Capítulo 5

677 Words
Neg@o Estava em choque no que ela acabou de falar. Nem sabia que ela tinha mãe, achei que estava morta. — Como assim sua mãe está no meu quarto? Ela está aqui dentro? — Pergunto, franzi a testa surpreso com aquilo. — Sim. Ela está lá… — Ela respondeu. Depois virou seu rosto para o lado. — Anjo… Vem aqui por favor. — Me aproximo, levo minha mão até seu braço e aceno com a cabeça para irmos até a cama para a gente se sentar. Ela assentiu, sacudindo a cabeça. E fomos até a cama e sentarmos na beira da cama. — Me explica isso. Você não tinha me falado da sua mãe? — Ela virou cenho e olhou para mim. — Até eu tinha esquecido que ela existia… Ela me abandonou e meu pai saiu com a roupa do corpo… — Ela disse que encolheu os ombros. Sua voz saiu falhada. Continuo olhando para ela, está se segurando para as lágrimas não caírem. — Porém, ela apareceu aqui… E conversamos e me explicou o por quê dela ter ido embora… — Em seguida me levanto e me afasto do meu anjo. Depois levo a mão na cabeça. Fico andando para um lado e para o outro. Depois noto ela me fitando e pergunta. — O que foi Bruno? — Anjo, não acha estranho isso? — Me viro e inquiri. — Estranho? — Ela ergueu a sobrancelha. — O que está falando? — Estou falando dessa aparição da sua mãe aparecer? — Me aproximo, mas não sento na cama. — E como ela sabia que você estaria aqui? — Pergunto, ela virou o rosto. Ficou pensativa por um tempo e depois ela se levantou segurando o lençol que estava enrolado no seu corpo. — Eu não sei… Mas ela está aqui. Ela até me defendeu… — A corto. Dou um salto da cama. — Defendeu de quem? — Rosno, olhando para ela. — Quem fez algo com você? Vou acabar com… — Foi a Juliana! — Ela disse de uma vez. — A Juliana? — Franzi a testa. Olho para ela confuso. — O que ela fez? — Pergunto. Ela ficou em silêncio. Droga! O que a Juliana fez? Ana — O que ela fez pra você? Me responda Ana! — Olho pra ele. Vendo que está nervoso. Fecho os olhos e respiro fundo, depois solto o ar. Abro os olhos e volto a olhar para ele novamente. — Ela anda me matando quando você não está por perto. E foi ela que me falou que você vai pra… Esse lugar aí toda noite… — Solto de uma vez. Depois me afasto, mas continuo olhando para ele. — MERDA! MERDA! — Ele levou as mãos para o cenho esfregando os olhos. Depois volta para cama e se senta. — E tem mais. — Me aproximo ficando diante dele. — O quê? — Ele exclamou. Olhou para mim atordoado. Me sento do seu lado pegando na sua mão, alisando. Ele se virou para prestar atenção. — Ana me conta o que ela fez? Preciso saber. — Ele insistiu. Sacudir a cabeça. — Está bem. Vou falar. *** Depois que expliquei o que aconteceu entre mim e a Juliana. Claro não esquecendo do tapa que dei nela. Bom, foi mais de um. E depois com a chegada da minha mãe o Bruno estava de pé, andando para um lado e para o outro. Estava em silêncio. Aquilo estava me deixando agoniada. Será que ele acredita em mim? Mas ele se aproximou e pegou na minha mão me puxando para levantar. — Vem! Vamos sair daqui. — Ele avisou. Ainda com sua mão na minha, estávamos caminhando em direção a porta. — Onde vamos? — Pergunto. Estávamos do lado de fora do quarto vermelho. Estava do seu lado, enquanto estava trancando a porta. Ele se virou e guardou a chave no bolso. Pegou na minha mão e voltamos a caminhar. Ele não respondeu a minha pergunta, porém seu pra notar o seu olhar. Acho que ele vai fazer algo…
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