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The English Man

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Blurb

Zayn Malik, um professor de História da Arte, conhece o namorado em Paris, quando vai passar um tempo estudando.: um simplório pintor, Harry Styles.

Quando ambos voltam à terra natal de Zayn, a Califórnia, Harry conhece o melhor amigo de Zayn, Louis Tomlinson. A partir daí, as coisas começam a tomar um rumo diferente, e a tensão do relacionamento apenas aumenta quando Harry fica sabendo do conturbado relacionamento de Zayn com um antigo amigo, Liam Payne.

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The professor, the painter and the doctor
CAPÍTULO I Era o sonho de qualquer pai e mãe ver o filho bem graduado, com experiência internacional e um currículo de dar inveja a qualquer estudante de História da Arte. E, claro, não ia ser diferente para Patricia Malik — que gostava mais de ser chamada de Trisha — e seu marido Yaser. O filho Zayn, que há um mês havia voltado de Paris depois de ter passado dois anos na capital francesa, acabava de receber a notícia que a Universidade de Los Angeles — a UCLA — estava muito interessado em contratá-lo como professor da faculdade de Artes, oferta essa que Zayn formalizaria como aceita no outro dia, segunda-feira. Aparentemente, tudo ia bem dentro do círculo íntimo da família Malik, não fosse por apenas um detalhe, que tinha nome, nacionalidade, um par de olhos verdes inacreditavelmente lindos e cachos escuros bagunçados: Harry Styles. O britânico namorado de Zayn, havia deixado Paris para morar com o professor em Los Angeles, depois de muita conversa e muito poder persuasivo por parte de Malik. No início, Harry estava relutante. Era inglês, mas morava em Paris há quase dez anos, quando decidiu deslanchar sua carreira de pintor — carreira essa que nunca lhe foi muito generosa, mas Styles não se importava. Dinheiro para ele, pouco ou nada significava. Ele dava prioridade absoluta para fazer o que amava e não estava nenhum pouco interessado em tornar-se milionário, mesmo sabendo que a família de Zayn era uma das mais ricas dos Estados Unidos. Trisha não gostou nenhum pouco de saber do estilo de vida simplório do então genro. Colocou-se contra o namoro do filho, mesmo sabendo que não iria adiantar: conhecia bem o gênio de Zayn e tinha certeza que ele somente faria o que quisesse. Com muito custo, ela acabou por aceitar, a contragosto, o relacionamento dos dois. Ambos moravam na mansão da família de Zayn, mas já estavam prestes a se mudar, agora que Zayn tinha um emprego, poderiam ter suas próprias vidas longe dali. O casal estava junto há pouco mais de três meses. Tinham ficado amigos em Paris, Zayn ficou encantado com a arte de Harry, que expunha seus quadros nas ruas da Cidade das Luzes, e o relacionamento demorou a desenvolver-se em algo mais do que amizade. Conheciam-se há mais de um ano, mas somente passaram a ser um casal há pouquíssimo tempo e, ainda assim, Styles quis dar uma chance de mudar de país para firmar seu relacionamento com Zayn, afinal, o que ele tinha a perder? Trisha e Yaser, no início, não chegavam a ser hostis com Harry, mas também estavam longe de tratá-lo bem. Nas primeiras semanas, as brigas de Zayn com seus pais eram constantes e um tanto agressivas, Trisha não media esforços para encontrar oportunidades em que pudesse humilhar Styles: fosse pela falta de dinheiro e classe, ou por insinuar que ele havia se interessado por Zayn por causa do dinheiro da família. As acusações eram muitas, eram cansativas e, mesmo com o gênio calmo, paciente e até mesmo “zen” de Harry, muitas vezes Zayn o pegou chorando e até mesmo arrumando as malas para voltar à Europa, já que seus pais faziam absoluta questão de demonstrar o quanto ele não era bom o suficiente para ficar com seu filho. Zayn comprou brigas feias, estavam em guerra nas primeiras semanas, porém, parecia que as coisas haviam se acalmado e tudo que viam de ambos os lados parecia ser uma época de trégua. Trisha e Yaser cansaram de brigar com o filho no momento em que perceberam que ele estava se afastando e tornando-se cada vez mais arredio à família e aos pais. O medo de perder o filho fez com que os dois baixassem a guarda e ao menos fingissem que não se importavam mais com a presença de Styles. O domingo em família estava sendo calmo, a tranquilidade chegava até a ser suspeita, parecia que tudo estava tão anormalmente bem, que era como se esperassem a certeza de que algo r**m estava para acontecer. O verão era intenso em Los Angeles e a família reunia-se na casa da piscina da mansão. Trisha usava um maiô preto com algumas pedras na região do colo e óculos escuros, tinha acabado de tirar o chapéu de abas largas para deitar-se na cadeira branca perto da borda da piscina a fim de bronzear-se. Yaser lia um jornal perto da churrasqueira, conversando com seu chef de cozinha, ao mesmo tempo que discutiam política americana e outros assuntos banais, dos quais nem Zayn e nem Harry pareciam interessar-se, apesar de estarem perto o suficiente para escutar os assuntos. O casal sentava-se na mesa branca, na varanda coberta da casa não tão grande. Harry tinha a cabeça deitada no ombro do namorado, que passava o braço pelo ombro dele enquanto checava os e-mails pelo celular. O céu estava azul e uma brisa refrescava a alta temperatura do dia. Styles parecia imerso em pensamentos, completamente distraído, olhando para os dedos das mãos de Malik, como se estudasse uma pintura. Zayn, sem tirar os olhos da tela do celular, beijou os cachos do namorado sentindo o cheiro de shampoo e a maciez dos fios. — Se importa se eu entrar? — Harry perguntou num sussurro. — Esse calor está acabando comigo, não estou acostumado à esse verão. — Não me importo não, meu amor. — Zayn disse no mesmo tom, desvencilhando-se do corpo do namorado. — Sei que esse sol e mormaço devem te deixar cansado. — Deixam. — Styles esfregou os olhos e, apesar de estarem na sombra, sentiu a claridade o incomodar um pouco. — Mas não precisa vir comigo, pode ficar com seus pais, eu vou beber um copo de água na cozinha, pegar um livro… — Claro, claro. — Malik respondeu enquanto o namorado levantava-se da cadeira ao lado de Zayn. — Peço pra empregada avisar quando a comida estiver pronta. — Je t’aime. — Harry disse sorrindo, em seu francês impecável, que fazia Zayn pensar que não poderia se apaixonar mais por aquele homem. — Eu também te amo. — Malik respondeu sorrindo sem nem perceber o olhar desaprovador de seu pai, que de canto, prestava atenção na conversa discretamente. Não fez nenhum comentário. Malik observou Harry voltar para dentro de casa pela porta da cozinha e continuou a checar o celular. Pensou que o namorado tinha razão, estava quente mesmo. Sua pele já tinha um tom bronzeado natural devido à sua descendência paquistanesa por parte de pai, mas pensou que talvez Harry, branco daquele jeito, estivesse mesmo sofrendo com a adaptação daquele verão americano, já que os verões europeus não eram nada comparados àquilo. Styles entrou em casa escondendo um bocejo e já pensando em tirar a roupa no meio da sala enquanto atravessava a passagem que separava a sala de estar da cozinha. Sua camisa branca era simples, lisa e o shorts jeans que vestia alcançava-lhe a altura do joelho. Sentia seu rosto esquentar, tocou sua nuca e percebeu que estava começando a suar, apenas distraiu-se por um momento ao ouvir risos vindos da sala, a empregada cobria o rosto para conter uma gargalhada, enquanto conversava com um homem não tão alto, mas que aparentemente tinha um belo senso de humor. — Não diga essas coisas, doutor! — A empregada dizia ainda em meio a risos. Harry, de longe, observava sem ter certeza se deveria se manifestar. — E por que não? Sabe que sou um homem honesto, Ophelia. — O homem respondeu e Harry pode então perceber que ele tinha um sorriso bonito e um tom de voz doce. Seus olhos azuis, quase cinzas, encontraram os de Harry e, então, seu sorriso aumentou ainda mais. — Desculpe, eu não quis interromper. — Styles disse sem jeito ao ver que o homem agora o encarava com uma certa i********e. — Não interrompeu. — O homem andou em direção à Harry, que agora podia ver que ele vestia roupas que lhe pareciam muito confortáveis e ainda assim sofisticadas. A camiseta de gola pólo exibia uma marca cara e famosa do lado esquerdo do peito dele e seu tom era azul escuro. O jeans branco deu a Harry uma impressão de que talvez ele não estivesse passando calor mesmo que vestisse calças. — Vou avisar o senhor Malik que está aqui, doutor. — Ophelia retirou-se após o agradecimento discreto do homem que, mesmo falando com a empregada, não tirou os olhos de Harry. — Sou Harry. — Styles disse daquele jeito simples, humilde, que fez o outro sorrir aberto e estender a mão na direção dele. — Louis Tomlinson. — O homem disse quando Harry retribuiu o cumprimento. — E já sei quem é você, ouvi muito a seu respeito. Harry não ouviu direito o que aquele homem tinha dito, estava mais concentrado no fato de que, então enfim, aquele era Louis Tomlinson, o melhor amigo que Zayn falava o tempo todo quando estavam em Paris. Aquele era o doutor Louis Tomlinson, cardiologista do UCLA Medical Center, que Malik tinha tanto orgulho e apreço que Harry sentia que já conhecia aquele homem de tanto escutar seu nome. — Acho que posso dizer o mesmo. — Styles respondeu sem perceber que ambos ainda seguravam a mão um do outro. — Zayn falou bastante de você. Ao que parecia ser algo um pouco estranho, logo tornou-se extremamente constrangedor. Aqueles olhos que não se moviam e aquela mão que parecia demorar tanto para soltar, fez Harry perceber que sentia-se muito desconfortável na presença daquele homem. Lembrou-se que Zayn mostrou algumas fotos deles juntos, mas Styles nunca prestou muita atenção e deu-se conta de que não havia memorizado seu rosto direito, pois na época até achou que o reconheceria quando o visse mas, estando ali tão perto, com o cheiro do perfume invadindo seu espaço pessoal, Styles só percebeu o que realmente estava acontecendo quando Zayn entrou no recinto abraçando Louis demoradamente. — E aí, doutor! — Zayn brincou mostrando um dos sorrisos mais largos que Harry já tinha visto. — Achei que tinha trocado LA por Nova York! Demorou pra voltar! — Malik desvencilhou-se do abraço, porém permaneceu tocando o ombro do melhor amigo. — Ficou maluco? — Louis respondeu rindo. — Não troco Malibu por nada! Não sei viver sem minhas corridas na praia, você sabe. — Tomlinson realmente chegou a cogitar morar em Nova York, mas esteve lá apenas para um congresso de medicina, havia ficado mais de um mês do que havia planejado. — A propósito, esse é Harry. — Zayn apresentou ficando agora ao lado do namorado. — O homem da minha vida. — Malik soava tão apaixonado que Louis quase gargalhou. — Acabamos de nos conhecer. — Louis respondeu voltando a olhar Harry daquele jeito invasivo. — É, nos encontramos aqui na sala quando eu estava subindo para tomar um banho. — Styles respondeu olhando o namorado, que parecia imensamente feliz por estar entre duas pessoas importantes de sua vida. — Desculpe vir sem avisar, quis fazer uma surpresa. — Tomlinson explicou-se. — E também porque sei que Yaser faz churrasco aos domingos, juntei o útil ao agradável. — Louis brincou e os três riram, Harry de uma maneira mais contida. — Estamos na piscina, está mais do que convidado pra almoçar conosco e passar a tarde. Precisa nos contar sobre Nova York. — Zayn disse empolgado, tocando o ombro de Louis. — Harry, você vem também? — Louis perguntou olhando o pintor, que permanecia calado e claramente tímido. — Vou, claro, vou apenas tomar uma ducha, este calor está muito forte pra mim. — O mais alto dos três respondeu dando alguns passos para trás, a fim de alcançar as escadas que levavam para o segundo andar. — Mas depois vou me juntar a vocês, é claro. — Vai lá, meu amor, a gente te espera. — Zayn disse carinhosamente e, em seguida, beijando Harry de uma maneira não muito discreta e nem contida. Louis sorriu de canto ao ver a cena. Harry, que já estava constrangido, ficou ainda mais tímido e Louis percebeu. Não disse, mas achou aquilo adorável. Zayn apenas seguiu o namorado com os olhos enquanto ele subia as escadas com uma pressa incomum, pisando nos degraus de dois em dois. Tomlinson percebeu o olhar apaixonado do melhor amigo, mas não comentou. Pensou mesmo que as fotos trocadas não faziam jus ao quanto Harry Styles era charmoso e dono de um par de olhos que faria qualquer um ajoelhar-se aos seus pés. Louis entendia melhor porque Zayn se apaixonou a ponto de arrastá-lo para a América e enfrentar seus pais por ele. — Vamos. — Zayn disse puxando Louis pelo ombro de maneira elegante. Mas antes que pudessem deixar a sala, a voz grave e já conhecida do motorista da casa, filho de uma das empregadas, interrompeu o andar dos outros dois. Ele era jovem, alguns anos mais velho que Zayn, e conheciam-se desde criança, eram grandes amigos quando pequenos, mas a adolescência os separou, já não podiam frequentar os mesmos lugares e já não tinham os mesmos interesses. A vida os tornou quase estranhos, especialmente porque Zayn foi, de forma bastante clara, influenciado por outros de seus amigos ricos, deixando claro que ele não poderia sair por aí com o filho da empregada. — Senhor. — Por mais estranho que aquilo soasse aos ouvidos de Zayn, era como Liam Payne insistia em chamá-lo, mesmo advertido pelo próprio Zayn que aquele tratamento formal excessivo não era necessário. Ainda assim, Liam jamais voltou a chamá-lo apenas pelo primeiro nome. — Sim, Liam? — Zayn disse, virando-se para encarar o homem impecavelmente vestido no terno preto e com o clássico quepe de motorista. — Desculpe o incômodo, só gostaria de saber se o doutor Tomlinson deseja que estacione o carro na garagem, pois está no sol. — Payne tinha as mãos em frente ao corpo e permanecia perto da porta de saída, por onde havia entrado. — Liam, não há porque se preocupar, eu mesmo faço isso. — Louis imediatamente tomou a frente. Não gostava daquele tipo de tratamento e achava um luxo excessivo ter-se motoristas dentro de uma grade de funcionários. Claro que Liam na verdade trabalhava mais para os pais de Zayn, visto que Zayn dirigia o próprio carro. — Não é incômodo nenhum, doutor. — Payne aproximou-se dos dois, estendendo a mão solícito e simpático, para que Louis lhe entregasse as chaves do carro. À contragosto e após pensar por alguns segundos, Louis cedeu e entregou a chave de seu carro para Liam estacionar na garagem. Zayn, que recebia os olhares mais frios e profissionais de Liam, dessa vez, não recebeu nada. Payne não olhou pra ele e pareceu tratar exclusivamente de tudo com Louis. — Muito obrigado, Liam. — Louis agradeceu antes que o homem saísse de perto. Obviamente Louis sabia da tensão que havia entre seu amigo e o motorista, mas nunca foi de se intrometer ou palpitar no assunto. Os dois se conheceram na escola e desde então se tornaram melhores amigos. Zayn, especialmente quando bebia, falava em Liam e contava a história dos dois de quando eram crianças e toda a humilhação que sabia que tinha feito Payne passar. Arrependia-se, mas desde então, Liam nunca mais o deixou se aproximar com i********e, com amizade, ele via Zayn apenas como qualquer outro patrão na casa, não se excedia e esforçava-se constantemente para parecer invisível. Era uma pessoa completamente diferente da qual Zayn havia conhecido. Os dois amigos andaram conversando até a casa da piscina, onde Trisha, ao vê-los, fez um pequeno escândalo de felicidade — ela adorava Louis e, muitas vezes, insistiu para que ele e Zayn namorassem, mas os dois nunca cogitaram aquilo, a verdade era que eram amigos demais para ter um relacionamento mais íntimo. — Então… — Louis começou após trocar rápidas palavras com os pais de Zayn. — Esse é o pintor? — É. — Zayn disse rindo, ao ver o jeito quase moleque de faculdade que Louis usou. — Agora tudo está bem, mas não foi fácil. — Malik comentava, puxando Louis para sentar numa parte mais afastada, perto do jardim, onde um pequeno gazebo erguia-se no meio das plantas preferidas de Trisha. Os bancos eram brancos e feitos de aço. — Seus pais já aceitaram? — Louis perguntou sentando-se ao lado do melhor amigo, enquanto a empregava colocava em cima da pequena mesa no centro, uma bandeja com copos e bebidas, entre sucos, alguns drinques destilados e cerveja. — “Aceitar” não seria a palavra. — Zayn respondeu, olhando o casal de longe. — Acho que resignaram-se e ao menos desistiram de tentar nos boicotar. — Ele encostou-se no banco suspirando. — Se é o melhor que posso conseguir, pra mim está ótimo. Harry é a única coisa que importa pra mim, perco a cabeça de pensar que o fiz sair de sua zona de conforto, insisti pra que ele viesse morar aqui para assistir meus pais hostilizarem-no. — Malik franziu o cenho, deixando certa tristeza o perturbar por um momento, ao lembrar do quanto Harry sofreu nas primeiras semanas. — Não vou deixar isso acontecer, Lou, é muita irresponsabilidade da minha parte. — Zayn dizia e Louis prestava atenção, pensando na cautela que deveria ter para opinar. — Não posso deixar nada de m*l acontecer ao Harry. — Entendo que você tome as rédeas e assuma os riscos, é o que eu provavelmente faria. — Tomlinson respondeu, ponderando seriamente ao imaginar o que Trisha e Yaser haviam dito ou feito. Conhecia bem o casal e sabia que Harry não se encaixava em absolutamente nenhum quesito quando se tratava do que eles achavam ser melhor para o filho. — Mas acredito que Harry está aqui e até aceitou passar por isso porque ama você, concentre-se nisso. — Eu tento. — Zayn sorriu de canto, feliz em ouvir o apoio do outro. — Não quero vê-lo sofrer, me aterroriza imaginar ele indo embora. — Não se preocupe, ele está são e salvo na América. — Louis sorriu, dado tapinhas no ombro de Zayn. — Além disso, conte comigo. — Eu sei que posso contar mesmo. — Malik sorriu para o amigo. — Mas você primeiro, conte-me sobre Nova York. — Bem, eu conheci uns caras, mas houve um apenas que me interessou. — Louis começou despertando a curiosidade e o interesse do outro. — Mas foi mesmo coisa de duas semanas, não acho que iremos continuar nos vendo. — Ele não vem visitar? Se eu consegui fazer um mudar de continente, tenho certeza que não vai ser problema pra você que o seu mude de estado. — Zayn riu com vontade, fazendo Louis igualmente achar graça. — Não, ele é neurologista e irlandês. Não está mais na América. Foram bons momentos, mas acabou. — Louis dizia saudosista, porém não estava triste. Não se arrependia de nada e nem de nunca ter pedido ao outro para ficar nos Estados Unidos. Louis era o tipo de homem que não fazia promessas, pois não gostava de se comprometer. Gostava de brincar dizendo que apaixonava-se ao menos duas vezes por semana com a mesma facilidade que esquecia a pessoa no dia seguinte. — Às vezes penso que vamos chegar aos quarenta e você vai ainda estar solteiro. — Malik brincou, dando ênfase na idade, já que ambos m*l tinham chegado aos trinta anos. — Bom pra mim, tomara mesmo. — Louis riu inclinando o corpo para abrir uma lata de cerveja de cima da mesa e despejando o conteúdo num copo. — Você aparentemente está levando o pintor ali muito a sério. — Estou. — Zayn respondeu sem hesitar. — Sei que estamos juntos há muito pouco tempo, mas ele desperta em mim algo que nunca tive, nunca senti. Ele é tranquilo, é leve… Extremamente doce. — Malik não conseguia esconder a paixão nos olhos e nem no tom de voz ao falar de Harry. — Me pareceu tímido também. — Louis comentou bebendo um gole da cerveja gelada. Sentiu-se refrescado quando o líquido percorreu gelado seu corpo. — No início ele é, comigo ele demorou a se abrir. Ficamos amigos por muito tempo antes de eu me aproximar dele com outras intenções. — Zayn explicou. — Ele é cativante, mas ao mesmo tempo, parece mesmo aquele bichinho assustado. Ele é um artista, não gosta de multidões, não gosta de barulho e, aparentemente, não se dá muito bem com o calor. — Concluiu brincando. — Um brinde. — Louis ergueu o copo ao ver que Zayn pegava uma bebida de cima da mesa, uma pequena garrafa de cerveja. — A você e Harry, que tudo dê certo. — Obrigada, Lou. — Zayn sorriu tocando de leve o copo de Louis. Ambos tomaram um gole de sua bebida e, ao longe, Louis percebeu Harry se aproximando dos dois. Sorriu de canto e não disse nada, apenas ouvia Zayn ainda falar sobre Harry, sobre o quanto estava feliz e sobre como tinha esperança que tudo ficasse bem. Na cabeça de Louis, ele apenas tentava concentrar-se no fato de que Harry era realmente um homem diferente e talvez entendia o porque Zayn estava tão apaixonado. Ele certamente já imaginava que aquele britânico deveria ser mesmo demasiadamente gostoso na cama e aquela timidez toda provavelmente iria embora rapidinho. Assim que o outro se aproximou mais, Louis tratou de tirar aquele pensamento da cabeça. Não era apropriado pensar aquelas coisas do namorado de seu melhor amigo. Styles sentou-se entre os dois homens, segurando a mão de Zayn discretamente. Louis apenas permaneceu em silêncio, bebendo sua cerveja, deixando que Zayn prosseguisse com a história de como o casal havia se conhecido. Harry deixou que Zayn falasse, apenas concordando vez ou outra com o que ele dizia. Não imaginou que quando conhecesse Louis, sentiria aquela estranheza toda, mas aqueles olhos pareciam que o estavam despindo, penetrando em sua alma e descobrindo todos os seus segredos. Era desconfortável e, ainda assim, Harry não conseguia não corresponder àquele olhar.

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