra ela? — Vou provocar um pouquinho. Posso contar com a sua discrição? — Como diz minha esposa "superapoio". — Davi diz e rimos. O elevador chega, sigo para casa, diferente da maluca linda, eu sim tenho muito do que me ocupar. Mas logo vamos nos encontrar Stefane.

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