Ana
Acabamos de sair do quarto vermelho ele trancou a porta, depois guardou a chave no bolso. Logo se virou levando sua mão até a minha que me puxou e fomos andando saindo dali. Passamos pelo corredor e em seguida estávamos na sala de estar. Mas ele parou de andar me fazendo eu parar também.
— Fica aqui! Não vou demorar. — Sua voz sai grave e seca. Noto que seu olhar está diferente… Parece que está bem bravo. Será que foi bom eu ter falado? — Ana, você me ouviu? — Pegunta, me fitando.
— Sim… — Respondi. Em seguida, balancei a cabeça.
— Ótimo. — Ele disse. Depois virou-se dando as costas para mim. Foi caminhando para frente, parecia que estava indo para cozinha, mas… Ele virou para esquerda. Ele estava indo para onde? Dou um passo para frente para ver onde ele estava indo… E consigo ver que tem uma porta. E quando eu ia ver o que ele estava fazendo sou pega de surpresa.
— ANA! — Ouço um grito chamando o meu nome. Me viro para o lado e vejo a minha mãe descendo as escadas.
— Minha filha! O que aconteceu com as suas roupas? — Se aproximou e colocou suas maos6 no meu rosto, me fitando. Na mesma hora viro o meu venho para o lado me afastando. Como vou explicar para minha mãe de está assim? — Filha me conta por que você está assim, enrolada no lençol? — Ela insistiu. Olho para ela e depois envolvo os ombros. Droga! Calma Ana! Solto o ar, pesadamente. Volto a olhar para minha mãe que estava esperando a minha resposta. E quando ia falar, levo um susto.
— VAMOS JULLIANA! ABRA ESSA MERDA DE PORTA! — Me viro e vou onde estava vindo esse grito. É o Bruno, com certeza. Mas minha mãe pegou no meu braço,
— Onde você está indo? — Ela perguntou olhando para mim.
— Eu vou lá… — Aponto para o de onde estava vindo o grito. Mas ela me corta.
— Nada disso! Sei lá quem está lá, vai que é o um viciado que invadiu essa casa. Também o que esperar que o dono dessa casa é de um traficante. — Ela comenta que solta o meu braço.
— Isso não é verdade. E outra quem está ali não é um viciado. — Falo olhando para ela.
— E como você sabe? — Inquiriu cruzando os braços.
— Porque quem está gritando desse jeito é o dono dessa casa, o Bruno. — Ela levantou a sobrancelha.
Neg@o
Deixo o anjo ali na sala e pedi para ela me esperar, e como boa submissa ela me obedeceu. Me viro e fui para o quarto da Juliana. Estou fervendo de raiva. No fundo não quero acreditar, mas o anjo não ia inventar uma coisa dessa. Bom, estou bem em frente a porta. E vem na imaginando as coisas que a Ana disse e a raiva começa aumentar. Levanto o meu braço e com punho fechado começo bater na porta.
— JULIANA! ACORDA P0RRA! — Esbravejo, batendo na porta. Mas ela não responde. Paro de bater. Será que não está no quarto? Recuo e depois coloco a mão na maçaneta, porém está trancada. Então ela está lá dentro. Ergo o meu braço mais uma vez e volta a bater na porta. — VAMOS JULIANA! ABRA ESSA MERDA DE PORTA! — Noto que a maçaneta está se movendo na mesma hora paro de bater e a porta se abre. Ela me olha surpresa para mim.
— Ne… Neg@o? Por que está aqui?— Pergunta. Ela está vestida com tipo de baby doll rosa com branco. E também noto que seu rosto está vermelho. Fico me perguntando o que foi isso? Mas deixo pra lá. Passo por ela entrando no quarto. Ela depois fechou a porta e voltou a olhar pra mim. Estou na sua frente e não tiro meus olhos nela, encarando.
— PODE ME FALAR QUE P0RRA Ê ESSA DE VOCÊ MALTRATAR A ANA? — Rosno. Ela me olha surpresa.
— Do que está… — A corto. Dou um passo para frente.
— CALADA! PARÁ COM ISSO AGORA MESMO! — Ergo a minha mão e aponto para ela. E continuo. — Fale por que está maltratando a Ana?
— Eu não fiz nada. Quem é vítima aqui sou eu! Olha o que ela fez no meu rosto? — Ela aponta para seu rosto vermelho. Franzi a testa para ela. — Ela me agrediu. — Conclui.
— O quê? Está falando que a Ana fez isso? — Pergunto. Ela assentiu.