The paint, the invitation and the driver

3237 Words
A semana corria bem na mansão dos Malik. Harry estava no pequeno estúdio montado no último andar da casa, um presente de Zayn, tentando organizar as tintas para começar um novo trabalho. Era quarta-feira e o calor continuava a castigar sua inspiração. Talvez ele fosse demorar mais tempo pra se acostumar com aquilo do que imaginava, porém ao menos estava num ambiente em que sentia-se confortável e bem consigo mesmo. Na tela em branco à sua frente, passou a rabiscar livremente o que lhe viesse à cabeça. Não estava planejando nada, apenas deixou suas mãos trabalharem livres por alguns minutos. Pela primeira vez desde que tinha chegado à América, aquela estava sendo a primeira semana em que, de fato, ele não havia sentido falta de Paris. Zayn tinha lhe dado de presente as melhores tintas, e ele já sonhava em montar sua própria galeria de arte, assim que vendesse alguns quadros e juntasse dinheiro suficiente pra aquilo. Havia porém um pensamento incomodando Styles. Andava recluso, quase não saía e sabia que Zayn não estaria assim tão disponível para ele o tempo todo: suas aulas na UCLA haviam começado e ele estava muito feliz em lecionar por lá, o problema era que, quando não estava lecionando, estava preparando o que lecionar. Styles não reclamava, o via todas as noites e, uma das melhores partes daquilo tudo, era não precisar encontrar muito com Trisha por aqueles dias. A madame não perambulava pela casa mais, estava entretida com ir ao jóquei clube e dedicada aos seus projetos de caridade. Yaser, como de costume, trabalhando e viajando para a América Latina com bastante frequência. Ele era um dos magnatas, naturalizado americano, do petróleo e era um dos poucos com os contatos necessários no Oriente Médio. Harry pintava devagar, mas claramente já podia ver o que era. Parou imediatamente deixando as tintas de lado quando se percebeu desenhando o contorno de um sorriso, era bem óbvio de se notar que aquele homem desenhado era Louis Tomlinson. Harry respirou fundo e perguntou-se porque estava desenhando aquele homem que m*l conhecia, porque ele estava na sua segunda mente e qual o motivo de tanta fascinação com aquele sorriso. Era perturbador. Styles imediatamente parou o que estava fazendo, passou uma das mãos pelo rosto deixando alguns traços de tintas pela pele clara. Ele tinha os cabelos soltos e estavam mais compridos do que o normal, o avental branco estava sujo de tinta assim como jeans claro que usava — já servindo mesmo para aquele propósito. Assim que tirou os olhos da tela, confuso, olhou para a porta por sentir alguém se aproximar e, como se visse um fantasma, o mesmo sorriso se abria em pessoa para ele. — Bom dia. — Louis disse polido, estava tão bem vestido que Harry balbuciou alguma coisa e não respondeu ao cumprimento. — Desculpe te atrapalhar, vejo que está trabalhando. — Assim que Tomlinson tentou se aproximar para ver do que o quadro se tratava, Styles jogou um de seus lençóis protetores por cima, deixando claro que não queria dividir aquele momento. Que raios de explicação ele iria ter para aquilo? — Não, não estou. Isso não é nada. — Styles disse um pouco confuso, mas tentando soar natural. — Zayn não está, está dando aulas. — Eu sei, acabei de vê-lo. — Louis comentou colocando as mãos nos bolsos da do jeans preto. Acompanhando, ele vestia uma camisa azul clara que contrastava lindamente com seus olhos, sapatos pretos e a barba estava por fazer. — Almoçamos juntos. Ele me pediu pra vir até aqui. — Ah entendi. — Harry respondeu sem entender exatamente o que Louis poderia querer ali já que não tinha ninguém em casa além dele e dos empregados. — Vim te convidar pra sair. — Louis tinha um charme que fez Harry pensar naquele momento que ele provavelmente tinha quem bem entendia. Devia ter filas de homens e mulheres atrás dele, o tipo de cara que realmente marcava a vida de uma pessoa. Styles se achou até um pouco invasivo demais por estar tirando conclusões por causa de uma simples característica. — Me convidar pra sair? Pra onde? — Styles perguntou um pouco tímido. — Quero te levar pra conhecer LA, quem sabe Hollywood… — Louis dizia e notava o sorriso do outro se abrindo aos poucos. — Podemos ir pra minha casa também, eu moro em Malibu. Harry sorriu encarando os próprios pés, tinha achado aquela ideia maravilhosa. Queria mesmo uma desculpa pra sair de casa um pouco, uma vez que o mês na mansão dos Malik havia sido extremamente tenso e ele e Zayn haviam curtido muito pouco seus momentos juntos. Malik estava ocupado brigando ou tentando conseguir um emprego e não queria ajuda ou influência de seus pais pra aquilo, queria fazer sozinho. Styles já estava começando a se adaptar melhor e aquele convite de Louis, havia caído como uma luva. — Muito obrigado por me convidar, Louis, eu gostaria de ir sim. — Foi a primeira vez que ele sentiu-se mais a vontade na presença do médico, que agora assumiu uma postura quase cuidadosa, como se Harry fosse alguma espécie de criatura assustada que ele precisava segurar em seus braços. — Vou te esperar lá na sala, imagino que queria trocar de roupa. — Louis insinuou, deixando Harry passar por ele com um pouco de pressa. — Sim, prometo não demorar. — O pintor deixou o pequeno estúdio e Louis sorriu ao ver a cena. Era um dos raros momentos em que viu uma certa espontaneidade no outro, achou absolutamente adorável, embora ainda se recriminasse por estar pensando aquelas coisas. Antes de deixar o estúdio, porém, seu racional dizia para não fazer aquilo, mas ele não conseguiu resistir. De leve, subiu o lençol que cobria o quadro não terminado e, imediatamente o cobriu de novo. Era seu sorriso ali ou ele estava enganado? Não, não poderia ser. Claro que não era. Por que seria? Tomlinson deixou o pequeno estúdio e esperou por Harry onde disse que estaria. .x.1D.x. Já passava das cinco da tarde quando Zayn tomava a autoestrada até Beverly Hills, onde a mansão dos Malik ficava. Num momento de total má sorte ou de pura falta de cuidado com o próprio carro, ficou na estrada, com o pneu furado sem poder trocar, já que o estepe estava igualmente inutilizável. Com um pouco de dificuldade, andou com o carro até o acostamento e ali ficou, por vários minutos, pensando se deveria ligar pra casa ou para um mecânico. Sabia que ao menos Louis, que tinha se oferecido para passear com Harry, estava distraindo Styles já que Zayn sentia-se ligeiramente culpado por não poder estar por perto o tempo todo naquela semana. Mesmo sabendo qual seria o resultado da ligação, ligou pra casa. — Alô? — Ophelia, aqui é o Zayn. Liam está ocupado? — Boa tarde, senhor Malik. Liam acabou de lavar o carro, está livre sim, algum problema? — Peça para ele vir me buscar, por favor? Estou na entrada de Beverly Hills, meu carro está com o pneu e o estepe furados. — Claro, ele estará aí em alguns minutos. — Obrigada, Ophelia. — Imagine, senhor. Zayn despediu-se rapidamente dela e voltou a entrar no carro. Esperou por cerca de vinte minutos, usou o tempo para ler um livro e até mesmo dar alguns pareceres sobre sua aula. Ao longe, reconheceu o carro preto e Liam ao volante. Saiu do veículo assim que Payne habilidosamente fez a volta com o carro e parou no acostamento, em frente ao carro de Zayn. — Liam, muito obrigado por vir. — Zayn disse dirigindo-se ao outro de maneira casual, mas Payne evitou olhar pra ele, concentrando-se no carro parado, com o pneu completamente murcho. Pensou que precisaria guinchar, antes que empenasse e estragasse a roda. — Não há porque agradecer, senhor, estou fazendo meu trabalho. — Liam limitou-se a respondeu, agachando-se para ver a roda melhor. Zayn apenas suspirou levemente frustrado. Era horrível ser tratado daquela maneira por Liam e ele nem sabia porque se incomodava tanto. Malik ficou em silêncio, apenas observando o outro que parecia buscar alguma resposta pelo motivo do pneu ter furado. — Senhor, vou chamar o guincho antes de irmos. — Liam disse puxando o celular do bolso. — Se quiser, pode ir com o carro que eu trouxe, eu posso pedir um taxi. Vou esperar o guincho buscar seu carro. — Mas é claro que não, Liam, eu vou ficar aqui com você. Vamos para casa juntos. — Zayn respondeu como se aquilo fosse óbvio. Foi a primeira vez em dias que seus olhares se encontraram de forma mais intensa. Assim que Malik terminou de falar, percebeu que Liam estava pronto para contestar, mas aparentemente não iria verbalizar, afinal, ele era o patrão. — Como quiser, senhor. — Payne respondeu claramente a contragosto, mas tentou disfarçar. Pegou o celular a fim de ligar para o guincho. — Liam… — Zayn o chamou de um jeito calmo, quase fez Payne baixar a guarda, lembrava-se como Malik costumava chamá-lo quando eram amigos. Payne não respondeu nada, apenas olhou para o moreno bonito. — Me chame só de Zayn, ok? Pare com esse negócio de “senhor”. — Malik tinha um tom de voz tão doce que fazia Liam pensar que queria dizer “sim, tudo que você quiser”. — Não acho que seja apropriado. — Mas a resposta de Payne foi muito diferente do que ele realmente queria dizer. — Com licença. — Ele pediu afastando-se e falando com alguém do outro lado da linha. Anos haviam se passado, mas aparentemente Zayn teve certeza que Liam nunca o perdoaria por tê-lo excluído de sua vida para poder passar a adolescência com amigos que, hoje em dia, ele m*l conseguia lembrar-se quem eram. .x.1D.x. Uma das coisas que mais chamou atenção de Harry em Louis, foi definitivamente o certo cuidado que ele teve ao escolher o roteiro. Styles era europeu, certamente não estava acostumado às muvucas americanas de ir à Calçada da Fama ou ao Universal Studios. Seria extremamente cansativo e, pelo pouco que conversou com Zayn a respeito de Styles, selecionou lugares diferentes em Los Angeles, lugares que geralmente as pessoas não iriam primariamente quando estivessem na maior cidade da Califórnia. Tomlinson começou o passeio ganhando o coração de Harry quando o levou ao Los Angeles County Museum of Art, um dos museus de arte mais completos de Los Angeles. Achou que Harry nunca mais iria querer sair de lá. Logo em seguida, foram ao Griffith Observatory e ao Pier de Santa Monica. Harry já havia tirado o All Star branco e as meias e andava, assim como Louis, descalço pela areia limpa do mar pouco agitado de uma das praias mais bonitas de Los Angeles. — Obrigado por me levar a tantos lugares legais. — Harry disse, já tendo deixado grande parte da timidez de lado. — Acertei no roteiro? — Louis sorriu vendo a expressão leve do outro, tranquila, bem diferente do dia que o tinha conhecido e até mesmo de quando o tinha encontrado mais cedo. — Não sei como, mas acertou sim. — Harry olhou de canto para aquele sorriso que estava começando a tirar a sua paz. — Mas não acho que seja mérito seu, tenho certeza que Zayn disse onde me levar. — Talvez trazer a tona o nome do namorado o fizesse lembrar do porque estavam ali. — Não, Zayn não disse nada. — Tomlinson foi completamente honesto. — Ele realmente gostou da ideia de eu trazer você pra passear, não disse nada sobre onde eu deveria te levar. — Hm. — Harry murmurou fazendo uma careta engraçada. — Interessante. — Decepcionado? — Tomlinson brincou. — Não, estou surpreso. — Harry explicou-se parando de andar por um momento. — Com o que? Zayn não me dar dicas e eu acertar tudo? — Louis fingiu um ar prepotente, rindo em seguida. — Não, estou surpreso da ideia ter sido sua. — Styles encarou o outro um pouco mais sério, que foi fechando o sorriso, mas mantendo a simpatia. Louis não sabia exatamente o que dizer, não queria ser m*l interpretado. — Queria te conhecer melhor. — Ele disse dando de ombros. Nesse momento, o vento bateu mexendo os cabelos de Harry e ele passou a prestar mais atenção nos detalhes do rosto dele e até mesmo no tom de verde de seus olhos. — Você é dos caras que vai me bater se eu não cuidar bem do seu melhor amigo e essas coisas? — Styles brincou e ouviu a gargalhada de Louis em resposta. — Bem, vejo que descobriu meu plano. — Tomlinson fingiu um tom preocupado fazendo Harry também rir. Era engraçado pensar que Louis o havia feito rir no espaço de algumas horas que estavam juntos, mais do que durante o mês todo que passou na mansão dos Malik. Obviamente que não culpava Zayn por nada daquilo, mas a comparação foi quase que inevitável. — Tem uma cafeteria muito boa aqui no píer, está com fome? — Louis sugeriu ao olhar o relógio e vendo que já eram quase seis da tarde. — Claro. — Harry disse empolgado, na verdade não tinha se dado conta de que realmente estava faminto. Os dois seguiram pelo caminho de areia e pedras ao saírem da beira da praia para alcançar a parte das calçadas e do comércio. Não havia basicamente ninguém lá e o silêncio era apenas quebrado pelo som das ondas quebrando e algumas gaivotas sobrevoando a areia. Definitivamente, pensou Harry, ele não sentia nenhum pouco da falta de Paris. .x.1D.x. Poucos minutos haviam se passado, Zayn e Liam permaneciam em silêncio. A vista de onde estavam, no entanto, era fenomenal. Beverly Hills ficava na parte alta de Los Angeles e um grande penhasco se formava onde os dois homens estavam com os dois carros, Liam permanecia encostado no carro preto o qual estava acostumado a dirigir e Zayn, um pouco mais a frente, mirava a vista com as mãos nos bolsos da calça social, abrindo alguns botões da camisa alinhada que usava para dar aulas. Ele suspirava vez ou outra e Liam notou. Queria perguntar coisas, queria saber sobre a estadia de Zayn em Paris, era o primeiro mês que o via depois de passarem dois anos longe enquanto Malik estudava. Payne mordeu o lábio inferior como se lembrasse do quanto ficou feliz ao ouvir uma conversa de Trisha que anunciava que o filho voltaria logo. Payne, por outro lado, m*l conseguiu conter a decepção ao chegar no aeroporto para buscar o patrão e vê-lo acompanhado de Harry Styles, trocando beijos no carro e segurando as mãos o tempo todo. Não era a primeira vez que Liam via Zayn com outra pessoa e, por mais que tivesse passado a adolescência inteira fomentando uma paixão por Zayn que sempre soube não ser platônica, partia seu coração vê-lo tão aficionado e apaixonado por Harry. Liam sentiu uma profunda frustração ao dar-se conta que não poderia competir com aquilo: um homem bonito, talentoso, que provavelmente tinha os mesmos gostos por arte e museu que Zayn tinha, coisas que não eram páreo para Liam, que só entendia de futebol, carros e não saberia nomear um pintor mesmo que sua vida dependesse daquilo. — Mamãe comentou comigo que você foi aceito na faculdade comunitária de Los Angeles. — Zayn disse quebrando o silêncio longo entre os dois. — Sim. — Liam disse encarando Zayn. Estava realmente orgulhoso de si mesmo, tinha estudado o que podia para poder entrar numa universidade, mesmo que fosse comunitária e não estivesse dentro dos padrões de universidades famosas dos Estados Unidos. Sua mãe estava infinitamente feliz, assim como Trisha e Yaser, que tinham criado um apreço especial por Liam, por terem o visto crescer praticamente dentro daquela casa. — Seu pai me influenciou bastante a aprender sobre negócios, por isso resolvi estudar Administração. — Por um segundo, aquele tom de voz usado por Liam não era de quem estava se dirigindo a um superior, e sim a um amigo. Zayn aproximou-se dele, encostando-se no carro ao lado dele. Sorriu sem parar de olhar para Liam, mesmo que o outro parecesse se recusar terminantemente a retribuir o olhar. Liam encarava o penhasco sabendo que Zayn olhava pra ele e não sabia porque aquilo continuava acontecendo entre eles. — Estou muito orgulhoso de você, Liam. — Malik falou baixo e com uma honestidade incomum. Liam segurou o sorriso e permaneceu sério. — Sempre foi um cara inteligente, com todas aquelas invenções de brinquedos que tínhamos… Lembra? — Zayn dizia quase rindo, mas Payne baixou os olhos não queria lembrar, mas Zayn não parecia estar facilitando muita coisa. — Lembra quando arrumamos a bicicleta daquele cara na autoestrada e já pensávamos em montar um negócio juntos. — Zayn agora riu com vontade e Liam não foi capaz de segurar o sorriso aberto. — Lembro. — Payne respondeu tendo a imagem perfeita na cabeça do passado remoto que Zayn descrevia. — Foi o final de semana que fomos acampar. — É, que entramos para os escoteiros. — Zayn relembrava igualmente da amizade inseparável que ambos criaram conforme cresciam. Até os quatorze anos, eles eram inseparáveis. O silêncio voltou a se instaurar entre eles e os risos cessaram. provavelmente ambos estavam pensando a mesma coisa, especialmente Liam, que afundou os pensamentos em exatamente o que aconteceu depois daquela época: eles entraram para os escoteiros, numa equipe cheia de outros meninos ricos que maltratavam Liam por não ter os melhores equipamentos ou não ter histórias de viagens pra contar, dos finais de semana nas praias do Caribe ou brincando nos mais variados parques da Disney, coisas que obviamente os pais de Liam não podiam pagar. Zayn, que se tornou um adolescente completamente influenciado pelos amigos cabeça-oca que arranjou — e hoje sabia, tinha convicção de que eram pessoas que ele não precisava naquela época — acabou excluindo Liam de suas atividades, desde simples idas ao cinema, até clubes de famílias ricas onde nem todos eram aceitos. Aos quinze anos, Zayn praticamente m*l trocava palavras com Liam naquela casa. — Ainda torce para Los Angeles Galaxy? — Zayn perguntou novamente tentando retomar um assunto menos doloroso. — É claro. — Liam respondeu com um meio sorriso, lembrando que Zayn igualmente acabou influenciado a gostar um pouco de futebol e a torcer para o time de tanto Liam falar a respeito. — Está a fim de ir a um jogo comigo nessa temporada? A US Open Cup começa no mês que vem. — Zayn convidou, instigando na verdade, sabia que Liam realmente não iria negar aquilo. Ao ver o sorriso se abrindo aos poucos, como se Payne estivesse brigando com a própria expressão, mas não conseguiu evitar e virou o rosto para encarar Zayn ao seu lado. — Quem sabe podemos ir. — Liam disse tentando não parecer muito empolgado, mas Zayn sorriu aberto. Pela primeira vez percebeu que realmente sentiu falta de ter aquele homem por perto e, quem sabe aos poucos, ele aceitaria fazer parte de sua vida novamente. Os dois se olharam por alguns segundos como se uma nova conexão começasse a se estabelecer e, por mais que Malik tivesse plena convicção da teimosia de Liam, isso não importava, pois se tinha coisa que Zayn oferecia em contrapartida, era sua determinação de sempre conseguir o que queria.
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